<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809</id><updated>2011-07-28T18:08:08.793-04:00</updated><title type='text'>Espiritualidade Carmelitana</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-4471304157785613212</id><published>2011-03-21T07:37:00.002-04:00</published><updated>2011-03-22T12:29:58.723-04:00</updated><title type='text'>Vida em Cristo Crucificado do Beato Angelo Paolo O.Carm</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"O&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor é o mistério central da nossa fé e o eixo em volta do qual gira toda a história da salvação. A cruz é, ao mesmo tempo, pergunta e resposta, escuridão e luz, símbolo de morte e tortura, símbolo de vida para o crente. O mistério da cruz prolonga-se na nossa vida de uma forma particularmente intensa no mistério dos crucificados: as vítimas do pecado em todas suas formas, as vítimas do mal, da violência e da injustiça."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-4cZ9v67W_3I/TYjOaRNdZ_I/AAAAAAAADms/P7ZWsPnl6Ag/s1600/paoli-05.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-4cZ9v67W_3I/TYjOaRNdZ_I/AAAAAAAADms/P7ZWsPnl6Ag/s200/paoli-05.jpg" width="144" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O Carmelo teve ao longo dos séculos uma profunda e íntima devoção pela cruz. Basta recordar, entre muitos outros: S. João da Cruz, que evoca a morte do Pastorinho-amante, Cristo, “numa árvore onde abriu os seus belos braços” (P 10); Santa Teresa de Jesus que, chamando atrevidamente a cruz de “bem-vinda” (P 7), nos convidava a fixar os olhos no crucificado para que tudo “nos pareça pouco” (7M 4,8); João de S. Sansão e Santa Maria Madalena de’ Pazzi que descobriram que a cruz é a melhor atalaia para contemplar o céu; Francisco da Cruz, carmelita castelhano dos s. XVI-XVII que foi em peregrinação a Jerusalém, carregado com uma pesada cruz pesada de madeira; Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, que se consome no desejo de ir para terras de missão para aí plantar a “cruz gloriosa” (Ms B, IX, 3rº); Edith Stein, que mergulha na profundidade insondável da Ciência da cruz; ou o Beato Tito Brandsma, pregando sobre uma gaveta sebenta, na Sexta-feira Santa de 1942 no campo de concentração de Amersfoort, tendo escrito, pouco antes, na prisão de Scheveningen, o seu célebre poema Perante um quadro de Jesus na minha cela, onde confessa: “a Cruz é a minha alegria, não a minha dor”. A esta lista seria necessário acrescentar, sem dúvida alguma, a figura do frade pobre Ângelo Paoli, também ele apaixonado pela cruz de Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Beato Ângelo Paoli viveu esta devoção profundamente e difundiu‑a pastoralmente ao longo de toda a sua vida. Já entre os pastores das montanhas próximas da sua aldeia, quando, ainda jovem frade, por lá esteve convalescente ao longo de vários meses, difundira aquela devoção, convidando-os a erigir cruzes no alto das montanhas e pregando‑lhes com grande afeto. Mais tarde, pároco de Corniola, também propagou esta devoção, e, já em Roma, é muito célebre o facto de ter erguido várias cruzes em lugares emblemáticos da cidade, tais como o Monte Testaccio ou o Coliseu. Aproveitando a proximidade do nosso convento de S. Martinho aos Montes, o P. Ângelo visitava a Igreja da Santa Cruz de Jerusalém e, de regresso da mesma, detinha-se a cuidar dos doentes do hospital de S. João de Latrão, levando-lhes comida, socorrendo-os nas suas necessidades mais básicas e animando-os continuamente, chegando mesmo a distraí-los com teatros improvisados ou músicas. O P. Ângelo morreu, beijando devotamente crucifixo. A iconografia insistiu frequentemente neste ponto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Carmelo dos nossos dias encontra no testemunho do novo Beato uma esplêndida fonte de inspiração, e, mais ainda, um apelo provocador. A nossa vocação contemplativa faz-nos penetrar na espessura das noites escuras mais dolorosas e sangrentas da nossa regeneração, onde vislumbramos a presença misteriosa do Senhor da vida. Não só isto, mas o novo Beato também soube “descobrir” ao longo da sua vida novas formas de pobreza: pobrezas escondidas ou pobrezas ignoradas, perante as quais a sociedade do seu tempo mostrava pouca ou nenhuma sensibilidade. O P. Ângelo teve a sensibilidade suficiente para perceber o sofrimento das jovens que, por falta de dinheiro, vinham a desembocar numa vida celibatária praticamente sinónima de miséria; o sofrimento dos que abandonavam os hospitais, uns, convalescentes, outros, fisicamente recuperados, mas que, de qualquer forma, acabavam por cair na mendicidade; o sofrimento das famílias arruinadas em consequência das inundações do rio Tibre; o sofrimento dos que se curavam das suas doenças, mas que sofriam a solidão, a tristeza e o abandono. Da sua atenção a todos estes grupos constam exemplos maravilhosos na biografia do nosso Carmelita. O seu testemunho leva-nos pois a abrir os olhos do coração, a escutar os frémitos do nosso tempo e a responder generosa e solidariamente às novas formas de pobreza e de marginalização criadas pela nossa sociedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O P. Ângelo também viveu intensamente a sua vocação carmelita. De facto, foi uma vocação bem meditada e discernida, uma vez que entrou no convento só depois de previamente ter recebido a tonsura e de ter pensado noutras formas possíveis de vida religiosa. Segundo os seus biógrafos, poderia ter sido a devoção mariana a incliná-lo para o Carmelo, a Ordem de Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal como corresponde à piedade carmelita daquele tempo, o P. Ângelo viveu com zelo a vida conventual e os sinais que serviam para expressar o amor à Ordem e à sua espiritualidade e tradições. Amante do seu hábito (sinal, para ele, de pobreza e não de distinção), cumpridor fiel da observância religiosa, apesar das suas múltiplas ocupações, obediente aos superiores, fraterno e próximo dos irmãos da comunidade… o P. Ângelo foi um carmelita exemplar, um homem que viu na sua vocação Carmelita, não um impedimento ou um fardo, mas antes um incentivo e uma fonte de inspiração para o seu trabalho social com os pobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É realmente comovedora a cena das últimas horas do P. Ângelo. Ele, agonizando, rodeado pelos irmãos da sua comunidade, perfeitamente consciente e assumindo a sua morte com um verdadeiro espírito de fé e de piedade… Lá fora, na pequena praça em frente do convento, comparecem os pobres, os mendigos, os andrajosos, os necessitados, os doentes… para dar o último adeus àquele que tinha sido para eles um verdadeiro pai nesta terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que o Beato Ângelo Paoli continue a acompanhar-nos na nossa tarefa em prol dos mais necessitados. Que nós saibamos aprender dele e da sua atitude para com os mais pobres. Que a Nossa Mãe do Carmelo, Estrela do Mar, nos ilumine e guie na hora de levar adiante tão admirável repto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Millán Romeral, O.Carm.&lt;br /&gt;Prior Geral&lt;br /&gt;19 de Março de 2010 - Solenidade de São José &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-3lv-XhoKe1Y/TYc4JaYqVpI/AAAAAAAADmQ/xfKU7x4FVCE/s1600/pieta.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-3lv-XhoKe1Y/TYc4JaYqVpI/AAAAAAAADmQ/xfKU7x4FVCE/s200/pieta.jpg" width="190" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px 6px 3px; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px 6px 3px; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Responsorio:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #4c1130; font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O vos omnes qui transitis per viam, attendite et videte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 85%;"&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;Oh vós todos que passais pela via, vinde e vede:)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Si est dolor similis sicut dolor meus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 85%;"&gt;(* Se há dor parecida com a minha dor. )&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;V. Attendite, universi populi, et videte dolorem meum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 85%;"&gt;(V. Vinde, todas as pessoas, e vede a minha dor.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Si est dolor similis sicut dolor meus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: 85%;"&gt;(* Se há dor parecida com a minha dor. )&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px 6px 3px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px 6px; text-align: center;"&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #006699;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-4471304157785613212?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/4471304157785613212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=4471304157785613212' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4471304157785613212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4471304157785613212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2011_03_01_archive.html#4471304157785613212' title='Vida em Cristo Crucificado do Beato Angelo Paolo O.Carm'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-4cZ9v67W_3I/TYjOaRNdZ_I/AAAAAAAADms/P7ZWsPnl6Ag/s72-c/paoli-05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-2148736945644355885</id><published>2010-01-24T16:51:00.005-03:00</published><updated>2010-01-24T17:21:11.115-03:00</updated><title type='text'>Espiritualidade Carmelitana - Introdução</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Espiritualidade Carmelitana &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430401776431972594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 528px; CURSOR: hand; HEIGHT: 72px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/S1yppOfgwPI/AAAAAAAACrQ/iEzSQFxmvFY/s320/banner+3.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro estilo de vida carmelita, nos anos em que surgiu e permaneceu na Terra Santa (Israel) foi eremita. Mas com a migração para a Europa teve de se adaptar às novas exigências. De eremítico-contemplativa a Ordem torna-se Mendicante com especial acento contemplativo. A espiritualidade da nova geração de carmelitas na Europa se encaminha a um equilíbrio entre contemplação e ação. Assim, o antigo eixo “contemplação-ação” vem a ser um fio condutor no desenvolvimento da espiritualidade carmelitana, e, ao mesmo tempo, oferece a possibilidade para captar a fisionomia própria. O ideal da vida carmelitana, especialmente o seu aspecto contemplativo, começa configurar-se em duas pessoas que, desde o início inspiraram a vida e a devoção dos carmelitas: o Profeta Elias, célebre em toda a literatura patrística-monástica como o protótipo e modelo dos solitários e contemplativos, e a Virgem Maria, venerada pelos carmelitas junto a fonte de Elias, como a “Domina loci” (Senhora do lugar), a padroeira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A espiritualidade do Carmelo é a espiritualidade da união com Deus ou a intimidade divina. A união com Deus é a maneira de ser e de atuar do Carmelo, tanto em seu interior como no apostolado externo. É a idéia central de seu programa de vida, que está organizado em função desse fim. Este é o carisma que herdamos desde o princípio da Ordem e que nossos santos místicos, Teresa e João da Cruz, souberam expressar tão bem. Contudo eles não fizeram mais que recolher e acentuar o que, desde as origens elianas, vinha constituindo como a síntese carmelitana. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os elementos básicos do nosso ser Carmelita os encontramos na nossa Regra de vida. Na sua introdução está aquilo que é o básico de todas as Ordens e Congregações: “viver no obséquio de Cristo e a Ele servir com coração puro e em boa consciência”. Ser, pois, carmelita, é aspirar à intimidade com Deus, meta sublime que se alcança mediante uma ascensão progressiva. É a “subida do Monte Carmelo”, tão belissimamente descrita por São João da Cruz, onde no cimo se realiza o encontro transformante com Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O teor da vida carmelitana é centrado na busca da solicitude coletiva e individual para obter a união com Deus na oração: “Permaneça cada um na sua cela ou nas vizinhanças da mesma, meditando dia e noite a Lei do Senhor e vigiando na oração, a menos que esteja ocupado em outra justa ocupação”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Para se chegar a esta união, o Carmelo nos oferece os meios.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro meio para esta união com Deus é a ascese. Ascese é uma palavra que significa purificação, libertação de tudo o que atrapalha na vivência desta intimidade, deste encontro com o Amado, de maneira que a pessoa possa chegar a Deus com um coração puro. Este trabalho purificador vai dispondo pouco a pouco a pessoa para uma progressiva ascensão, despojando-a do peso que impede de voar livremente. A pessoa vai se libertando das coisas materiais e terrenas, para que se adquira agilidade no caminhar (pobreza); libertação do peso do corpo, de maneira que fique livre das ataduras da sensualidade (castidade); libertação do egoísmo, de maneira que a pessoa se abra à orientação de outros mais experientes (obediência).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O silêncio e a solidão vieram ser uma das notas características do Carmelo. É algo integrante da sua vida. A Regra do Carmelo nos ensina: “No silêncio e na esperança está vossa fortaleza”. Silêncio e solidão são duas armas iluminadoras do Carmelita. São os acumuladores onde a alma se eleva e se enriquece para cumprir sua dupla missão de ativo e contemplativo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fim do Carmelo é a intimidade divina na contemplação; e para isto toma como meio mais eficaz a oração, que vivifica os atos do carmelita. É sua principal ocupação. Com razão pode dizer o Papa Leão XIII: “Sem a oração nada é o Carmelo”. Um elemento fundamental do ser carmelita é o da fraternidade, mas uma fraternidade orante. Nossa atitude contemplativa faz descobrir Deus presente nas nossas experiências quotidianas, leva-nos a encontrá-lo especialmente nos nossos irmãos. Assim se expressam as atuais Constituições: “Como fraternidade contemplativa, buscamos o rosto de Deus e servimos a Igreja no coração do mundo ou, eventualmente, na solidão eremítica”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;O CARISMA CARMELITA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Volta a Fonte &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430402934139264002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/S1yqsnScHAI/AAAAAAAACrg/bnQyRl1qq80/s320/anjo+acordando+o+profeta+Elias.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um carisma é um dom de Deus para a Igreja e para o mundo. Uma vez que ninguém pode esgotar as riquezas de Cristo, que é a imagem perfeita de Deus (2 Cor. 4, 4), cada carisma existente na Igreja exprime um aspecto da missão de Cristo na proclamação da Boa Nova e, através da Sua morte e ressurreição, a missão de reconciliar a humanidade inteira com Deus. O carisma carmelita não é propriedade exclusiva da Família Carmelita; nós somos depositários e temos o sagrado dever de o transmitir às gerações frituras e de o partilhar com as pessoas com quem convivemos. Naturalmente, cada geração deixa a sua marca no carisma pela maneira como o entende e o vive. Que espécie de marca deixaremos nós?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos anos sessenta, o Concílio Vaticano II exortou todas as Ordens Religiosas a reexaminar as suas origens e a compreender melhor o ímpeto inicial da sua fundação. Não se encontra, nos princípios da Ordem Carmelita, um fundador famoso, mas um grupo de homens que chegaram ao Monte Carmelo de várias partes da Europa e que procuraram viver em obséquio de Jesus Cristo na terra onde Ele próprio viveu e morreu. Mais tarde, este grupo, desejoso de uma estrutura formal e de um reconhecimento oficial por parte da Igreja, pediu a Alberto, Patriarca de Jerusalém, que lhe redigisse uma fórmula de vida adaptada a eles. Ele acolheu o pedido dos eremitas entre 1206 e 1214 e este documento foi aprovado como “Regra” pelo Papa Inocêncio IV, em 1247, com algumas pequenas modificações que permitiram aos eremitas carmelitas viver como frades no meio do povo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta Regra é inspiração para muitas e variadas formas de vida carmelita no mundo de hoje. A Ordem do Carmo, como a maior parte dos grupos religiosos antigos, atravessou momentos escuros e momentos de luz na história da sua vida. Os Carmelitas Descalços formam outro grande ramo do mesmo tronco e, hoje, as duas Ordens mantêm excelentes relações e estão em diálogo contínuo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Carmelo centra-se em Jesus Cristo, a quem nós seguimos e nos empenhamos em servir. Os grandes modelos da nossa forma de vida são a Virgem Maria e o profeta Elias. Com eles temos também a inspiração dos grandes santos do Carmelo: Santa Teresa de Jesus, São João da Cruz, Santa Maria Madalena de Pazzi, Santa Teresinha do Menino Jesus, o Beato Tito Brandsma e muitos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O valor central do carisma carmelita é a contemplação entendida como uma íntima relação com Deus em Jesus Cristo, que transborda numa vida de oração e fraternidade, na qual procuramos servir o nosso próximo conforme os nossos dons particulares e a nossa vocação. A contemplação não é somente algo para alguns cristãos; todos somos chamados a ser íntimos amigos de Deus e a nossa amizade com Deus produzirá efeitos notáveis na vida quotidiana. Não podemos amar a Deus, a quem não vemos, se não amamos o nosso próximo, que vemos (1 Jo. 4, 20). Por isso os Carmelitas exprimem o seu amor a Deus em qualquer tipo de serviço ao seu próximo e procuram seriamente viver em harmonia com os seus irmãos e irmãs. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Família Carmelita compreende religiosos e religiosas que se dedicam ao apostolado e vivem em comunidade, monjas de clausura que vivem a sua vocação em comunidade de vida, de oração e de sacrifício pelo bem do mundo, eremitas e muitos leigos que vivem em famílias ou sozi¬nhos. Tentamos viver os valores da oração, da fraternidade e do serviço, conforme a nossa vocação particular.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando iniciamos seriamente uma relação com Jesus Cristo, esta nos levará a um processo de transformação. Gradualmente, mudará o modo como percebemos a realidade e vivemos no mundo. As vezes, esta mudança pode ser dolorosa, porque nos vemos realmente como somos, não como pensamos que somos, mas este sofrimento transformar-se-á em alegria, quando, pouco a pouco, nos convertermos naquilo que Deus sabe que podemos ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;A Santíssima Virgem Maria e o profeta Elias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430402443945841266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/S1yqQFLOEnI/AAAAAAAACrY/B45od-ECioc/s320/Mt+Carmel.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt; Todos nós Carmelitas encontramos na Virgem Maria a nossa Mãe e Irmã, que nos acompanha ao longo de toda a vida e continuamente nos mostra, com o seu exemplo, como conservar tudo o que nos acontece, de modo que possamos discernir a presença e a ação de Deus na nossa vida (cfr. Lc. 2, 19). Ela teve e tem a mais íntima relação com Jesus e anima-nos a estar junto d’Ele e a fazer tudo o que Ele manda (Jo. 2, 5). Ela é o modelo da bem aventurança “felizes os puros de coração”, e ensina-nos a reconhecer as nossas motivações e a pô-las de acordo com os valores do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também o profeta Elias, uma das grandes figuras do Antigo Testamento, é, na sua experiência de Deus e na sua atividade profética, uma inspiração para todos os Carmelitas; no monte Horeb encontrou a Deus no silêncio (1 Re. 19, 12), em Israel denunciou a injustiça e demonstrou o vazio da idolatria. Os Carmelitas procuram a presença de Deus neles mesmos e ajudam outros a descobrir esta mesma presença na própria vida e assim a fugir das redes dos numerosos ídolos modernos que escravizam o coração do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;O futuro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O novo milênio orienta as nossas mentes para o futuro e para os desafios que enfrentaremos. Os Carmelitas continuarão a servir a Igreja e o mundo com vários tipos de apostolado. A fonte de toda a atividade deve ser o resultado de uma relação viva com Jesus Cristo, que se mos¬tra no desejo de servir o povo de Deus. Nossa Senhora do Carmo nos guie para a montanha santa, que é Cristo Senhor, porque só nEle encontraremos a nossa verdadeira felicidade. Desejo que todos os membros da Família Carmelita sejam fiéis ao carisma que Deus nos deu para o serviço da Igreja e do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Pe. Joseph Chalmers - OC - Prior Geral do Carmelitas&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;*Retirado da Revista “Os Carmelitas” do Centro Internacional &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;de Informação da Ordem do Carmo (CITOC) – Roma – Itália.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-2148736945644355885?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/2148736945644355885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=2148736945644355885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/2148736945644355885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/2148736945644355885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2010_01_01_archive.html#2148736945644355885' title='Espiritualidade Carmelitana - Introdução'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/S1yppOfgwPI/AAAAAAAACrQ/iEzSQFxmvFY/s72-c/banner+3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-7301633315748362636</id><published>2009-11-07T14:34:00.002-03:00</published><updated>2009-11-07T14:41:33.731-03:00</updated><title type='text'>A Santidade ao Alcançe de Todos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWw7TOc4nI/AAAAAAAACkU/2B5WD-L_BFA/s1600-h/P1010197.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401417860920435314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWw7TOc4nI/AAAAAAAACkU/2B5WD-L_BFA/s320/P1010197.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A SANTIDADE AO ALCANCE DE TODOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Heriberto Monroy, OCD &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atualmente fala-se muito sobre espiritualidade, formas e métodos de oração. Muitos segmentos de nossa sociedade, em meio ao consumismo e ao materialismo, buscam preencher o vazio existencial com métodos orientais de meditação e exercícios mentais. Trata-se de um impulso do homem moderno que busca “transcender-se”, “buscar Deus”, de forma nem sempre correta e simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Teresinha do Menino Jesus viveu a espiritualidade mais simples, aquela que nos ensina Nosso Senhor Jesus Cristo nos Evangelhos: “deixem que os pequenos venham a Mim e não se lhes proíbam, porque deles é o reino dos céus”(Mt 19,14). Ela viveu uma vida muito simples, mas de grande santidade. A palavra “santidade” nos soa hoje como algo do passado ou que interesse apenas às monjas. Dizer “eu quero ser santo” não agrada aos ouvidos, pode parecer loucura ou presunção. Mas, sem dúvida, todos somos chamados à ‘santidade’. Poderemos nos perguntar, mas como posso ser santo neste mundo, neste estado de vida que escolhemos, na vida matrimonial, na vida familiar, no trabalho, na vida cotidiana? Em que consiste a santidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Teresinha nasceu em Alençon, Franca, no dia 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Teresa Martin. Seus pais Luís Martin e Zélia Martin, quando jovens aspiraram ingressar na vida religiosa, mas Deus tinha outros planos para eles: formar uma família verdadeiramente cristã. De fato, suas cinco filhas ingressaram na vida religiosa: Maria, Paulina, Leônia, Celina e Teresa. Leônia ingressou no Convento da Visitação e as outras no Carmelo Descalço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresinha ficou órfã de mãe aos três anos de idade. Suas irmãs se encarregaram de sua educação e formação cristã. Este é um exemplo de como a formação dos pais é tão importante na geração de bons cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresinha viveu uma infância muito feliz, de modo especial por ser a “predileta” de seu pai. Teve também momentos difíceis, como a longa enfermidade que não pôde ser bem compreendida pelos médicos da época. Teresinha foi curada milagrosamente ao contemplar uma pequena imagem da Virgem Maria cujo semblante se transformou e resplandeceu uma surpreendente formosura. Teresinha nos conta que Nossa Senhora respirava bondade e ternura inefáveis. Mas o que atingiu o mais íntimo de sua alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. A partir de então foi curada de sua terrível enfermidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 14 anos, mergulhada num mar de escrúpulos, e depois de pedir insistentemente a Jesus que a curasse, recupera a saúde numa noite de Natal. Ela chamará esta graça de “a graça do Natal”.&lt;br /&gt;Logo após esta cura recebe de Deus o chamado para o Carmelo. Ela não quer duvidar, mas pede a Deus que confirme o seu desejo. Deus lhe dá o sinal que é um pedido e confirmação de sua vocação. Ele a deseja na vida religiosa, para que ofereça suas orações e sofrimentos para a conversão dos pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresinha pede a Deus a conversão para um criminoso condenado à morte que não apresentava nenhum sinal de arrependimento. Deus escuta e responde às preces de Teresinha. No último momento, prestes a ser executado, o homem se aproxima do crucifixo que antes havia repelido, beija-o e pede perdão a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através desta prova ela não mais duvidará que Deus a chama para o Carmelo, para onde vai, segundo seu próprio testemunho, “salvar almas e rezar especialmente pelos sacerdotes”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à sua pouca idade (quinze anos), negam-lhe a entrada no Convento. Porém, cheia de amor a Deus, visita o bispo que lhe nega o ingresso no Carmelo. Mas ela viaja a Roma com seu pai para falar com o Papa Leão XIII, que lhe diz: “Será feito o que Deus quiser”. Ao regressar a Lisieux encontra as permissões solicitadas e entra no Carmelo Descalço no dia 9 de abril de 1888.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sua vida no Carmelo foi de um imenso amor a Deus através de uma vida de grande simplicidade, humildade, amabilidade e capacidade de serviço para com suas companheiras, especialmente com aqueles que não a tratavam bem. Em seus escritos ela nos diz: “desde o princípio encontrei mais espinhos que rosas, o sofrimento me abriu os braços e eu o aceitei com amor”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sofreu diversas provações espirituais e começa o calvário de sua enfermidade (tuberculose) no dia 3 de abril de 1896, em uma Sexta-feira santa. Enfermidade que a irá aniquilando por um ano e meio, mas que a fortalecerá sua vontade e seu amor a Deus, levando-a a aceitar sua dor com paciência e amor, pela salvação das almas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia 30 de setembro de 1897, pelas sete e vinte da noite, morre Santa Teresinha depois de uma agonia de dois dias. Suas últimas palavras, depois de aceitar prosseguir sofrendo pela salvação das almas, foram: “Eu vos amo, meu Deus, eu vos amo!” Depois de proferir estas palavras, tocaram-se os sinos e a comunidade se reuniu para testemunhar o êxtase da santa moribunda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As “Últimas Palavras” nos relatam: “Seu rosto recobrou a cor que possuía quando gozava de plena saúde, seus olhos estavam fixos para o alto, refulgentes de paz e alegria. Fazia certos movimentos com a cabeça como se alguém a houvesse ferido com uma flecha de amor e logo retirava a flecha para voltar a feri-la de novo. Irmã Maria da Eucaristia aproximou uma vela para ver de perto seu sublime olhar. Suas pupilas, à luz da vela, não apresentavam nenhuma reação. Ela prosseguia olhando para o alto e sorrindo... e depois exalou o último suspiro conservando seu sorriso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos poderão se perguntar: o que terá a nos ensinar uma monja que morreu aos vinte e quatro anos. Eu diria: muita coisa! Seus ensinamentos revolucionaram a Igreja de seu tempo e essa revolução continua ocorrendo. Muitos religiosos e sacerdotes devem-lhe a vocação; muitos jovens solteiros e casais encontram nela um exemplo para viver sua vida cristã com humildade, simplicidade e sobretudo com um imenso amor e confiança em Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como Santa Teresinha se tornou padroeira das Missões se nunca saiu do seu Convento? muitos poderão questionar. Porque ela valorizou a oração e o sacrifício oferecidos a Deus para o bem dos outros. Esta é a razão de ser da vocação à Vida Contemplativa: viver em amorosa e constante intimidade com Deus. Quero usar uma comparação para esclarecer o que é a Vida Contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela é com uma boa mãe que por amor a seu filho enfermo fica em casa cuidando dele, não tendo para essa mãe nenhum valor as festas e compromissos sociais, porque o amor é mais forte.  Na vida Contemplativa, a pessoa acompanha Jesus constantemente, se não abatido por alguma enfermidade, ao menos sedento de amor, pedindo-nos amor pelo muito que nos ama e a quem só retribuímos com desprezo e ingratidões. Esta foi a queixa de amor que Nosso Senhor Jesus Cristo fez a Santa Margarida Maria de Alacoque quando lhe mostrou seu Sagrado Coração. A mesma queixa de amor ele prossegue nos fazendo hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os pilares que sustentam a doutrina de Santa Teresinha são o Amor e a Confiança em Deus. A maior graça de sua vida foi compreender a Misericórdia de Deus para com os pequenos e pobres, porque são com os que mais acolhem a Deus. Ela nos dá exemplo de sua simplicidade na vida de oração, com confiança total e absoluta em Deus. Confiar e crer em Deus era para ela, esperar contra toda esperança sabendo que é Deus quem nos faz perfeitos não por nossas próprias obras ou méritos, mas porque nos deixamos guiar por Ele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela encontrou e definiu sua missão na Igreja e nos diz: “minha vocação, finalmente a encontrei.... MINHA VOCAÇÃO É O AMOR. Sim, eu encontrei meu lugar na Igreja e foste tu, Deus, quem me deste este lugar. No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o AMOR”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como Santa Teresinha, cada um tem uma missão na Igreja, no povo de Deus. Ele mesmo nos escolheu para tal missão e nos dotou de capacidades e aptidões para tanto. Deus não nos envia à guerra sem armas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Santa Teresinha iniciou sua missão na terra oferecendo sua oração e sacrifício para salvar almas. Ela esta convicta que após sua morte continuaria trabalhando para a nossa salvação. Ela escreveu: “Quando eu morrer, minha missão começará. Farei cair sobre a terra uma chuva de rosas (de graças) sobre todas as almas, para que amem e façam amar a Deus”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-7301633315748362636?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/7301633315748362636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=7301633315748362636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/7301633315748362636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/7301633315748362636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2009_11_01_archive.html#7301633315748362636' title='A Santidade ao Alcançe de Todos'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWw7TOc4nI/AAAAAAAACkU/2B5WD-L_BFA/s72-c/P1010197.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-2848994185703565200</id><published>2009-11-07T14:11:00.002-03:00</published><updated>2009-11-07T14:20:49.575-03:00</updated><title type='text'>A chama Viva de Amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWsAWv5tbI/AAAAAAAACkM/-rdNbH7klgc/s1600-h/DSC04653.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401412450207249842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWsAWv5tbI/AAAAAAAACkM/-rdNbH7klgc/s320/DSC04653.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;São João da Cruz &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;A chama Viva de Amor &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1452 - 1591&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Homem de pequena estatura, mas com um coração simplesmente imenso. Cantou a natureza, a fé, a eternidade e também o sofrimento sempre que permitiram a união com Deus. Ágil como pássaro solitário o seu voo foi sempre para Deus, num voo de peregrino convicto, de sábio humilde, de amigo do silêncio, que viveu desposando apaixonadamente a Cruz de Cristo na sua vida!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto mais o lemos, mais descobrimos neste homem pequenino um contemplativo de olhar sereno enamorado por Deus, como se já em vida saboreasse a glória dos eleitos.Que amável caminho nos propõe este místico! Um caminho interior no qual a alma se despoja de tudo, para se encontrar no infinito oceano de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um caminho em que nos vamos calando diante do grande mistério de Deus, tocados e abraçados pela Presença que nos devolve confiança e serenidade.A vida de São João da Cruz é cristalina e luminosa, e por isso o seu conhecimento estimula o ritmo da nossa. A força que dela emana anima-nos a amar o Amor, ainda que tenhamos de confrontar-nos com as sombras, o medo, a noite, as renúncias e as subidas íngremes.A Chama de Amor guiou-o e inspirou-o, pelo que a sua doutrina permanece viva e actual! O seu mundo espiritual povoa e cativa quem se deixa enamorar por Deus, guiado pela sua mão de mestre. Pela sua mão vai-se para o centro, porque o Amor gosta de viver no centro do centro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí vive Deus Amor que habitou o Santo e quer fazer morada em nós.Conhecer São João da Cruz obriga a enraizarmo-nos nas suas palavras sempre belas e cheias de Deus, como estas: «Fomos criados para o amor»! É nesta máxima que muitas vezes me quero centrar, porque reconheço nela uma mola impulsionadora de vida, um caminho de luz que silencia corações caminhantes…A luz que brota desta frase desinstala e conforta em profunda e harmoniosa unidade com o mundo e com Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leva ao enamoramento de Deus, tal como se enamorou de nós. E obriga a aperfeiçoar e a limar a alma, tal como ele nos aconselha; e obriga a lavar todas as sujidades que encontrarmos no nosso caminho interior, para que o amor que amamos seja o amor de Deus em nós.Deixar-se guiar pelo mestre é um permanecer sólido e vibrante no encontro com os seus ensinamentos, é cavar o nosso interior em silêncios de inacabada procura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Tal busca só é possível se confiadamente deitarmos pés ao caminho, porque a subida é difícil. Porém, lermo-nos em São João da Cruz é fazer caminho com ele e só terminar na casa do olhar de Deus.Celebrar a memória de São João da Cruz é a possibilidade de apreender a procurar o caminho certo e estreito, pelo qual a alma se acerca mais directamente a Deus. A sua experiência e o seu caminho espiritual são dicionário fecundo para o nosso encontro com Deus pelo qual Ele se revela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É convite ao abandono a deixarmos que o Amor nos leve às alturas da contemplação, a buscar o encontro com o Amado. Quem melhor que ele fala da união com Deus? Uma união que tem de ser dolorosamente buscada na fé e na esperança? Mas no fim vence quem ama! É esta vitória que devemos querer nas nossas vidas!A vitória de São João da Cruz recorda-nos que a bagagem que trazemos, se não for divina deve ser rejeitada, num despojamento libertador de todas as dependências. Os estorvos devem ser rejeitados para que Deus possa preencher a nossa vida com a Sua presença feita de pequenos detalhes e de pequenos nadas que nem sempre sabemos ver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não procures mais, perde-te n´Ele, que Ele está em ti! Faz como São João da Cruz, oferece‑Lhe os sofrimentos e os teus nadas, e não te vanglories… Na pequenez da vida está a plenitude de Deus.Neste homem o coração ardeu em fogo de amor, porque não arderia o teu? Hoje flamejam os seus deliciosos ensinamentos, que continuam a seduzir-nos porque são de Deus e nos atraem para o convívio do amor.Vai. Segue o caminho iniciado no Baptismo: Despoja-te de tudo para que Deus se agrade de ti, tal como se agradou e sentiu bem na vida de São João da Cruz! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ó que belo projeto!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;fonte: &lt;a href="http://www.cot.org.br/"&gt;www.cot.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-2848994185703565200?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/2848994185703565200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=2848994185703565200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/2848994185703565200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/2848994185703565200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2009_11_01_archive.html#2848994185703565200' title='A chama Viva de Amor'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWsAWv5tbI/AAAAAAAACkM/-rdNbH7klgc/s72-c/DSC04653.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-5167174241122496644</id><published>2009-11-07T13:58:00.002-03:00</published><updated>2009-11-07T14:04:02.121-03:00</updated><title type='text'>FUNDAMENTO BÁSICO: ABANDONO ABSOLUTO À PROVIDÊNCIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWoSahifgI/AAAAAAAACkA/7tiMe5V0xFo/s1600-h/ATYAAACESuQsq8loczKTHIC2_FDkkDZ_m3cGX3jWo9jb88-lqJQ4i2HsG60OJ0pCVDRI2jsBuaMkuY0SJGpu_1_pSZFdAJtU9VCaIHZBqQKGINv7mI4ppI57KZQ2Gw.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401408362411884034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWoSahifgI/AAAAAAAACkA/7tiMe5V0xFo/s320/ATYAAACESuQsq8loczKTHIC2_FDkkDZ_m3cGX3jWo9jb88-lqJQ4i2HsG60OJ0pCVDRI2jsBuaMkuY0SJGpu_1_pSZFdAJtU9VCaIHZBqQKGINv7mI4ppI57KZQ2Gw.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;FUNDAMENTO BÁSICO: ABANDONO ABSOLUTO À PROVIDÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A medula do conselho da pobreza, dado por Cristo a seus Apóstolos, consiste em entregar-se incondicionalmente à Providência divina, sem inquietação e com absoluta confiança (Cf Mt 6, 25-33) Para Teresa, este texto do Evangelho fundamenta a sua maneira de entender a pobreza (Cf R 1,21; C2,2; CE 61,1 e Cons 2,1) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fundamento da atitude de abandono&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo pertence a Deus e tudo vem dele. Ele é o Senhor das rendas e dos rendeiros; por isso, tudo o que recebemos, dele recebemos. Por isso também, a nossa gratidão aos nossos benfeitores, mas, sobretudo, a Ele que é o nosso Benfeitor por excelência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Deus nos dá tudo aquilo de que precisamos. Isto se fundamenta no que Santa Teresinha chamará com a maior simplicidade “a maneira de ser de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu amor. Todo o pensamento da Santa está profundamente impregnado da idéia da solicitude infinita do Criador por todas as suas criaturas e muito particular por aquelas, que, como as carmelitas, não têm outro desejo que o “buscar o Reino de Deus e sua justiça” cumprindo em tudo a vontade de seu Filho. Teresa atribui a Cristo – o mesmo papel do Pai – . Não é Ele o seu Esposo por cujo serviço abandonaram tudo: pais, riquezas, honras, amigos? “Olhos em vosso esposo; Ele vos há de sustentar” (C 2, 1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua sabedoria. Sendo Ele a “Sabedoria mesma” (V 27,14), sabe melhor que nós o ‘que nos é necessário (CV 17,7), e os meios mais convenientes para nos dar aquilo de que precisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua onipotência. Basta que o servo se contente com fazer o que seu Senhor espera dele, sem se preocupar por nada do mundo para sua própria subsistência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A fidelidade a sua promessa. No Sermão da montanha Jesus nos revelou o rosto de Seu Pai celestial, que se preocupa por seus filhos, atendendo as suas necessidades para viver. E Teresa continua: “Verdadeiras são suas palavras; não podem faltar; antes faltarão o céu e a terra‘ (C 2,2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Verdadeiro significado da atitude de abandono&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dois textos da Santa mostrando como convém entender, e sobretudo viver, com clareza, esse abandono à Providência:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Queria falar com quem me ajudasse a crer assim, e não ter preocupação com o que hei de comer e vestir, senão deixá-lo a Deus” (Primeira Relação, 1560). “Não se entenda que este deixar a Deus o que é necessário seja de maneira que não o procure, porém, que não seja com preocupação, … (R 1,21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro texto, de sentido mais geral, se refere à essência mesma do que ela chama de “pobreza espiritual” (C 2, 3. 5) “Não digo eu que o deixe, senão que o procure, se for bem… Porque o verdadeiro pobre tem em tão pouco estas coisas, já que, algumas coisas as procura, jamais se inquieta, porque nunca pensa que há de faltar, e que o falte, … tendo-o por coisa acessória e não principal e, como tem pensamentos mais altos, a força dos braços a ocupa em algo mais elevado”. (CE 66,7).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como entender o abandono?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazer tudo quanto depende de nós. O verdadeiro abandono não pode significar descuido, imprevisão, atitude irresponsável, passividade. “Ajuda-te e o céu te ajudará”. Isto significa que a Providência divina não nos dispensa de trabalhar nos seguintes pontos: previsão e esforço para ganharmos o nosso pão de cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém não devemos nos inquietar. Há uma inquietação boa e outra má. A boa é a que busca os “bens verdadeiros”, as “verdadeiras riquezas”, quer dizer, “O Reino de Deus e sua justiça”, em uma palavra, o mesmo Jesus: “Ó Riqueza dos pobres, e que admiravelmente sabeis sustentar as almas!” (v 38,21). Este é o tesouro escondido que temos de buscar com todas as nossas forças, sem cansar-nos nunca (5M 1,3), e que nos faz morrer de gozo quando chegarmos a descobri-lo (V 38,20). A inquietação má é a que busca com afã e perturbação interior as riquezas materiais, supérfluas. Esta provém da falta de fé, e de dois modos diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, por dar importância ao que não deveria tê-la.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, por esquecer a promessa do Pai celestial de não abandonar jamais a seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;CONCLUSÃO: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O que as carmelitas têm que buscar a todo custo é a paz interior, tão necessária para a sua vida contemplativa.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;fonte : &lt;a href="http://www.cot.org.br/"&gt;www.cot.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-5167174241122496644?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/5167174241122496644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=5167174241122496644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/5167174241122496644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/5167174241122496644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2009_11_01_archive.html#5167174241122496644' title='FUNDAMENTO BÁSICO: ABANDONO ABSOLUTO À PROVIDÊNCIA'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SvWoSahifgI/AAAAAAAACkA/7tiMe5V0xFo/s72-c/ATYAAACESuQsq8loczKTHIC2_FDkkDZ_m3cGX3jWo9jb88-lqJQ4i2HsG60OJ0pCVDRI2jsBuaMkuY0SJGpu_1_pSZFdAJtU9VCaIHZBqQKGINv7mI4ppI57KZQ2Gw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-3557792929924203186</id><published>2008-12-04T11:30:00.007-03:00</published><updated>2008-12-04T12:15:58.777-03:00</updated><title type='text'>Vocação à Santidade</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STfy9HckpfI/AAAAAAAABoU/akSfo0W0Chc/s1600-h/joao+da+zruz++-+wStJohnCross.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275952620272657906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STfy9HckpfI/AAAAAAAABoU/akSfo0W0Chc/s400/joao+da+zruz++-+wStJohnCross.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Comentário ao Evangelho do dia feito por : S. João da Cruz &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a onclick="window.open('popup-comments.php?language=PT&amp;amp;id=1866', '', 'width=500,height=450,top=120,left=120,scrollbars=yes,resizable=yes')" href="http://www.evangelhoquotidiano.org/www/main.php?language=PT&amp;amp;localTime=12/04/2008#"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Escutar para pôr em prática&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Evangelho segundo S. Mateus 7,21.24-27. «Nem todo o que me diz: 'Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu. «Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.» &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STfxlRcl06I/AAAAAAAABoE/MpyQthLCLuY/s1600-h/LetraV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275951111128601506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 96px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STfxlRcl06I/AAAAAAAABoE/MpyQthLCLuY/s400/LetraV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ocação à Santidade &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Para fazer de um homem um santo, só é necessária a Graça. Quem duvida disto não sabe o que é um santo, nem o que é um homem", observava Pascal com o seu esmero característico nos Pensamentos. Recorro a esta observação para indicar as duas perspectivas destas reflexões: no santo convergem a celebração de Deus (nomeadamente, da sua Graça) e a celebração do homem, nas suas potencialidades, nos seus limites, nas suas aspirações e nas suas realizações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São conhecidas as inúmeras objecções que hoje se levantam contra o conceito de "santidade" e de "santo". Não poucas críticas são dirigidas à prática tradicional e ininterrupta da Igreja, de reconhecer e proclamar "santos" alguns dos seus filhos mais exemplares. Na grande relevância, também numérica, dada pelo Papa João Paulo II às beatificações e canonizações durante o seu Pontificado, houve quem insinuasse a existência de uma estratégia expansionista da Igreja católica.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na Carta Apostólica &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_20010106_novo-millennio-ineunte_po.html"&gt;Novo millennio ineunte&lt;/a&gt;, a Carta que o Papa João Paulo II entregou à Igreja no encerramento do Grande Jubileu do Ano 2000, fala-se com um profundo realce do tema da santidade. No "grande exército de santos e de mártires", que inclui "Sumos Pontífices, bem conhecidos da história, ou humildes figuras de leigos e de religiosos, de um extremo ao outro do globo observou o Papa João Paulo II, no n. 7 da Carta a santidade pareceu mais do que nunca a dimensão que melhor exprime o mistério da Igreja. Mensagem eloquente, que não tem necessidade de palavras, ela representa ao vivo o rosto de Cristo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender a Igreja, é necessário conhecer os santos, que são o seu sinal e o seu fruto mais amadurecido e eloquente. Para contemplar o rosto de Cristo nas mutáveis e diversas situações do mundo contemporâneo, é preciso olhar para os santos que "representam profundamente o rosto de Cristo" (Ibidem), como nos recorda o Papa. A Igreja deve proclamar santos e há-de fazê-lo em nome daquele anúncio da santidade que a enche e a transforma precisamente em instrumento de santidade no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deus manifesta de forma viva aos homens a sua presença e o seu rosto na vida daqueles que, embora possuindo uma natureza igual à nossa, se transformam mais perfeitamente na imagem de Cristo (cf. 2 Cor 3, 18). Neles é Deus quem nos fala e nos mostra um sinal do seu reino (...) para o qual somos fortemente atraídos, ao vermos tão grande nuvem de testemunhas que nos envolve (cf. Hb 12, 1) e tais provas da verdade do Evangelho" (Lumen gentium, 50). Neste trecho da Lumen gentium encontramos a profunda razão do culto aos beatos e santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A Igreja realiza a missão que lhe foi confiada pelo Mestre divino, de ser instrumento de santidade através dos caminhos da evangelização, dos sacramentos e da prática da caridade. Esta missão recebe uma notável contribuição de conteúdos e de estímulos espirituais, também da proclamação dos beatos e santos, porque eles mostram que a santidade é acessível às multidões, que a santidade pode ser imitada. Com a sua existência pessoal e histórica, eles fazem experimentar que o Evangelho e a vida nova em Cristo não são uma utopia ou um mero sistema de valores, mas "fermento" e "sal", capazes de fazer viver a fé cristã dentro e fora das várias culturas, regiões geográficas e épocas históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O futuro dos homens observava o saudoso Cardeal Giuseppe Siri nunca é claro, porque todos os seus pecados corroem todos os caminhos da história e levam a uma dialéctica cheia de causas e de efeitos, de erros e de vinganças, de explosões e de interrupções. A certeza de que os santos continuarão a acompanhar os homens é uma das poucas garantias do futuro" (Il primato della verità, pág. 154.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O fenómeno dos santos e da santidade cristã cria um sentido de admiração que nunca esmoreceu na vida da Igreja e que não pode deixar de surpreender até um observador laico atento, sobretudo hoje, num mundo que muda contínua e rapidamente, num mundo fragmentado sob o ponto de vista cultural, tanto a nível de valores como de costumes. É da admiração que deriva a pergunta: o que é que faz com que a fé encarne em todas as latitudes, nos diversos contextos históricos, entre as mais variadas categorias e estados de vida? Como é possível que, sem dinamismos de poder, impositivos ou persuasivos que sejam, e sem dinamismos de uniformidade, existam tantos santos, tão diferentes entre si e em tal harmonia com Cristo e com a sua Igreja? O que é que leva à livre assunção do núcleo germinativo cristão, que depois desenvolve tanta diversidade e beleza na unidade da santidade? Como é diferente a globalização, de que hoje se fala com tanta frequência, da catolicidade ou universalidade da fé cristã e da greja, que essa fé vive, conserva e difunde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Neste contexto de pensamentos, é interessante fazer uma observação sobre o modo como a Igreja católica reconhece e proclama os beatos e os santos. Refiro-me em particular ao trabalho da Congregação para as Causas dos Santos, chamada a estudar e reconhecer a santidade e os santos através de um procedimento minucioso e sábio, consolidado, renovado e renovável no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os santos e a santidade são reconhecidos com um movimento que parte de baixo para cima. Ainda hoje, é o próprio povo cristão que, reconhecendo por intuição da fé a "fama de santidade", indica ao seu Bispo titular da primeira fase do processo de canonização os candidatos à canonização e, em seguida, à Congregação competente da Santa Sé. Nem a Congregação para as Causas dos Santos, nem o Papa, "inventam" ou "fabricam" os santos. Como todos os cristãos sabem, isto é obra do Espírito Santo. Que este mesmo Espírito como diz o Evangelho "sopra onde quer", é uma constatação a que estamos habituados desde há séculos, e hoje muito mais, uma vez que a Igreja está espalhada em todas as partes do mundo e em todas as camadas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, deve reconhecer-se que o Papa João Paulo II fez da proclamação de novos beatos e santos uma autêntica e constante forma de evangelização e de magistério. Ele quis acompanhar a pregação das verdades e dos valores evangélicos com a apresentação de santos que viveram aquelas verdades e aqueles valores de modo exemplar. Durante o seu Pontificado, e, portanto, desde 1978 até hoje, João Paulo II beatificou 1.299 pessoas, 1.029 das quais são mártires, e canonizou 464 beatos, 401 dos quais encontraram a morte no martírio. Os leigos elevados às honras dos altares são também muito mais do que geralmente se pensa: com efeito, trata-se de 268 beatos e de 246 santos, 514 no total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para alguns, eles são muitos; para outros, poucos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito ao número de santos, o Papa João Paulo II não ignora o parecer de quem considera que eles são demasiados. Pelo contrário, fala disto explicitamente. Eis a resposta do Papa a este propósito: "Às vezes diz-se que hoje há demasiadas beatificações. Mas isto, além de reflectir a realidade, que por graça de Deus é aquela que é, corresponde também ao desejo expresso pelo Concílio. O Evangelho espalhou-se de tal maneira no mundo e a sua mensagem mergulhou as suas raízes de modo tão profundo, que o elevado número de beatificações reflecte precisamente de modo vivo a acção do Espírito Santo e a vitalidade que dele brota no campo mais essencial para a Igreja, o da santidade. Com efeito, foi o Concílio que realçou de forma particular a vocação universal à santidade" (Discurso de abertura do Consistório, em preparação para o Grande Jubileu do Ano 2000, 13 de Junho de 1994).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Carta Apostólica &lt;a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_10111994_tertio-millennio-adveniente_po.html"&gt;Tertio millennio adveniente,&lt;/a&gt; o Papa João Paulo II escreveu: "Nestes anos, foram-se multiplicando as canonizações e as beatificações. Elas manifestam a vivacidade das Igrejas locais, muito mais numerosas hoje do que nos primeiros séculos e no primeiro milénio. A maior homenagem que todas as Igrejas prestarão a Cristo no limiar do terceiro milénio, será a demonstração da presença omnipotente do Redentor, mediante os frutos de fé, esperança e caridade em homens e mulheres de tantas línguas e raças, que seguiram Cristo nas várias formas da vocação cristã" (n. 37)...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa época de crise das utopias colectivas, num período de desconfiança e de incredulidade em relação ao que é teórico e ideológico, está a nascer uma nova atenção para com os santos, figuras singulares em que se encontra não uma nova teoria e nem sequer simplesmente uma moral, mas um desígnio de vida a narrar, a descobrir através do estudo, a amar com devoção e a realizar mediante a imitação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só podemos alegrar-nos com este despertar de atenção para com os santos, porque eles são de todos, constituem um património da humanidade que progride para além de si mesma, num desenvolvimento que, enquanto honra o homem, também dá glória a Deus, porque "o homem vivo é a glória de Deus" (Santo Ireneu de Lião).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quero ler tudo o que considerámos até aqui, à luz de uma mensagem, verdadeiramente fascinante, do Santo Padre João Paulo II que, na minha opinião, pode dar, a quem reflectir sobre este tema, pelo menos uma ideia da visão do Sumo Pontífice sobre a santidade, inseparavelmente vinculada à dignidade baptismal de cada cristão e, por conseguinte, explicar melhor também o papel das beatificações e canonizações no caminho pastoral da Igreja, nestes vinte e cinco anos de Pontificado de Karol Wojtyla. A mensagem é a que foi enviada para o dia mundial de oração pelas vocações de 2002: "A primeira tarefa da Igreja é acompanhar os cristãos pelos caminhos da santidade (...) a Igreja é "a casa da santidade" e a caridade de Cristo, derramada pelo Espírito Santo, constitui a sua alma" (Acta Apostolicae Sedis, vol. XCIV, 3 de Maio de 2002, n. 5).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por conseguinte, na Igreja tudo, e cada uma das vocações em particular, está ao serviço da santidade! E é indubitavelmente neste sentido que, quando olhamos para a Igreja, jamais devemos esquecer de ver nela o rosto da "mãe dos santos", que gera santidade com fecundidade e generosidade superabundantes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por : CARDEAL JOSÉ SARAIVA MARTINS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.presbíteros.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.presbíteros.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-3557792929924203186?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/3557792929924203186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=3557792929924203186' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/3557792929924203186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/3557792929924203186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_12_01_archive.html#3557792929924203186' title='Vocação à Santidade'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STfy9HckpfI/AAAAAAAABoU/akSfo0W0Chc/s72-c/joao+da+zruz++-+wStJohnCross.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-4223619335848037322</id><published>2008-10-02T11:15:00.004-04:00</published><updated>2008-10-02T11:48:02.384-04:00</updated><title type='text'>O Rosário Meditado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTsiMLYx_I/AAAAAAAABEc/-9YGMtuwAzI/s1600-h/542401b_Woman_Praying_W_Rosary_Beads_Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252583137549535218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTsiMLYx_I/AAAAAAAABEc/-9YGMtuwAzI/s320/542401b_Woman_Praying_W_Rosary_Beads_Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:180%;color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;O Rosário Meditado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;por Dom Fernando Arêas Rifan.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#336666;"&gt;Bispo Administrador Apostólico - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#336666;"&gt;Adm Apost. São João Maria Vianey &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atendendo ao novo incentivo dado pelo Santo Padre o Papa à oração do Rosário, na sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, que comemora os cento e vinte anos da Encíclica Supremi Apostolatus Officio de SS. Leão XIII, o papa do Rosário, apresentamos este Rosário Meditado, como método para melhor "contemplar com Maria o rosto de Cristo" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(n.3)*.Nota: Os números entre parênteses são da Carta Apostólica do Papa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com efeito, a contemplação ou meditação é a alma do Rosário, "oração marcadamente contemplativa" (n. 12) e sem ela, ele seria um corpo sem alma. E como, hoje sobretudo, temos "necessidade de um cristianismo que se destaque principalmente pela arte da oração", o Santo Rosário meditado servirá para transformar cada vez mais nossas comunidades em "autênticas escolas de oração" (n. 5).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Rosário "concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica da qual é quase um compêndio... Com ele, o povo cristão freqüenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor" (n.1).Seguindo as sugestões do Santo Padre, neste Rosário Meditado, além da inserção dos Mistérios Luminosos, já contemplados também por São Luiz Maria Grignion de Montfort, incrementaremos os seguintes pontos:1) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A enunciação clara e viva do mistério, procurando seguir o método de Santo Inácio de Loiola da "composição de lugar", recorrendo ao elemento visível e figurativo como grande ajuda para facilitar a concentração do espírito no mistério (n. 29). A fim de dar fundamentação bíblica e maior profundidade à meditação, é útil que a enunciação do mistério seja acompanhada pela proclamação de uma passagem bíblica alusiva, que, segundo as circunstâncias, pode ser mais ou menos longa, para que ouçamos assim a Palavra de Deus, com a eficácia própria da palavra inspirada, que se dirige a cada um de nós (n. 30).2) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#339999;"&gt;O silêncio&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma pausa silenciosa após a enunciação do mistério para fixar o olhar sobre o mistério meditado, antes de começar a oração vocal (n. 31).3) O Pai-Nosso: elevação do nosso espírito ao Pai Eterno, em cuja intimidade Jesus nos quer introduzir e no qual todos nos tornamos irmãos. O Pai-Nosso é como que o alicerce da meditação cristológico-mariana que se desenrola através da repetição da Ave-Maria (n. 32).4) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A acentuação dada ao nome de JESUS, centro de gravidade da Ave-Maria, dobradiça entre a sua primeira parte e a segunda. "É precisamente pela acentuação dada ao nome de Jesus e ao seu mistério que se caracteriza a recitação expressiva e frutuosa do Rosário". Por isso, seguindo um costume tradicional em alguns países, recomendado também por São Luis Maria Grignion de Montfort para diminuir as distrações da imaginação, procuramos dar realce ao nome de Jesus, acrescentando-lhe uma cláusula invocativa do mistério que se está meditando. "É um louvável costume, sobretudo na recitação pública" (n. 33). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As cláusulas podem variar para cada Ave-Maria, conforme indicamos, ou ser única para todo o mistério; neste caso, repete-se a que está assinalada em negrito. A cláusula será normalmente acrescentada, na oração em particular, após o nome de Jesus. Na oração em público, sugerimos colocá-la antes do nome de Jesus, logo após as palavras "do vosso ventre", para facilitar a resposta da comunidade.5) O Glória ao Pai, a doxologia trinitária, é a meta da contemplação cristã. Ele deve ter uma importância ressaltada no Rosário, já que ele é o apogeu da contemplação. Na recitação pública é aconselhável cantá-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Glória ao Pai deve ser o ápice da meditação do mistério, elevando-nos ao Paraíso, como no Monte Tabor, antecipando a contemplação futura: "Que bom é estarmos aqui" (Lc 9,33) (n. 34).6) A jaculatória final, "uma oração para obter os frutos específicos da meditação de cada mistério". E o Papa acena para "uma bela oração litúrgica que nos convida a pedir para, através da meditação dos mistérios do Rosário, chegarmos a ‘imitar o que contêm e a alcançar o que prometem’" (Oração da Festa de Nossa Senhora do Rosário, no Missal Romano de São Pio V, conforme a nota da Carta Apostólica) (n. 35).7) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oração a São José: No espírito da Pia União de São José da Boa Morte, acrescentamos, no final do mistério, a oração a São José pelos agonizantes do dia.8) Pelas almas do Purgatório: Imitando a Liturgia da Igreja e a devoção do Santo Padre o Papa, rezamos, no final de cada mistério, pelos nossos falecidos, implorando da misericórdia de Deus o seu descanso eterno.Na oração pública ou privada, o fiel poderá usar todas ou selecionar uma ou outra entre as várias sugestões para meditar o Rosário, como, por exemplo, escolher um dos modos da enunciação do mistério, rezar ou não a oração a São José e pelas Almas, escolher a seu gosto uma das cláusulas acrescentadas ao nome de Jesus, etc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com esse modo de rezar e meditar, o Santo Rosário será verdadeiramente redescoberto e valorizado pela comunidade cristã neste ANO DO ROSÁRIO (n.3 e n. 43).Assim atenderemos ao apelo insistente do Santo Padre o Papa.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;Cum Maria contemplemur Christi vultum &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252582509444497794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px; TEXT-ALIGN: center" height="239" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTr9oTegYI/AAAAAAAABEU/7Fm-NIGtIzE/s320/holy_woman_blue.jpg" width="206" border="0" /&gt; &lt;div align="center"&gt;Joannes Paulus II &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Ipso Rosarii Anno &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-4223619335848037322?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/4223619335848037322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=4223619335848037322' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4223619335848037322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4223619335848037322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#4223619335848037322' title='O Rosário Meditado'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTsiMLYx_I/AAAAAAAABEc/-9YGMtuwAzI/s72-c/542401b_Woman_Praying_W_Rosary_Beads_Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-3768793603578685778</id><published>2008-10-02T11:10:00.000-04:00</published><updated>2008-10-02T12:24:22.637-04:00</updated><title type='text'>Método de rezar o Rosário</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTwIZctlII/AAAAAAAABEs/d7aRja2vl4U/s1600-h/nossa+sra+rosario..JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252587092481774722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 450px; CURSOR: hand; HEIGHT: 503px; TEXT-ALIGN: center" height="472" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTwIZctlII/AAAAAAAABEs/d7aRja2vl4U/s400/nossa+sra+rosario..JPG" width="386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTv7yQOCkI/AAAAAAAABEk/_1xoFeE790Y/s1600-h/nossa+sra+rosario..JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#00cccc;"&gt;&lt;strong&gt;Modo de rezar o Rosário&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para recitar o Rosário com verdadeiro proveito deve-se estar em estado de graça ou pelo menos ter a firme resolução de renunciar o pecado mortal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;1. Segurando o Crucifixo, fazer o Sinal da Cruz e em seguida rezar o Credo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;2. Na primeira conta grande, recitar um Pai Nosso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;3. Em cada uma das três contas pequenas, recitar um Ave Maria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;4. Recitar um Glória antes da seguinte conta grande.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;5. Anunciar o primeiro Mistério do Rosário do dia e recitar um Pai Nosso na seguinte conta grande.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;6. Em cada uma das dez seguintes contas pequenas (uma dezena) recitar um Ave Maria enquanto se faz uma reflexão sobre o mistério.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;7. Recitar um Glória depois das dez Ave Marias. Também se pode rezar a oração de Fátima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;8. Cada uma das seguintes dezenas é recitada da mesma forma: anunciando o correspondente mistério, recitando um Pai Nosso, dez Ave Marias e um Glória enquanto se medita o mistério.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;9. Ao se terminar o quinto mistério o Rosário costuma ser concluído com a oração da Salve Rainha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#339999;"&gt;Orações do Santo Rosário - O Terço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sinal da cruz - Em nome do Pai + do Filho + e do Espírito Santo + Amém.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oferecimento : Divino Jesus, nós Vos oferecemos este terço que vamos rezar, contemplando os mistérios da Vossa Redenção. Concedei-nos, por intercessão de vossa Mãe Santíssima as virtudes que nos são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganharmos as indulgências anexas a esta santa devoção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Creio em Deus Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, um só seu Filho, nosso Senhor; o qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu de Maria Virgem, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Desceu aos infernos; ressurgiu dos mortos; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#339999;"&gt;Pai-Nosso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pai-Nosso que estais nos céus, santificado seja vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossa dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#339999;"&gt;Ave Maria &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;Glória ao Pai&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;&lt;strong&gt;Jaculatória &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;: Óh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;Agradecimento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos agora e para sempre tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo e para mais nos obrigar vos saudamos com uma Salve Rainha….&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Salve RainhaSalve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ROGAI POR NÓS SANTA MÃE DE DEUS PARA QUE SEJAMOS DIGNOS DAS PROMESSAS DE &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CRISTO! AMÉM.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#339999;"&gt;Mistérios Gozosos&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;1º MISTÉRIO: ANUNCIAÇÃO – O ANJO ANUNCIA A MARIA QUE ELA SERÁ MÃE DO FILHO DE DEUS &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos a anunciação do anjo Gabriel à Nossa Senhora e a encarnação do verbo de Deus em seu ventre. “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” - aqui vemos em Maria o despojamento, a humildade, o amor a Deus e a entrega de si mesma.&lt;br /&gt;Meditação: Hoje o Senhor nos chama dar o sim para Jesus; nascer em nosso coração em nossa vida, dar sentido à nossa vida terrena e acolher o plano de Deus para nossa salvação&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º MISTÉRIO: MARIA VISITA SUA PRIMA IZABEL IDOSA QUE ESTAVA GRÁVIDA DE JOÃO BATISTA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos a visitação de Nossa Senhora à Santa Isabel. “E partindo às pressas foi às montanhas ficar com sua prima que já de idade avançada estava grávida”…. Isabel a saúda: Tu és bendita.. como posso merecer que a MÃE do meu Senhor venha me visitar, quando adentrastes pela porta a criança saltou em meu ventre. Maria responde: “Minha Alma glorifica o Senhor… Meu espírito exulta em Deus Meu Salvador!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A humildade e a entrega de si mesma em favor dos mais necessitados; hoje Deus nos chama a trabalhar em sua vinha, sair de nosso conforto e procurar os que estão necessitados; não só de pão, mas de amor, apoio e do conhecimento da palavra do Senhor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º MISTÉRIO: JESUS NASCE EM UMA GRUTA, EM BELÉM.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo em Belém. Um Deus tão grande e poderoso vem até nós… o verbo de Deus se faz carne, sai da sua divindade e se torna um pobre mortal semelhante a nós em tudo, menos no pecado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jesus nos mostra que nada que temos ou possuímos, nesse mundo importa, comparado àquilo que há de vir… o mais importante: a vida eterna. O orgulho de um anjo que queria ser Deus gerou o pecado. E o salário do pecado é a morte… …a humildade é a chave de toda a nossa salvação, a pureza de coração, a entrega sincera a Deus é a obediência, e o salário da obediência é a vida eterna. Pois todo aquele que crer em mim mesmo que morra eu o ressuscitarei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4º MISTÉRIO: APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a apresentação do Menino Jesus no Templo e a Purificação de Nossa Senhora. Uma espada de dor transpassará o vosso Coração. Apresentando o nosso coração ao Senhor para que ele faça a circuncisão e tire aquela pele que impede a ação do Espírito Santo em nossa vida. E mesmo que em nossa caminhada junto ao Senhor uma espada penetre nossa alma, possamos pela força de seu Espírito Santo ver a salvação que vem de Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º MISTÉRIO: A PERDA E O REENCONTRO DE JESUS EM JERUSALÉM&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a perda e o reencontro de Jesus no templo de Jerusalém. Maria e José perderam Jesus ainda menino aos 12 anos em Jerusalém e após três dias de dor e sofrimento o encontram no templo no meio de doutores da lei ensinando a doutrina do Pai. A Escritura Sagrada, é o caminho para encontrarmos Jesus, quando nos perdemos ou desviamos desse caminho, a conseqüência é a dor o sofrimento. Na procura diária pela leitura, estudo e reflexão da Bíblia, podemos buscar o encontro ou o reencontro com Nosso Senhor e depois viver essas palavras e ensinamentos o quanto mais cedo. E, assim como Jesus, crescer na obediência e cuidar das coisaS do Pai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#339999;"&gt;MISTÉRIOS DOLOROSOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1º MISTÉRIO: A AGONIA DE JESUS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a agonia Mortal de Nosso Senhor, quando suou sangue no Horto das Oliveiras. “Minha alma está triste a ponto de morrer, ficai aqui e vigiai. “Vigiai e orai para não cairdes em tentação, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A oração e vigilância nos livra de cairmos nas armadilhas do demônio. Ele está sempre esperando uma oportunidade para nos fazer cair no pecado. Só com a força da oração constante podemos vencê-lo. Jesus mesmo sabendo tudo o que iria lhe acontecer, suportou toda tristeza e foi obediente ao Pai. Seguir o seu exemplo e em todas as coisas que nos acontecer, seja boa ou má …sempre seja feito a vontade de Deus e não a nossa, pois Ele sabe o que é melhor para cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º MISTÉRIO: A FLAGELAÇÃO DE JESUS ATADO A UMA COLUNA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a flagelação de Nosso Senhor. O sofrimento – a humilhação o escárnio- a violência de um inocente. Toda essa humilhação e dor por cada um de nós, pecadores. O amor que sente por cada ser humano é impossível de se imaginar. E todas as vezes que pecamos e ofendemos um irmão estamos sendo os carrascos que torturaram Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE ESPINHOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a coroação de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Cada ponta de espinho… um pecado – em cada gota de sangue derramado o perdão.&lt;br /&gt;Sua sagrada face coberta de sangue… o sangue que nos lavou e limpou de nossos pecados; na dor provocada pelos espinhos resgatou-nos da morte. O mesmo sangue que hoje derrama em cada Santa Missa Celebrada; poderoso sangue redentor, que nos cura e liberta de toda escravidão do pecado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º MISTÉRIO: JESUS CARREGA A CRUZ ATÉ O CALVÁRIO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a subida dolorosa de Jesus carregando a Cruz para o Calvário. O peso dos pecados do mundo nos ombros abriram chagas que chegavam até os ossos.&lt;br /&gt;Todo aquele que quiser vir após mim, renegue a si mesmo toma sua cruz e siga-me. As cruzes diárias é caminho de redenção e salvação. Aceitar as cruzes é amar a Jesus e imitá-lo. O servo fiel que segue seu mestre e também dá a vida por outro irmão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5º MISTÉRIO: JESUS MORRE NA CRUZ&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos a crucificação e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Cruz, escândalo para os judeus, loucura para os gentios, consolo e sinal de fé para os cristãos. A cruz Sagrada seja a nossa luz… todo sofrimento na terra não tem comparação ao da cruz do Senhor. Por amor ao ser humano e ao pecador suportou dores incalculáveis, humilhou-se, foi insultado e desprezado, tratado como o pior dos criminosos. O maior dos tesouro de um cristão ..honrar a Santa Cruz!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;MISTÉRIOS GLORIOSOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1º MISTÉRIO: A RESSURREIÇÃO DE JESUS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos a ressurreição de Jesus. A morte não é o fim para aqueles que crêem em Jesus. A vitória sobre a morte, a esperança na vida eterna, o envio a anunciar a boa-nova, a remissão dos pecados. A paz de Jesus àqueles que O seguem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º MISTÉRIO: A ASCENÇÃO DO SENHOR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo ao Céu. A volta ao Pai para preparar–nos um lugar e para cuidar de cada um de nós intercedendo junto a Deus pelo perdão de nossos pecados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º MISTÉRIO: A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO SOBRE OS APÓSTOLOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos com a Virgem Maria em Jerusalém. A vinda do Prometido, o Espírito Santo Paráclito: o advogado-defensor. O Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo os que vos disse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Espírito Santo que recebemos no Batismo é nosso condutor, defende-nos diante do Pai, pois temos um acusador dia e noite que nos acusa diante de Deus… satanás; mas o Espírito Santo que habita em nós, ora em nós com gemidos inefáveis, pois não sabemos o que pedir a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4º MISTÉRIO: A ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a assunção de Nossa Senhora ao Céu: o encontro da Mãe com o Filho no céu. Concebida sem pecado Virgem Santa merecedora de todas as graças. A filha predileta do Pai sempre fiel a Deus, guardou tudo sempre em seu coração, virgem do silêncio, seu corpo templo do Espírito Santo, Sacrário Vivo, não poderia ser corrompido pela terra como simples pecadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5º MISTÉRIO: A COROAÇÃO DE MARIA POR JESUS E OS ANJOS&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(A serva fiel de Deus tornou-se Rainha)Contemplamos a coroação de Nossa Senhora como Rainha de todos os anjos e santos. Rainha dos Anjos: Uma mulher vestida de Sol, sobre a cabeça uma coroa de estrelas e sobre o os pés a lua. Rainha da Terra, Rainha da Igreja intercessora poderosa junto a Jesus, tem poder de esmagar a cabeça do dragão infernal, na hora de nossa morte nos defenderá junto a Jesus, e a todos aqueles que por amor a ela e a seu filho forem fiéis na oração do Santo Rosário. ….a cada Ave-Maria depositamos uma rosa a seus pés…..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#339999;"&gt;MISTÉRIOS LUMINOSOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1º MISTÉRIO: O BATISMO DE JESUS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos o Batismo de Jesus Cristo no rio Jordão. Com atitude humilde ele nos mostra o caminho inicial da Salvação: a aceitação de Deus como nosso único Senhor. Cristo é a luz do mundo, Luz é o atributo da divindade. “Esta era a luz verdadeira, que vindo ao mundo a todos ilumina”(Jo 1,9). “Quem me segue…”- disse Jesus - terá a luz da vida”(Jo 8,12). Nós, cristãos, somos “filhos da luz” (cf. Ef 5,8). A luz de Cristo é levada a todo o mundo pelos seus discípulos.&lt;br /&gt;Batismo de Jesus - Enquanto Cristo desce à água do rio Jordão, como inocente que se faz pecado por nós (cf 2Cor 5,21), o céu se abre e a voz do Pai proclama-o Filho amado (cf Mt 3,17), ao mesmo tempo em que o Espírito o investe na missão que o esperava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º MISTÉRIO: A AUTO-REVELAÇÃO DE JESUS NAS BODAS DE CANÁ&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos sua auto-revelação nas bodas de Caná, quando transformou água em vinho. Atendendo o pedido de Maria, Jesus inicia seu caminho em direção à Salvação dos Homens fazendo seu primeiro milagre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Auto-revelação de Jesus nas bodas de Caná - Mistério de luz é o inicio dos sinais em Caná (cf Jo 2, 1-12), quando Cristo, transformando a água em vinho, abre a fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os que crêem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º MISTÉRIO: O ANÚNCIO DO REINO DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos o anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão. Jesus nos convida a nos &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;convertermos plenamente às leis de Deus em busca da felicidade eterna. O anúncio da Boa-Nova traz a esperança de um mundo melhor para todos os homens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jesus anuncia o Reino de Deus com o convite à conversão - Mistério de luz é a pregação com a qual Jesus anuncia o advento do Reino de Deus e convida à conversão (cf Mc 1,15), perdoando os pecados de quem a ele se dirige com humilde confiança (cf Mc 2,3-1; Lc 7,47s), início do mistério de misericórdia que ele prosseguirá exercendo até o fim do mundo, especialmente da reconciliação confiado à sua Igreja (cf Jo 20,22s)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4º MISTÉRIO: A TRANSFIGURAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim Ele mostra aos Apóstolos e a todos os seres humanos a Sua verdadeira essência divina. Sua Luz nos orienta a seguir os caminhos do bem. Transfiguração de Jesus - Mistério da luz por excelência é a transfiguração que, segundo a tradição, se deu no monte Tabor. A glória da divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai o apresenta aos apóstolos extasiados para que o “escutem” (cf Lc 9,35) e se disponham a viver com ele o momento doloroso da paixão, a fim de chegarem com ele à glória da ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º MISTÉRIO: A INSTITUIÇÃO DA ESUCARISTIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemplamos a instituição da Eucaristia. Jesus nos dá seu próprio corpo e sangue como alimento espiritual para nossas almas. É a entrega total e a maior prova de Seu Amor por toda a humanidade. Mesmo sabendo que ia ser traído e entregue ao sacrifício Ele nos deu uma mostra suprema de Sua divindade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Instituição da Eucaristia - Mistério da luz é, enfim, a instituição da Eucaristia, na qual Cristo se faz alimento com o seu corpo e o seu sangue sob os sinais do pão e do vinho, testemunhando “até o extremo” o seu amor pela humanidade (Jo 13,1), por cuja salvação se oferecerá em sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#339999;"&gt;As Quinze Promessas da Santíssima Vírgem aos que rezarem o Rosário&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Aqueles que rezarem com enorme fé o Rosário receberão graças especiais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Prometo minha proteção e as maiores graças aos que rezarem o Rosário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. O Rosário é uma arma poderosa para não ir ao inferno: destrói os vícios, diminui os pecados e nos defende das heresias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4. Receberá a virtude e as boas obras abundarão, receberá a piedade de Deus para as almas, resgatará os corações das pessoas de seu amor terreno e vaidades, e os elevará em seu desejo pelas coisas eternas. As almas se santificarão por meio do Rosário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5. A alma que se encomendar a mim no Rosário não perecerá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;6. Quem rezar o Rosário devotamente, e tiver os mistérios como testemunho de vida, não conhecerá a desgraça. Deus não o castigará em sua justiça, não terá uma morte violenta, e se for justo, permanecerá na graça de Deus, e terá a recompensa da vida eterna.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;7. Aquele que for verdadeiro devoto do Rosário não perecerá sem os Sagrados Sacramentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;8. Aqueles que rezarem com muita fé o Santo Rosário em vida e na hora de sua morte encontrarão a luz de Deus e a plenitude de sua graça, na hora da morte participarão do paraíso pelos méritos dos Santos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9. Livrarei do purgatório àqueles que rezarem o Rosário devotamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;10. As crianças devotas ao Rosário merecerão um alto grau de Glória no céu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;11. Obterão tudo o que me pedirem mediante o Rosário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;12. Aqueles que propagarem meu Rosário serão assistidos por mim em suas necessidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;13. Meu filho concedeu-me que todo aqueles que se encomendar a mim ao rezar o Rosário terá como intercessores toda a corte celestial em vida e na hora da morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;14. São meus filhinhos aqueles que recitam o Rosário, e irmãos e irmãs de meu único filho, Jesus Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;15. A devoção a meu Rosário é um grande sinal de profecia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-3768793603578685778?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/3768793603578685778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=3768793603578685778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/3768793603578685778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/3768793603578685778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_10_01_archive.html#3768793603578685778' title='Método de rezar o Rosário'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SOTwIZctlII/AAAAAAAABEs/d7aRja2vl4U/s72-c/nossa+sra+rosario..JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-4149762708224150219</id><published>2008-09-11T12:23:00.005-04:00</published><updated>2008-09-11T12:35:16.451-04:00</updated><title type='text'>Mês da Bíblia com Santa Terezinha</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SMlG1B4-m9I/AAAAAAAABB8/qGKlCpFi64w/s1600-h/V_22,5anos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244801117904083922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SMlG1B4-m9I/AAAAAAAABB8/qGKlCpFi64w/s320/V_22,5anos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;SANTA TERESINHA E O MENINO JESUS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Desde muito cedo Teresa Martin iniciou sua devoção ao Menino Jesus. Aos seis anos e meio, começa a se preparar para a primeira comunhão, sendo catequizada por sua irmã Paulina. Graças a esta catequese, o amor ao Menino Jesus vai aumentando em seu coração. Ao falar deste período, nossa santa afirma que "amava-o muito" (A 31v). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Não é, pois, de se estranhar que à época de seu primeiro chamado à vida carmelitana, tenha aceitado com entusiasmo a proposta de Madre Gonzaga de se chamar "Teresa do Menino Jesus" quando ingressasse no Carmelo. Após prepará-la para a primeira comunhão, Paulina, já Irmã Inês de Jesus no Carmelo de Lisieux, convida a menina a considerar sua alma como um jardim de delícias no qual é preciso cultivar as flores de virtudes que Jesus virá colher em sua primeira visita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;No ano de 1887 se oferece ao Menino Jesus para ser seu brinquedo (A 64r), desejando abandonar-se sem reservas à sua misericórdia. Isto ocorre por ocasião da célebre audiência com o papa Leão XIII. Teresa esperava que o papa autorizasse sua entrada imediata no Carmelo, apesar da pouca idade. Enorme decepção! Recebe palavras ternas e não a resposta desejada. Por isso não fica perturbada. Não havia se oferecido para ser a "bolinha" de Jesus e não dissera que ele poderia fazer o que quisesse com ela?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;A partir do dia 9 de abril de 1888, data de seu ingresso no Carmelo de Lisieux, Teresa pode, finalmente, realizar seu sonho de menina: assina suas cartas durante todo o postulantado como "Teresa do Menino Jesus" (Ct 46-79). No dia 10 de janeiro de 1889, dia em que recebe o hábito, assinará pela primeira vez "Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face", que será seu nome definitivo de Carmelita (Ct 80). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Quando entra na clausura, a primeira coisa que lhe chama a atenção é o sorriso de seu "Menino cor de rosa" (A 72v), que a acolhe. Ela se encarregará de colocar-lhe flores desde a Natividade de Maria: "era a Virgenzinha recém-nascida que apresentava sua florzinha ao Menino Jesus". (A 77r).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Teresa dedica muitas poesias, recreações piedosas e orações ao Menino Jesus, ao mistério do Natal e aos primeiros anos da infância de Cristo. No dia 21 de janeiro de 1894 cria e oferece à Madre Inês, em sua primeira festa como priora, uma pintura a óleo do Menino Jesus, a que intitula como "O sonho do Menino Jesus". Este quadro mostra o Menino Jesus de olhos abaixados, brincando com as flores que lhe são oferecidas. Ao fundo aparece sob a claridade da lua a Sagrada Face debaixo da cruz e cerca dos instrumentos da paixão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Em uma carta enviada no mesmo dia (Ct 156), Teresa comenta seu quadro: longe de temer os sofrimentos futuros, o Menino Jesus conserva um olhar sereno e até sorri, pois sabe que sua esposa (Irmã Inês) permanecerá sempre ao seu lado para amá-lo e consolá-lo. Quanto aos olhos baixos, estes mostram sua atitude quanto à própria Teresa: "Ele está quase sempre dormindo". Neste último detalhe já vislumbramos uma prefiguração da grande prova de fé que irá acompanhá-la em seus últimos dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Nos finais de 1894, a jovem carmelita descobre sua "Pequena Via". A infância espiritual do cristão, feita de confiança e abandono, deverá se moldar na própria infância de Jesus, em seu caráter de Filho, tão particularmente representado nos traços de sua infância. No dia 7 de junho de 1897, Teresa se deixa fotografar, tendo nas mãos as estampas do Menino Jesus e da Sagrada Face. Sobre a imagem do Menino Jesus, conhecido como "de Messina", Teresa copia o versículo de Pr 9,4: "Quem for pequenino, venha a mim". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;SANTA TEREZINHA E A SAGRADA ESCRITURA &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Santa Teresinha viveu numa época em que era difícil o acesso à Bíblia. Os meios para conhecê-la eram limitados e as traduções muito imperfeitas. Superado o racionalismo frio que dominou os estudos bíblicos a partir do século XVII, na época de Teresinha se desenvolveram, especialmente no campo protestante e em alguns círculos católicos, diversos métodos de análise literária que representaram grandes avanços na crítica literária e textual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;A aceitação pouco crítica do sistema filosófico e científico da época (idealismo hegeliano, positivismo, historicismo...) levou a uma série de hipóteses e interpretações intermináveis e, por fim, à inevitável separação entre exegese e teologia. Isto resultou no distanciamento cada vez maior entre exegetas, teólogos e o povo cristão. A Igreja Católica reagiu a este movimento, rejeitando todo método crítico de leitura da Bíblia. O Pe. Lagrange tentou coadunar a visão católica da Bíblia com a crítica racional, em 1903, mas seus projetos foram tolhidos pela Encíclica Pascendi, de Pio X, frente à crise modernista. Foi preciso esperar muitos anos para a Igreja assumir uma postura menos radical e apologética. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Neste contexto histórico, cheio de apreensões frente ao estudo crítico da Bíblia, no qual se tornava cada vez mais contundente a separação entre Bíblia e teologia ou entre Bíblia e vida espiritual, Teresa viverá uma experiência bíblica inédita: pela leitura e meditação freqüente da Escritura descobre a vontade de Deus em sua vida e a Palavra de Deus vai se transformando na fonte primeira de sua experiência espiritual. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Poucos anos após sua morte, os dominicanos abriram em Jerusalém, sob os auspícios do governo francês, a "École Biblique". Este foi o primeiro grande esforço da Igreja Católica do século XX para levar adiante um projeto científico de estudo e investigação de arqueologia e exegese bíblicas. Assim, outro sonho se acrescentava aos desejos de Santa Teresinha: ser exegeta: "Não é triste ver tantas diferenças de traduções da Sagrada Escritura? Se eu fosse sacerdote, não me contentaria com o latim, mas teria aprendido o hebraico e o grego, para assim conhecer o texto verdadeiro ditado pelo Espírito Santo". (CA 4.8.5). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Teresinha não foi uma exegeta, no sentido com o qual este termo é usado atualmente nos ambientes de estudos bíblicos, mas uma ouvinte privilegiada da Palavra, graças à atitude espiritual com a qual dela se aproximou. Em Teresa se cumpre a palavra de Jesus: as coisas escondidas aos sábios e entendidos são reveladas aos simples (Mt 11,25; Lc 10,21). O Reino de Deus pertence àqueles que se tornam semelhantes às crianças (Mc 10,4). Ela é verdadeira mestra da vida espiritual na leitura da Bíblia para a comunidade cristã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Com sua ajuda, o evangelho se transforma, de livro escrito em livro de vida, de um relato do passado a evento que compromete e transforma hoje. Teresinha nos ensina a sintonizar nossa própria história com a história de Cristo. Soube interpretar a Escritura com sabedoria, originalidade, frescor e surpreendente claridade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;1. Três dimensões da Bíblia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Santa Teresinha lê a Bíblia em três dimensões: a) como luz que orienta; b) um acontecimento para o hoje; c) força que nos faz experimentar a presença de Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;a) A Bíblia é Luz &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Teresa se aproxima do evangelho, a partir das diversas situações da vida, certa de que nele vai encontrar a luz necessária: "Acima de tudo, o que me sustenta durante a oração é o evangelho. Nele encontro tudo o que necessita minha pobre alma. Nele continuamente descubro novas luzes e sentidos ocultos e misteriosos". (Ms A 83v). Ela não inventou o evangelho e nos recorda que ele é tudo, que ele nos basta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;À medida que vai amadurecendo em sua vida espiritual e em seu horizonte vão surgindo novas situações e exigências, Teresa vai descobrindo no único evangelho, "novas luzes e sentidos ocultos". E confidencia: "Jesus me conduz a cada passo e me inspira o que devo dizer ou fazer.. Exatamente no momento em que preciso, descubro luzes onde até então havia me fixado". (Ms A 83v). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Para nossa santa, a Bíblia é luz, como afirma o Salmo 119,105: "tua palavra é lâmpada para meus passos, uma luz em meu caminho". No evangelho descobre continuamente "novas luzes" (Ms A 83 v); nele encontra um caminho seguro para conhecer e seguir a Jesus. Pensa no evangelho como "pegadas luminosas" que iluminam a vida para saber onde ir (cf. Ms C 26v). A Bíblia, para Teresinha, é uma luz tão forte que ilumina todas as dimensões da existência cristã: "Tomo nas mãos a Sagrada Escritura e então tudo fica claro para mim, uma única palavra abre minha alma a horizontes infinitos". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;A Bíblia a ilumina em algo de capital importância: a possibilidade e a gratuidade da santidade: "Abro a Sagrada Escritura... e a perfeição me parece fácil" (Ct. 226). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Para Teresinha, a vida vem em primeiro lugar. Determinada situação lembra-lhe espontaneamente uma cena evangélica ou uma expressão de Jesus. Desta forma Teresa capta o sentido dos acontecimentos e os interpreta à luz da Palavra de Deus. No início de sua autobiografia justifica toda sua vida à luz de um versículo do evangelho de Marcos (Mc 3,13), quando afirma: "Eis o mistério de minha vocação, de toda minha vida, sobretudo o mistério dos privilégios com os quais Jesus dispensou a minha alma" (Ms A 2r). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Ela não se aproxima da Bíblia a partir do texto, mas a partir do que está vivendo concretamente. Quer interpretar e iluminar a vida com a ajuda da Bíblia, adquirindo assim uma atitude verdadeiramente contemplativa. Quando busca sua vocação, em meio ao combate entre desejos que se entrechocam, busca a resposta em uma carta de São Paulo (Ms B 3r). Quando deseja encontrar um elevador que a conduza a Jesus, nos diz: "busquei nos Livros Sagrados algum indício do ascensor" (Ms C 3r). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Teresinha interpreta a vida antes da Bíblia. Em muitas oportunidades a vemos buscando textos apropriados que possam iluminar situações bem concretas. Vejamos alguns exemplos. Escreve a Celina e diz: "Abrindo o evangelho, pedi a Jesus que eu encontrasse alguma passagem para ti. Veja o que encontrei..." (Ct 143); ao Pe. Roulland escreve: "Esta noite, na oração, meditei algumas passagens de Isaías que me parecem muito apropriadas para você. Não posso deixar de transcrevê-las" (Ct 193). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Alguns meses antes de sua morte, sabendo que no convento havia irmãs que a julgavam com severidade e outras que gostavam dela, deseja saber o que Jesus pensa a seu respeito. Vêem-lhe à mente alguns trechos do evangelho de João: "Quando voltava à minha cela, eu me perguntava sobre o que Jesus pensaria de mim. No mesmo instante me lembrei das palavras que um dia ele dirigiu à mulher adúltera: ´Ninguém te condenou´? E, com lágrimas nos olhos, respondi: ´Ninguém, Senhor´." (Ct 230). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Teresa busca o evangelho e compreende sua vida a partir de um novo prisma. Um método espontâneo, baseado no dinamismo da fé, da esperança e do amor, aproximando-se sempre do texto sagrado a partir de questões vitais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;b) A Bíblia não é livro do passado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Para Teresa o evangelho não é uma história do passado, mas evento que se atualiza em sua vida e na vida das outras pessoas. Contemplando Jesus no evangelho descobre que se repetem misteriosamente em sua história pessoal as situações por ele vividas, suas palavras e sentimentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Tem convicção de que Jesus está presente em sua vida. Tudo que ele disse ou fez é uma realidade permanentemente revivida pelos cristãos. A leitura teresiana do evangelho atinge seu auge quando Teresinha, através de sua resposta de fé, deixa que a história de Jesus se atualize na sua vida. As duas histórias se fundem e se identificam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Ela se apropria das palavras de Jesus, citando-as na primeira pessoa. Transcreve o capítulo 17 do evangelho de João, como se lhe pertencesse, com liberdade e audácia surpreendentes, adaptando-o à sua situação: salta versículos, reorganiza-os, muda palavras, etc. Depois, comenta: "Estou assombrada com o que acabo de escrever, pois não tinha intenção de fazê-lo. Mas, como está escrito, tem de ficar" (MC 35r). Escreveu impelida pelo amor que a une a Jesus. Sua audácia é a de uma criança que sente como seu o que pertence ao pai. Por isso repete as palavras do pai como se fossem suas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Teresa deixa-se arder com os mesmos sentimentos de amor que arderam em Jesus. Isto se torna claro em seus comentários a respeito da sede de Jesus na cruz (Jo 19,28) e sobre o pedido de Jesus à samaritana em Jo 4,7: "dá-me de beber". Com relação à sede de Jesus na cruz, ela comenta: "Continuamente ressoava em meu coração o grito de Jesus na cruz: ´Tenho sede´. Estas palavras acendiam em mim um ardor desconhecido e muito vivo... Queria dar de beber a meu Amado, e eu me sentia devorada pela sede de almas". (M A 45v; cf. M A 46v; PN 24,10).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;c) A Bíblia é força&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Para santa Teresinha a Bíblia tem uma terceira dimensão: é força que nos leva a experimentar Deus. A Bíblia não traz apenas uma mensagem que se capta pela razão. É também força, consolação, boa notícia, que se acolhe no coração. Na Bíblia se revela a presença libertadora e consoladora de Deus. Esta convicção de fé é fonte de fortaleza e consolo em meio às lutas cotidianas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Santa Teresinha confessa que o evangelho "a sustenta durante a oração" e, quando se vê impotente, a Sagrada Escritura "vem em seu socorro" (Ms A 83v). Quando descobre "o ascensor" em dois textos do Antigo Testamento, confidencia: "nunca palavras tão formosas e melodiosas alegraram minha alma" (Ms C 3r); e, quando encontra num texto da 1a. carta aos Coríntios, que completa seus desejos e responde à sua busca, exclama: "Podia, enfim, descansar" (Ms B 3v). A terminologia usada pela santa nos ajuda a perceber sua experiência da Bíblia enquanto força. A Palavra a sustenta, ajuda, provoca-lhe uma alegria indizível, oferece-lhe descanso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;2. Um método simples para ler e orar a Bíblia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;O método bíblico-teresiano é muito simples: parte da vida, chega diretamente ao texto e o faz em atitude orante para encontrar uma nova luz onde antes não havia. um exemplo concreto, tirado dos Cadernos Amarelos, mostra como Teresinha lê a Bíblia. (CA 21/26.5.11). Madre Inês lhe dissera algumas palavras carinhosas, afirmando que tudo em Teresinha lhe agradava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;As palavras de Madre Inês a deixam perturbada: "Eu já estava comovida, mas, continuando a pensar que o seu amor fazia-a ver o que não é, eu não conseguia saborear plenamente". Teresinha está tomada de desarmonia e incerteza. Diante deste impasse, vai ao Evangelho: "aí, peguei meu pequeno evangelho". Este é o segundo momento: o contato direto com o texto bíblico a partir de uma experiência de vida. Teresa acrescenta um terceiro momento à sua leitura: "pedindo ao bom Deus que me consolasse, respondendo ele mesmo..." Ela lê a Bíblia orando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Lembra-nos que a escuta de Deus não depende de nós, mas exclusivamente dele, de sua decisão gratuita e soberana em se comunicar conosco e possibilitar que escutemos sua voz. Sem a graça do Espírito a Bíblia é um livro fechado. Após orar, Teresa pousou os olhos num trecho "que nunca me havia chamado a atenção e então derramei lágrimas de alegria". Havia encontrado a resposta (Jo 3,34): "Aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; o dom do Espírito é, na verdade, sem medida". Ela compreende que Madre Inês havia sido enviada por Deus e que dizia a verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Resumindo, então. São três momentos: experiência de vida, contato direto com o texto, oração e descoberta de uma nova luz. As situações que impulsionam Teresa a buscar luz na Bíblia são muitas. Basta folhear seus escritos para encontrá-las: incerteza, desejos não realizados, escuridão, novas experiências, etc. Ela confessa seu contato direto com a Bíblia em diversas ocasiões. São conhecidas suas expressões: "Abrindo o evangelho, meus olhos se depararam com estas palavras" (A 2r); "pegando o evangelho" (Ct 143); "deparei com esta passagem" (Ct 193); "tomo em minhas mãos a Sagrada Escritura" (Ct. 226); etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Sabe deter-se no texto e ler atentamente. Bastaria que citássemos seu comentário sobre a passagem de Zaqueu (Ct 137), onde o verbo "descer" lhe dá a chave de leitura de todo o texto; mesmo quando fala do novo mandamento do amor (MC 12r), sua insistência na expressão "como Jesus" dá unidade à sua leitura. Isto demonstra uma delicada capacidade de leitura e uma atenção especial aos detalhes e termos mais significativos do texto. Quando pega o texto bíblico, "pede a Jesus encontrar uma passagem" apropriada à sua situação ou à de outras pessoas (Ct 143). Isto é, termina orando e dialogando com Jesus depois de ler a Bíblia, fundindo sua palavra de oração com a palavra bíblica(cf. Ct 230). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Vida, texto, oração e nova luz. Passos de uma forma de leitura bíblica simples e pessoal. Primeiro passo: escutar a vida. Segundo passo: pegar a Bíblia e lê-la atentamente para encontrar luz e força. Terceiro passo: fazê-lo em oração, pedindo a graça da escuta. Quarto passo: viver a experiência da transformação que opera a Palavra e viver obedientemente o que Deus nela revela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Traduzido de http://members.tripod.com/debarim/teresitbibl&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-4149762708224150219?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/4149762708224150219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=4149762708224150219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4149762708224150219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4149762708224150219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_09_01_archive.html#4149762708224150219' title='Mês da Bíblia com Santa Terezinha'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SMlG1B4-m9I/AAAAAAAABB8/qGKlCpFi64w/s72-c/V_22,5anos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-8032315075630278253</id><published>2008-07-31T16:58:00.002-04:00</published><updated>2008-07-31T17:09:10.407-04:00</updated><title type='text'>Espiritualidade de Santo Inácio de Loyola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SJIogEsj8TI/AAAAAAAAA34/4efgzeGE5i8/s1600-h/jesus+02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229286648812138802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SJIogEsj8TI/AAAAAAAAA34/4efgzeGE5i8/s320/jesus+02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;MOÇÕES, CONSOLAÇÕES E DESOLAÇÕES ESPIRITUAIS&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Moções", "consolações" e "desolações" são nomes dados por Santo Inácio de Loyola a diversos sentimentos experimentados por ele no seu leito de convalescente e depois, em momentos dedicados à oração e mesmo no decorrer do seu cotidiano. Ele costumava anotar estas observações num caderninho de apontamentos. Daí se originou o seu livrinho dos "Exercícios Espirituais". O desejo de Santo Inácio era o de auxiliar outras pessoas a caminharem na sua própria vida reagindo corretamente a estes diversos sentimentos produzidos pelos diversos espíritos, ou seja, a caminharem na sua vida de cada dia atentos à dimensão tão importante da espiritualidade do ser humano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremo-nos que para Sto. Inácio "os Exercícios Espirituais (EE) são o melhor que nesta vida eu posso pensar, sentir e entender, tanto para a pessoa poder aproveitar para si própria, como para poder frutificar, ajudar e aproveitar para muitos outros" (Carta a Manuel Miona, Veneza, 16 de novembro de 1536).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os EE têm transformado muitos corações e muitas vidas... Pessoalmente estou convencido de que não podemos oferecer coisa melhor". Carta do P. Peter-Hans Kolvenbach, Superior Geral da Companhia de Jesus, a todas as pessoas relacionadas com a mesma Companhia de Jesus, aos 27/09/91, Coleção Ignatiana, n.37, pg.19.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moções Espirituais&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As célebres "moções espirituais" dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola são pensamentos que vêm de fora, não têm origem no próprio querer e liberdade da pessoa, movem a pessoa a agir e deixam ou produzem, também, uma repercussão afetiva. Originam-se do próprio Deus e dos seus bons espíritos ou, ao contrário, dos instintos egoístas, do mal ou dos maus espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atuação dos espíritos (Deus e os seus anjos, o mal em todas suas manifestações) acontece no âmago da pessoa humana, por essa realidade que Santo Inácio chamou de "moções espirituais". Perceptíveis, sobretudo, quando a pessoa está fazendo Exercícios Espirituais (EE), mas que também acontecem e podem ser detectadas no cotidiano da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante esclarecer a noção de "moção espiritual", suas espécies, como atuam na pessoa humana, seus efeitos e como administrá-las ou nos comportar diante delas. São fatos, fenômenos, que ele, o leigo Inácio, como já foi dito, teve a graça de perceber acontecendo nele mesmo, inicialmente, no seu leito de convalescente, depois, quando se dedicava à oração; e mesmo, no cotidiano de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inácio observou que brotavam nele pensamentos que não provinham simplesmente de seu querer e liberdade. Estes pensamentos o moviam à ação, num sentido profundo da existência humana: contra Deus ou a favor de Deus. Percebeu que alguns pensamentos o levavam para Deus e para as coisas de Deus. Outros, ao contrário, o levavam a se afastar de Deus e das coisas de Deus. Uns o levavam a uma maior qualidade de vida. Outros, ao contrário, o conduziam a uma vida fugaz e enganosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Inácio notou também que estes pensamentos deixavam uma marca afetiva no seu íntimo, no seu coração. Ora de arrependimento, de desejo de mudança, de paz, de alegria. Ele se sentia com muita fé, esperança, amor, esquecido de si mesmo e aberto para os outros, em profunda e serena paz. Em outras ocasiões, pelo contrário, percebia a si mesmo com sentimentos opostos: de falta de fé, de desesperança, sem amor, fechado em si mesmo e esquecido dos outros, perturbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leigo Inácio constatava tudo isso na sua experiência. Não estava filosofando nem teorizando sobre o assunto. Somente teve a graça de notar o que estava acontecendo em si mesmo, na sua experiência. Observava apuradamente a influência destes pensamentos em sua vida e os efeitos produzidos e chegou com segurança a descobrir suas origens, sua natureza e a definir que atitudes adequadas caberiam ser tomadas diante de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moções com causa precedente e moções sem causa precedente. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estas moções espirituais geralmente são ocasionadas com base em algum pensamento, lembrança ou sentimento. Santo Inácio no seu livrinho dos EE dá o nome genérico de "causa precedente" a estes pensamentos, lembranças, sentimentos, ou qualquer acontecimento, que de alguma maneira ocasionaram as moções espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas "causas precedentes" podem ser utilizadas tanto pelo bom como pelo mau espírito. A mesma lembrança, o mesmo pensamento ou sentimento, pode ser base ou ocasião para uma moção do bom ou do mau espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: a lembrança de uma marca negativa do passado pode ser causa precedente para o mau espírito dar uma moção de desesperança, de falta de fé e de desânimo na caminhada: "Eu sou ruim mesmo, veja o que já aconteceu comigo! Não tenho mais jeito". A mesma lembrança pode também, ser causa precedente, dar base ou ocasião para o bom espírito dar uma boa moção infundindo ânimo e coragem, agradecendo a Deus que me escolheu apesar destes fatos negativos do passado que me vieram à mente: "Como Deus é bom! Ele tem um amor privilegiado para comigo. Apesar de tudo que comigo já aconteceu ele me escolheu para ser mais intimamente dele! Que beleza! Vou empenhar-me na minha missão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acolher a boa moção não estou somente acolhendo a lembrança do passado, mas a interpretação dada pelo bom espírito. Ao afastar a má moção não estou reprimindo e abafando o pensamento da lembrança do acontecido, mas descartando a interpretação dada pelo mau espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base, portanto, numa lembrança, num sentimento, e até numa palavra bíblica, como "causa precedente", diria Santo Inácio, pode brotar uma moção tanto do bom como do mau espírito. "Tanto o bom anjo quanto o mau podem consolar com causa precedente". EE 331. Será preciso então examinar o contexto da moção: os sentimentos ou o estado de paz ou de perturbação em que me encontrava quando ela se originou, sua repercussão afetiva me levando à paz e alegria profunda ou, pelo contrário, à perturbação e desassossego. Só assim poderei discerni-la se do bom ou do mau espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem causa precedente, ou sem nenhum pensamento ou sentimento que desse origem a uma moção, somente Deus, o Senhor, pode atuar. Toda moção sem causa precedente é, portanto, sempre de Deus. "Somente Deus nosso Senhor dá consolação a uma pessoa sem causa precedente" EE 330.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo e esquematizando a noção de moções espirituais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. Inácio, ao falar do Exame Geral de Consciência no livrinho dos EE (EE 32), pressupõe existir em nós três espécies de pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"Pressuponho haver em mim três pensamentos, a saber: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;um meu próprio, que provém simplesmente de minha liberdade e querer,&lt;br /&gt;e outros dois que vêm de fora: um proveniente do bom espírito e outro do mau." (EE32) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As moções espirituais são, pois, justamente estes pensamentos que vêm de fora e nos atraem ou nos movem a agir segundo Deus (o nosso fim último) ou em oposição a ele.&lt;br /&gt;Destaquemos os quatro elementos que constituem as moções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São pensamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que brotam ou vêm de fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Levam-nos a agir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No nível da orientação profunda do homem, qualificando nossas ações como intencionadas por&lt;br /&gt;Deus e para Deus ou em oposição a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa terminologia técnica (aproveitando o pensamento do Pe. João A.Mac Dowell em: "Nota sobre as noções de "moção", "consolação" e "desolação" nos Exercícios Espirituais", em Itaici Cadernos de Espiritualidade Inaciana, 1, pág. 23-53) poderíamos dizer que as moções espirituais são pensamentos considerados no nível fenomenológico-existencial, que chamamos "espiritual". No âmbito em que as coisas são qualificadas não pelo que são abstratamente, mas como são na realidade existencial, inclusive no seu aspecto subjetivo, intencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As moções podem ter origem com uma "causa precedente" ou acontecerem sem "causa precedente". Com causa precedente podem ser provocadas pelo bom ou pelo mau espírito. Sem causa precedente somente por Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"Consolação" e "desolação" espirituais &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;As moções de Deus ou do inimigo, embora sejam pensamentos que surgem na mente humana, quando acolhidas ou rejeitadas pela liberdade humana, têm uma repercussão no âmbito afetivo. Quando provenientes de Deus e seus anjos produzem no fundo da consciência, (poderíamos dizer também do coração), sentimentos profundos de paz, de alegria, de unificação da personalidade, de encontro consigo mesmo e com Deus. Porém, pelo contrário, quando originadas do inimigo, produzem sentimentos opostos, de perturbação, de tristeza, de desesperança, de intranqüilidade, de afastamento de Deus e de falta de fé. Santo Inácio designa estes sentimentos como "sentimentos espirituais", ou, já, qualificando-os, chama-os de "consolação" quando produzidos pelas boas moções e de "desolação", quando fruto das más moções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notemos que há níveis de maior ou menor profundidade nos sentimentos espirituais, ou nas experiências espirituais, e conseqüentemente, níveis de maior ou menor consolação ou desolação espiritual. São fenômenos no âmbito da mística, de diversas intensidades. Sempre gratuitos; não originados pura e exclusivamente da liberdade humana, mas que por ela podem ser acolhidos ou rejeitados, com resultados opostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Importância da atenção às moções e da correta atuação diante delas &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção às moções e a atuação correta diante delas é fundamental no agir da pessoa humana para garantir qualidade de vida. Uma vida humana que se desenvolvesse sem a consciência explícita da existência das moções dos bons e dos maus espíritos, embora muitas vezes tenha sido influenciada pelas mesmas, estaria fadada ao fracasso profundo no uso da sua liberdade. Ignorando a atenção aos apelos que lhe vêm de fora a pessoa humana vai construir sua vida jogando sua liberdade e querer ao encontro de projetos, fruto de suas criações intelectuais, emotivas ou imaginativas, ou fruto de propostas ideológicas. Em ambos os casos, correndo claro risco de não responder às tendências profundas de seu ser e ao caminho único de sua liberdade. A pessoa humana não seria realmente livre, pois, ou seguiria cegamente, sem discernir com sabedoria as propostas que lhe são apresentadas por outros seres humanos, os gurus da vida, ou suas próprias elucubrações intelectuais, imaginativas ou frutos de seus impulsos desordenados.&lt;br /&gt;Ora, a pessoa humana é chamada a se superar a si mesma. É um ser relacionado, um ser-resposta, heterônomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua realização acontece não quando busca cegamente exclusivamente valores ou se entrega alucinadamente à procura de sensações, mas somente quando, discernindo e descartando prontamente as propostas falazes do inimigo, responde reta e generosamente à proposta de Quem, e do Único, que, gratuita e amorosamente, pode e lhe quer oferecer a vida em plenitude. Cabe, contudo, à própria pessoa perceber estes "movimentos", distingui-los se do bom ou mau espírito, acolher os do bom, repelir ou descartar os do mau espírito.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Importância dos estados de consolação e desolação para o discernimento orante.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A boa moção e a consolação verdadeira são sempre de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A má moção, a desolação e a consolação enganosa (que principia aparentemente boa, mas depois se manifesta como do mau espírito) são sempre do mau espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira consolação espiritual é sempre graça, abundância de graças, dom de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesta uma significativa presença de Deus em nós.&lt;br /&gt;A desolação espiritual manifesta a presença do inimigo. Nunca é provocada diretamente por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na consolação, estando Deus mais presente em nós, somos mais influenciados por ele. Ele nos move e nos atrai, nos aconselha delicadamente para realizarmos os seus desejos, os seus planos a nosso respeito. Podemos, assim, discernir a sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na desolação, pelo contrário, é mais o mau espírito que nos envolve, nos aconselha, nos atrai e nos leva a realizar os seus planos a nosso respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No discernimento orante, pois, quando pela oração percebemos mais intensamente a presença do bom ou do mau espírito, podemos perceber as atrações, as moções, os conselhos de um ou do outro. Vamos ficar atentos a quem nos aconselha, de onde provem o conselho ou a atração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se provem do bom espírito, presente abundantemente na consolação, a acolhemos, mesmo sem examinar o seu conteúdo. Pois provém do bom espírito, é de Deus que não nos engana. De Deus só pode vir coisa boa! Seria uma ofensa querer examinar o que ele está nos propondo para vermos se vale a pena. Com Deus não se regateia. Vamos segui-lo e acolhê-lo mesmo loucamente. Podemos, sim, verificar e confirmar se brotou mesmo quando da presença do bom espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se provier do mau espírito, nem examinamos o seu conteúdo, a afastamos. Do mau espírito não pode vir coisa boa. Não se conversa, não se dá atenção ao mau espírito. Descarta-se. Ele é mentiroso e está embriagadamente nos desejando o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na anotação 15ª Santo Inácio indica que o que dá os exercícios não deve induzir o exercitante mais a uma parte que a outra das possibilidades, como, por exemplo, à vida religiosa ou ao matrimônio, porque é melhor que o "mesmo Criador e Senhor se comunique à sua alma devota, abrasando-a em seu amor e louvor e dispondo-a para o caminho em que melhor poderá servi-lo depois" (EE 15).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão, o papel ou a função de quem dá os exercícios não é dar conselhos ou receitas e sim ajudar para que o encontro entre o Senhor e o exercitante aconteça. Neste encontro íntimo o Senhor vai indicar ao exercitante a sua missão manifestando os seus desejos a seu respeito.&lt;br /&gt;No discernimento orante, é pois, muito importante perceber de onde provêm os pensamentos, os desejos, os apelos. Se de um estado de maior ou menor consolação ou, ao contrário, de um estado de maior ou menor desolação. Não é o caso de se examinar o conteúdo, ou a proposição dos apelos ou desejos. Não estamos fazendo um discernimento racional, mas orante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos também distinguir a verdadeira consolação espiritual da consolação meramente sensível ou de uma consolação voluntaristicamente fabricada. Hoje, com a enorme pressão exercida pelos meios de comunicação social (especialmente TV e rádio) esta tarefa se torna duplamente delicada... . "Tudo se fabrica" e esta é uma tentação de "espiritualidade barata" presente hoje até em grupos da Igreja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas são orientadas para fazerem a Revisão da Oração destacando as frases que mais tocaram, os sentimentos, os apelos e as resistências. Julgamos imprescindível relacionar os apelos com os sentimentos ou estados de consolação ou desolação. O mesmo apelo, ou a mesma proposição, dependendo da sua origem (se origina num estado de consolação ou de desolação) poderá ser do bom ou do mau espírito. Julgamos também mais inaciano procurar perceber para onde o Senhor está atraindo ou movendo, do que falar de apelos do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos discernir a vontade de Deus, que certamente é racional, embora muitas vezes não a possamos captar ou entender totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A oposição ou contrariedade entre os espíritos bom e mau. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inácio de Loyola atentamente observando suas experiências espirituais notou que o mau espírito atrai ou move a pessoa justamente na direção oposta à que o bom espírito a está movendo ou atraindo. Se o bom espírito está atraindo a pessoa para a direção sul, o mau espírito vai atraí-la justamente para a direção norte. Se o bom espírito está movendo a pessoa para entrar na vida religiosa o mau espírito vai colocar obstáculos justamente para a realização deste desejo e atraí-la para a vida matrimonial. Há, pois, uma contradição entre o modo de agir dos espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto podemos entender o célebre axioma inaciano: "agir contra". Trata-se de agir na direção oposta à indicada pela tentação; assim agindo, você estará indo ao encontro do Senhor. Se você é tentado e sente preguiça e corpo mole para ir a um ofício religioso, procure agir contra a tentação, na direção oposta à tentação, procurando ir logo ao ofício religioso, chegando até um pouco antes, colocando-se nos primeiros bancos e se oferecendo, se houver oportunidade, para participar mais ativamente. Certamente você sentirá uma consolação especial, você agindo contra a tentação está caminhando na direção ao encontro com o Senhor Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte : Jesuitas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-8032315075630278253?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/8032315075630278253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=8032315075630278253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/8032315075630278253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/8032315075630278253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_07_01_archive.html#8032315075630278253' title='Espiritualidade de Santo Inácio de Loyola'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SJIogEsj8TI/AAAAAAAAA34/4efgzeGE5i8/s72-c/jesus+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-4519815586966498493</id><published>2008-07-10T08:35:00.005-04:00</published><updated>2008-07-10T08:58:56.412-04:00</updated><title type='text'>A coerência entre oração e vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYGLC7lzNI/AAAAAAAAAyA/FBpnajtShVA/s1600-h/santateresa2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYGLC7lzNI/AAAAAAAAAyA/FBpnajtShVA/s320/santateresa2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221367604817808594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -91.2pt; text-align: center;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div class="Section1"&gt;      &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-size:130%;" &gt;Autor: Pe. Valdo Bartolomeu de Santana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-size:13;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt; “&lt;span style="font-size:85%;"&gt;TUA VIDA FALA TÃO ALTO QUE NÃO CONSIGO OUVIR TUAS PALAVRAS”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;É certo que, quanto mais limpa e comprometidamente se viva a vocação cristã, tanto mais fácil se tornará o exercício da oração àqueles que não têm capacidade para discorrer sobre os mistérios da fé. Mas, em linha de verdade, cada dificuldade afeta profundamente a todos, porque surge da própria essência da oração, concebida como amizade. Ser amigo para tornar praticável o fazer&lt;br /&gt;amizade.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 5.7pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;  Nos dez primeiros capítulos da Autobiografia de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Santa Teresa de Ávila&lt;/span&gt;, sobressai uma afirmação clara: a oração, a que se entregou, sem dúvida, com decisão, não consegue conquistar a sua vida. Pelo menos, na medida das exigências mais elementares da amizade: doação totalitária, não pactuar com a mediocridade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt; A oração reduzia-se a uns tempos, mais ou menos longos, e até mais ou menos intensos, de trato amistoso com Deus. Reconhece com simplicidade que “as suas determinações e desejos – por aquele momento, digo – estavam firmes”. Determinações de ser, de corresponder ao amor com amor. Mas não tinha continuidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;“Não bastavam determinações”para não voltar a cair quando me punha na ocasião. Conclui, com razão: “Pareciam-me ser lágrimas enganosas”. Por quê? Dá no alvo quando escreve: “todo o mal vinha de eu não cortar pela raiz as ocasiões”. Concretamente, em guardar todo o seu amor para Deus. “Com isto se remediava tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;” Porque andava escrava. Sobre isto não faltava luz à sua consciência. “E quão atada me via para não me determinar a dar-me de todo a Deus”. Optou pelo caminho da “maioria”: rebaixar o nível de exigências, contemporizando com os pedidos da natureza. Exprime-se assim: “Parecia-me melhor ainda andar com os demais - ... – e rezar o que estava obrigada, e vocalmente, e não ter oração mental e tanto trato com Deus.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Quando exortar os seus discípulos a darem-se incondicionalmente e com totalidade, se querem chegar à contemplação, isto é, a uma verdadeira e íntima união com Deus, apresentará o seu testemunho: “Assim, pois, filhas, se quereis que vos diga o caminho para chegar à contemplação...” empenhai-vos na reforma da vossa vida – “prática de virtudes”- , caso contrário, “eu vos asseguro e a todas as pessoas que pretendem este bem ( e bem pode ser que me engane, porque julgo por mim que o procurei vinte anos), que não chegareis à verdadeira&lt;br /&gt;contemplação”. Fecha o caminho da oração quem não se conforma às exigências do amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Teresa de Jesus fazia oração. Muita. As monjas viam-na apartar-se “muitas vezes à solidão a rezar e ler muito”.Mas não vivia a oração. Consagrava-lhes tempos, mas não era orante. Não há motivos para continuar a descrever do que se trata e até onde chegou Teresa pelo “caminho da maioria”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;O que importa é saber que se trata de presenças não integradas na Presença. Ainda mais: presenças rivais que a dividem e põem em tensão, que não lhe deixam o coração inteiro&lt;br /&gt;para o Amigo, livre para Ele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Fala-nos de experiência de “ataduras”, “escravidão”, “cegueira”. De querer “tratar com Deus e com o mundo”. Empresa impossível, a luta titânica por “juntar estes dois contrários, tão inimigos um do outro, como são vida espiritual e contentos e gostos e passatempos sensíveis”. Com frase insuperável: “Procurava... ter oração e viver a meu bel-prazer”. Exercício de oração não sustentado pela vida. O resultado era desolador: “Nem gozava de Deus nem achava  contentamento no mundo”. Uma situação assim não pode sustentar-se por muito tempo. A oração não ganha a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;E a vida começa a minar a oração. A corda sempre se quebra pelo lado mais fraco. E, no caso de Teresa, o lado mais fraco era a oração. E por aí se quebrou. O abandono da oração arrastou consigo toda a vida. É a altura em que a vida espiritual de Teresa atinge o nível mais baixo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;A vida é sempre o termômetro da oração que existe e da oração que falta. O abandono da oração precipita o desmoronamento espiritual de Teresa, como edifício em ruínas a que se tiram as escoras que o sustenta. Confessará humilde e assustada: “Este foi o mais terrível engano”; “julgo não ter passado perigo tão perigoso”. A sua confissão é uma advertência: que ninguém a siga por este caminho. Que ninguém abandone a oração por ruim e pecador que seja. “Deixar a oração é perder o caminho”. A vida ruim não deve levar ao abandono da oração mas à sua intensificação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Argumento de muitos para o não orar: Amo a Deus mas não tenho tempo para orar. É como se um esposo dissesse à esposa: eu a amo, trabalho o dia todo por ti, mas não tenho tempo para escuta-la, para olha-la, para abraça-la, para estar com você...” É preciso para estar a sós com Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: -5.7pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYCKiX2yEI/AAAAAAAAAx4/2Behkg-o9iU/s1600-h/47947586.P8113111_small.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYCKiX2yEI/AAAAAAAAAx4/2Behkg-o9iU/s320/47947586.P8113111_small.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221363198031480898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;color:black;" &gt;Em uma vida de oração é necessário momentos de oração. Dar algumas  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;" class="Section2"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="color:black;"&gt;paradas com flashes de oração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Section3"&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;color:black;" &gt;A espiritualidade do trabalho é imprescindível numa vida de oração. Faze tudo com amor é estar em comunhão com Deus.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Section4"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="EN-US" style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 51pt 0.0001pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-size:85%;color:black;"  &gt;Extraído do livro “oração, uma história de amizade”, de Maximiliano Herraz Garcia, ed. Loyola.pp 35- 42&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-4519815586966498493?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/4519815586966498493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=4519815586966498493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4519815586966498493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4519815586966498493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_07_01_archive.html#4519815586966498493' title='A coerência entre oração e vida'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYGLC7lzNI/AAAAAAAAAyA/FBpnajtShVA/s72-c/santateresa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-6161735165707664553</id><published>2008-07-10T08:00:00.000-04:00</published><updated>2008-07-10T09:19:57.019-04:00</updated><title type='text'>Pensamentos sobre Nossa Senhora</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYLuIgbNGI/AAAAAAAAAyQ/EE1G5X9lKTw/s1600-h/C%C3%B3pia+de+mary-angels-fade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 199px; height: 299px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYLuIgbNGI/AAAAAAAAAyQ/EE1G5X9lKTw/s320/C%C3%B3pia+de+mary-angels-fade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221373705168041058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;(por São José Maria Escrivá)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 88.35pt; text-indent: -2.85pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 122.55pt; text-align: center; text-indent: -105.45pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" coordsize="21600,21600" spt="75" preferrelative="t" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" filled="f" stroked="f"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:formulas&gt;   &lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;   &lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;   &lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;   &lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;  &lt;/v:formulas&gt;  &lt;v:path extrusionok="f" gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt;  &lt;o:lock ext="edit" aspectratio="t"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_i1025" type="#_x0000_t75" style="'width:127.5pt;"&gt;  &lt;v:imagedata src="file:///C:\DOCUME~1\Nareba\CONFIG~1\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.gif" title="M1508e"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 122.55pt; text-indent: -105.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como gostam os homens de que Ihe&lt;st1:personname st="on"&gt;s r&lt;/st1:personname&gt;ecordem o seu parentesco com personagens da literatura, da política, do exército, da Igreja!... – Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe: Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, Esposa de Deus Espírito Santo... Mais do que tu, só Deus! (Caminho, 496 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      De uma maneira espontânea, natural, surge em nós o desejo de conviver com a Mãe de Deus, que é também nossa mãe; de conviver com Ela como se convive com uma pessoa viva, porque sobre Ela não triunfou a morte; está em corpo e alma junto a Deus Pai, junto a seu Filho, junto ao Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      Para compreendermos o papel que Maria desempenha na vida cristã, para nos sentirmos atraídos por Ela, para desejar a sua amável companhia com filial afeto, não são precisas grandes especulações, embora o mistério da Maternidade divina tenha uma riqueza de conteúdo sobre a qual nunca refletiremos bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      A fé católica soube reconhecer em Maria um sinal privilegiado do amor de Deus. Deus chama-nos, já agora, seus amigos; a sua graça atua em nós, regenera-nos do pecado, dá-nos forças para que, entre as fraquezas próprias de quem é pó e miséria, possamo&lt;st1:personname st="on"&gt;s r&lt;/st1:personname&gt;efletir de algum modo o rosto de Cristo. Não somos apenas náufragos que Deus prometeu salvar; essa salvação já atua em nós. A nossa relação com Deus não é a de um cego que anseia pela luz mas que geme entre as angústias da obscuridade; é a de um filho que se sabe amado por seu Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      Dessa cordialidade, dessa confiança, dessa segurança, nos fala Maria. Por isso o seu nome vai tão direito aos nossos corações. A relação de cada um de nós com a nossa própria mãe pode servir-nos de modelo e de pauta para a nossa intimidade com a Senhora do Doce Nome, Maria. Temos de amar a Deus com o mesmo coração com que amamos os nossos pais, os nossos irmãos, os outros membros da nossa família, os nossos amigos ou amigas. Não temos outro coração. E com esse mesmo coração havemos de querer a Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      Como se comporta um filho ou uma filha normal com a sua Mãe? De mil maneiras, mas sempre com carinho e confiança. Com um carinho que se manifestará em cada caso de determinadas formas, nascidas da própria vida, e que nunca são algo de frio, mas costumes muito íntimos de família, pequenos pormenores diários que o filho precisa de ter com a sua mãe e de que a mãe sente falta, se o filho alguma vez os esquece: um beijo ou uma carícia ao sair ou ao voltar a casa, uma pequena delicadeza, umas palavras expressivas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;      Nas nossa&lt;st1:personname st="on"&gt;s r&lt;/st1:personname&gt;elações com a nossa Mãe do Céu, existem também essas normas de piedade filial, que são modelo do nosso comportamento habitual com Ela. Muitos cristãos tornam seu o antigo costume do escapulário; ou adquirem o hábito de saudar (não são precisas palavras; o pensamento basta) as imagens de Maria que há em qualquer lar cristão ou que adornam a&lt;st1:personname st="on"&gt;s r&lt;/st1:personname&gt;uas de tantas cidades; ou dão vida a essa oração maravilhosa que é o Terço, em que a alma não se cansa de dizer sempre as mesmas coisas, como não se cansam os enamorados, e em que se aprende a reviver os momentos centrais da vida do Senhor; ou então habituam-se a dedicar à Senhora um dia da semana – precisamente este em que estamo&lt;st1:personname st="on"&gt;s r&lt;/st1:personname&gt;eunidos: o sábado – oferecendo-lhe alguma pequena delicadeza e meditando mais specialmente na sua maternidade. (Cristo que passa, 142 )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-6161735165707664553?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/6161735165707664553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=6161735165707664553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/6161735165707664553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/6161735165707664553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_07_01_archive.html#6161735165707664553' title='Pensamentos sobre Nossa Senhora'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/SHYLuIgbNGI/AAAAAAAAAyQ/EE1G5X9lKTw/s72-c/C%C3%B3pia+de+mary-angels-fade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-8309832485404761820</id><published>2008-03-20T12:33:00.003-04:00</published><updated>2008-03-20T12:50:41.838-04:00</updated><title type='text'>A PAIXÃO DOLOROSA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;MEDITAÇÃO SOBRE A PAIXÃO DOLOROSA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;strong&gt;Por São Pio de Pietrelcina - Padre Pio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;Em nome do Pai + e do Filho + e do Espírito Santo.Amém.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;(por-se na presença de Deus...fazer um ato de detestação dos pecados) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Oração Preparatória &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Espírito Divino iluminai a minha inteligência, inflamai o meu coração, enquanto medito na Paixão de Jesus. Ajudai-me a penetrar nesse mistério de amor e sofrimento do meu Deus, que, feito homem sofre, agoniza, morre por mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Meditação : &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Ó Eterno, ó Imortal, descei até nós para sofrer um martírio inaudito, a morte infame sobre a cruz no meio dos insultos, de impropérios e ignomínias, a fim de salvar a criatura que o ultrajou e continua a atolar-se na lama do pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem saboreia o pecado e, por causa do pecado, Deus está mortalmente triste; os tormentos duma agonia cruel fazem-no suar sangue!...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não, não posso penetrar neste oceano de amor e de dor sem a ajuda da vossa graça, ó meu Deus. Abri-me o acesso à mais íntima profundidade do coração de Jesus, para que eu possa participar da amargura que o conduziu ao Jardim das Oliveiras, até às portas da morte — para que me seja dado consolá-lo no seu extremo abandono. Ah! Pudesse eu unir-me a Cristo, abandonado pelo Pai e por Si próprio, a fim de expirar com Ele!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maria, Mãe das Dores, permiti que eu siga Jesus e participe intimamente da sua Paixão e do seu sofrimento!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu Anjo da guarda velai para que as minhas faculdades se concentrem todas na agonia de Jesus e nunca mais se desprendam... No termo da sua vida terrestre, depois de se nos ter inteiramente entregue no Sacramento do seu amor, o Senhor dirige-se ao Jardim das Oliveiras, conhecido dos discípulos, mas de Judas também. Pelo caminho ensina-os e prepara-os para a sua Paixão iminente convida-os, por Seu amor, a sofrer calúnias, perseguições até à morte, para os transfigurar à semelhança dele, modelo divino. No momento de começar a sua Paixão amaríssima, não é nele que pensa; pensa em ti.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que abismos de amor não contém o seu Coração! A sua Santa Face é toda tristeza, toda ternura. As suas palavras jorram da profundidade mais íntima do seu coração, e são todas palpitação de amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;— Ó Jesus, o meu coração perturba-se quando penso no amor que vos obriga a correr ao encontro da vossa Paixão. Ensinastes-nos que não há amor maior que dar a vida por aqueles a quem se ama. Eis que estáis prestes a selar estas palavras com o vosso exemplo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Jardim da Oliveiras, o Mestre afasta-se dos discípulos e só leva três testemunhas da sua Agonia: Pedro, Tiago e João. Eles, que o viram transfigurado sobre o Tabor, terão força para reconhecer o Homem-Deus neste ser, esmagado pela angústia da morte?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar no Jardim disse-lhes: “Ficai aqui! Velai e rezai para não cairdes em tentação. Acautelai-vos, porque o inimigo não dorme. Armai-vos antecipadamente com as armas da oração para não serdes surpreendidos e arrastados para o pecado. É a hora das trevas”. Tendo-os exortado, afastou-se à distância de uma pedrada e prostrou-se com a face em terra. A sua alma está mergulhada num mar de amargura e extrema aflição. É tarde. Na lividez da noite agitam-se sombras sinistras. A Lua parece injetada de sangue. O vento agita as árvores e penetra até aos ossos. Toda a natureza como que estremece de secreto pavor!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ó noite, como nunca houve outra semelhante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis o lugar onde Jesus vem orar. Ele despoja a sua santa Humanidade da força à qual tem direito pela sua união com a Divina Pessoa, e mergulha-a num abismo de tristeza, de angústia, de abjeção. O seu espírito parece submergir-se...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Via antecipadamente toda a sua Paixão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vê Judas, seu apóstolo tão amado, que o vende por alguns dinheiros. Ei-lo a caminho de Getsêmani, para o trair e entregar! Todavia, ainda há pouco não o alimentou com a sua carne, não lhe deu a beber o seu sangue? Prostrado diante dele, lavou-lhe os pés, apertou-os contra o coração, beijou-os com os seus lábios. Que não fez ele para o reter à beira do sacrilégio, ou pelo menos para o levar a arrepender-se! Não! Ei-lo que corre para a perdição... Jesus chora. Vê-se arrastado pelas ruas de Jerusalém onde ainda há alguns dias o aclamavam como Messias. Vê-se esbofeteado diante do sumo-sacerdote. Ouve os gritos: À morte! Ele, o autor da vida, é arrastado como um farrapo de um para outro tribunal. O povo, o seu povo tão amado, tão cumulado de bênçãos, vocifera contra Ele, insulta-o, reclama aos gritos a sua morte, e que morte, a morte sobre a cruz. Ouve as suas falsa acusações. Vê-se flagelado, coroado de espinhos, escarnecido, apupado como falso rei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vê-se condenado à cruz, subindo ao Calvário, sucumbindo ao peso do madeiro, trêmulo, exausto...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ei-lo chegado ao Calvário, despojado das roupas, estendido sobre a cruz, impiedosamente trespassado pelos pregos, ofegante entre indizíveis torturas... Meu Deus! Que longa agonia de três horas, até sucumbir no meio dos apupos da gentalha, ébria de cólera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei-lo com a garganta e as entranhas, devoradas por sede ardente. Para estancar essa sede, dão-lhe vinagre e fel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vê o Pai que o abandona, e a Mãe, aniquilada pela dor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para acabar, a morte ignominiosa no meio de dois ladrões. Um reconhece-o, e pôde salvar-se; o outro blasfema e morre réprobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê Longuinhos, que se aproxima para lhe trespassar o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei-la, consumada, a extrema humilhação do corpo e da alma, que separam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto, cena após cena, passa diante dos seus olhos, apavora-o, acabrunha-o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o primeiro instante tudo avaliou, tudo aceitou. Porque, pois, este terror extremo? É que expôs a sua santa humanidade como escudo, captando os ataques da Justiça, ultrajada pelo pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente vivamente no espírito, mergulhado na maior solidão, tudo o que vai sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tal pecado, tal pena... Está aniquilado, porque se entregou, ele próprio, ao pavor, à fraqueza, à angústia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Parece ter chegado ao auge da dor. Está de rastos, com a face em terra, diante da Majestade do Pai. Jaz no pó, irreconhecível, a santa Face do Homem-Deus, que goza da visão beatífica. Meu Jesus! Não sois Deus? Não sois o Senhor do Céu e da Terra, igual ao Pai? Para que haveis de abaixar-vos até perder todo o aspecto humano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim... Compreendo! Quereis ensinar-me, a mim, orgulhoso, que para entender o Céu devo abismar-me até ao fundo da Terra. É para expiar a minha arrogância que vos deixais afundar no mar da agonia. É para reconciliar o Céu com a Terra que vos abaixais até à terra como se quisesseis dar-lhe o beijo da paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus ergue-se, volve para o céu um olhar suplicante, ergue os braços, reza. Cobre-lhe o rosto mortal palidez! Implora o Pai que se desviou dele. Reza com confiança filial, mas sabe bem qual o lugar que lhe foi marcado. Sabe-se vítima a favor de toda a raça humana, exposta à cólera de Deus ultrajado. Sabe que só ele pode satisfazer a Justiça infinita e conciliar o Criador com a criatura. Quer, reclama que seja assim. A sua natureza, porém, está literalmente esmagada. Insurge-se contra tal sacrifício. Todavia, o seu espírito está pronto à imolação e o duro combate continua. Jesus, como podemos pedir-vos para sermos fortes, quando vos vemos tão fraco e acabrunhado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, compreendo! Tomastes sobre vós a nossa fraqueza. Para nos dardes a vossa força, vos tornastes a vítima expiatória. Quereis ensinar-nos como só em vós devemos depositar confiança, até quando o céu nos parece de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua Agonia, Jesus clama ao Pai: “Se é possível, afasta de mim este cálix”. É o grito da natureza que, prostrada, recorre cheia de confiança ao Céu. Embora saiba que não será atendido, porque não deseja sê-lo, contudo ora. Meu Jesus, por que pedis o que não podeis obter? Que mistério vertiginoso! A mágoa que vos dilacera vos faz mendigar a ajuda e conforto, mas o vosso amor por nós e o desejo de nos levar a Deus vos faz dizer: “Não se faça a minha vontade, mas a tua”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu coração desolado tem sede de ser confortado, tem sede de consolação. Docemente, Ele levanta-se, dá alguns passos vacilantes; aproxima-se dos discípulos; eles, pelo menos, os amigos de confiança, hão de compreender e partilhar da sua mágoa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontra-os mergulhados no sono. De súbito sente-se só, abandonado! “Simão, dormes?” pergunta docemente a Pedro. Tu, que há pouco me dizias que querias seguir-me até à morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira-se para os outros. “Não podeis velar uma hora comigo?”. Uma vez mais, esquece os sofrimentos, não pensa senão nos discípulos: “Velai e orai para não cairdes em tentação!”. Parece dizer “Se me esquecestes tão depressa, a mim, que luto e sofro, pelo menos no vosso próprio interesse, velai e orai!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eles, tontos de sono, mal o ouvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó meu Jesus, quantas almas generosas, tocadas pelos vossos lamentos, vos fazem companhia no Jardim da Oliveiras, compartilhando da vossa amargura e da vossa angústia moral. Quantos corações têm respondido generosamente ao vosso apelo através dos séculos! Possam eles vos consolar e, comparticipando do vosso sofrimento, possam eles cooperar na obra da salvação! Possa eu próprio ser desse número e vos consolar um pouco, ó meu Jesus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus volta ao local da oração e apresenta-se-lhe diante dos olhos um outro quadro bem mais terrível. Desfilam diante dele todos os nossos pecados, nos seus mais ínfimos pormenores. Vê a extrema vulgaridade dos que os cometem. Sabe a que ponto ultrajam a divina Majestade. Vê todas as infâmias, todas as obscenidades, todas as blasfêmias que mancham os corações e os lábios, criados para cantar a glória de Deus. Vê os sacrilégios que desonram padres e fiéis. Vê o abuso monstruoso dos sacramentos, instituídos por Ele para nossa salvação, e que facilmente podem ser causa de nos perdermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem de cobrir-se com toda a lama fétida da corrupção humana. Tem de expiar cada pecado à parte, e restituir ao Pai toda a glória roubada. Para salvar o pecador, tem de descer a esta cloaca. Mas, isto não o detém. Vaga monstruosa, essa lama rodeia-o, submerge-o, oprime-o. Ei-lo em frente do Pai, Deus da Justiça, Ele, Santo dos Santos, vergado ao peso dos nossos pecados, tornando-se igual aos pecadores. Quem poderá sondar o seu horror e a sua extrema repugnância? Quem compreenderá a extensão da horrível náusea, do soluço de desgosto? Tendo tomado todo o peso sobre ele, sem exceção alguma sente-se esmagado por monstruoso fardo, e geme sob o peso da Justiça divina, em face do Pai que permitiu ao Seu filho se oferecesse como vítima pelos pecados do mundo, e se transformasse numa espécie de maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua pureza estremece diante desta massa infame mas ao mesmo tempo vê a Justiça ultrajada, o pecador condenado... No seu coração defrontam-se duas forças, dois amores. Vence a Justiça ultrajada. Mas, que espetáculo infinitamente lamentável! Este homem, carregado com todos os nossos crimes. Ele, essencialmente Santidade, confundido, embora exteriormente, com os criminosos... Treme como um folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para poder afrontar esta terrível agonia abisma-se na oração. Prostrado diante da Majestade do Pai, diz: “Pai, afasta de mim este cálice”. É como se dissesse: “Pai, quero a tua glória! Quero o cumprimento da tua justiça. Quero a reconciliação do gênero humano. Mas não por este preço! Que eu, santidade essencial, seja assim salpicado pelo pecado, ah! não... isso não! Ó pai, a quem tudo é possível, afasta de mim este cálice e encontra outro meio de salvação nos tesouros insondáveis da tua sabedoria. Porém, se não quiseres, que a tua vontade, e não a minha, se faça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez ainda, fica sem efeito a prece do Salvador. Sente a angústia mortal, ergue-se a custo em busca de consolação. Sente como as forças o abandonam. Arrasta-se penosamente até junto dos discípulos. Uma vez mais, encontra-os a dormir. A sua tristeza torna-se mais profunda. E contenta-se simplesmente em os acordar. Sentiram-se confusos? Sobre isto nada sabemos. Só vemos Jesus indizivelmente triste. Guarda para ele toda a amargura deste abandono.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas Jesus, como é grande a dor que leio no teu coração, transbordante de tristeza. Vos vejo afastando-vos dos vossos discípulos, ferido, todo magoado! Pudesse eu dar-vos algum reconforto, consolar-vos um pouco... mas, incapaz de mais nada, choro aos vossos pés. Unem-se às vossas as lágrimas do meu amor e da minha compunção. E elevam-se até ao trono do Pai, suplicando que tenha piedade de nós, que tenha piedade de tantas almas, mergulhadas no sono do pecado e da morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Jesus volta ao lugar onde rezara, extenuado e em extrema aflição. Cai, sim, mas não se prostra. Cai sobre a terra. Sente-se despedaçado por angústia mortal e a sua prece torna-se mais intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pai desvia o olhar, como se Ele fosse o mais abjeto dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me ouvir os lamentos do Salvador:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ao menos as criaturas por causa de quem eu tanto sofro quisessem aproveitar-se das graças obtidas através de tantas dores! Se, ao menos reconhecessem pelo seu justo valor, o preço pago por mim para resgatar e dar-lhes a vida de filhos de Deus! Ah! este amor despedaça-me o coração, bem mais cruelmente do que os carrascos que irão, em breve, despedaçar-me a carne...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê o homem que não sabe, porque não quer saber; e blasfema do Sangue Divino e, o que é bem mais irreparável, serve-se desse Sangue para sua condenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quão poucos o hão de aproveitar, quantos outros correrão ao encontro do próprio extermínio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na grande amargura do Seu coração, continua a repetir: “Quæ utilitas in sanguine meo? Quão poucos aproveitaram o meu Sangue!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento, porém, deste pequeno número basta para afrontar a Paixão e morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada existe, não há ninguém que possa dar-lhe sombra de consolação. O Céu fechou-se para Ele. O homem, embora esmagado ao peso dos pecados, é ingrato e ignora o seu amor. Sente-se submerso num mar de dor e grita no estertor da agonia: “A minha alma está triste até a morte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sangue Divino, que jorras, irresistivelmente do Coração de Jesus, corres por todos os seus poros para lavar a pobre Terra ingrata. Permite-me que eu te recolha, Sangue tão precioso, sobretudo estas primeiras gotas. Quero guardar-te no cálice do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És prova irrefutável deste Amor, única causa de teres sido vertido. Quero purificar-me através de ti, Sangue preciosíssimo! Quero com ele purificar todas as almas, manchadas pelo pecado. Quero oferecer-te ao Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o sangue do seu Filho Bem-Amado que caiu sobre a Terra para a purificar. É o Sangue do seu Filho que ascende ao Seu trono para reconciliar a Justiça ultrajada. A alegria é na verdade muito mais veemente do que a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus chegou então ao fim do caminho doloroso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Ele não quer limitar a torrente do seu amor! É preciso que o homem saiba quanto ama o Homem-Deus. É preciso que o homem saiba até que abismos de abjeção pode levar amor tão completo. Embora a Justiça do Pai esteja satisfeita com o suor do Sangue preciosíssimo, o homem carece de provas palpáveis deste amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus seguirá pois até ao fim: até à morte ignominiosa sobre a cruz. O contemplativo conseguirá talvez intuir um reflexo desse amor que o reduz aos tormentos da santa agonia no Jardim das Oliveiras. Aquele, porém, que vive, entorpecido pelos negócios materiais, procurando muito mais o mundo do que o Céu, deve vê-lo também pelo aspecto externo, pregado à cruz, para que, ao menos, o comova a visão do seu Sangue e a Sua cruel agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. o Seu coração, transbordante de amor, não está ainda contente! Domina-o a aflição, e ora de novo: “Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que eu bebe, faça-se a Tua vontade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste instante, Jesus responde do fundo do seu coração abrasado de amor, ao grito da humanidade que reclama a sua morte como preço da Redenção. À sentença de morte que seu Pai pronuncia no Céu, responde a Terra reclamando a sua morte. Jesus inclina a sua adorável cabeça: “Pai, se este cálice não pode ser afastado, sem que eu o beba, faça-se a Tua vontade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eis que o Pai lhe envia um anjo de consolação. Que alívio pode um anjo oferecer ao Deus da força, ao Deus invencível, ao Deus Todo-Poderoso? Mas este Deus quis tornar-se inerme. Tomou sobre os ombros toda a nossa fraqueza. É o Homem das Dores, em luta com a agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora ao Pai por Si e por nós. O Pai recusa atendê-lo, pois deve morrer por nós. Penso que o anjo se prostra profundamente diante da Beleza eterna, manchada de pó e sangue, e com indizível respeito suplica a Jesus que beba o cálice, pela glória do Pai e pelo resgate dos pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezou assim, para nos ensinar a recorrer ao Céu, unicamente quando as nossas almas estão desoladas como a Sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, a nossa força, virá ajudar-nos, pois que consentiu em tomar sobre os ombros todas as nossas angústias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meu Jesus, é preciso que bebais o cálice até ao fundo! Estais votado à morte mais cruel. Jesus, que nada possa separar-me de vós, nem a vida nem a morte! Se, ao longo da vida, só desejo unir-me ao vosso sofrimento, com infinito amor, ser-me-á dado morrer convosco no Calvário e convosco subir à Glória. Se vos sigo nos tormentos e nas perseguições tornar-me-eis digno de vos amar um dia, no Céu, face a face, convosco, cantando eternamente o vosso louvor em ação de graças pela cruel Paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vede! Forte, invencível, Jesus ergue-se do pó! Não desejou Ele o banquete de sangue com o mais forte desejo? Sacode a perturbação que o invadira, enxuga o suor sangrento da face, e, em passo firme dirige-se para a entrada do Jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde ides, Jesus? Ainda há instantes, não estavas empolgado pela angústia e pela dor? Não vos vi eu, trêmulo, e como que esmagado sob o peso cruel das provações que vão tombar sobre vós? Aonde ides nesse passo intrépido e ousado? A quem vais entregar-vos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Escuta, meu filho. As armas da oração ajudaram-me a vencer; o espírito dominou a fraqueza da carne. A força foi-me transmitida, enquanto orava, e agora eis-me pronto a tudo desafiar. Segue o meu exemplo e arranja-te com o Céu, como eu fiz. Jesus aproxima-se dos apóstolos. Continuam a dormir! A emoção, a hora tardia, o pressentimento de alguma coisa horrível e irreparável, a fadiga — e ei-los mergulhados em sono de chumbo. Jesus tem piedade de tanta fraqueza. “O espírito está pronto, mas a carne é fraca”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus exclama. “Dormi agora e repousai”. Detém-se por instante. Ouvem que Jesus se vai aproximando, e entreabrem os olhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus continua a falar: “Basta. É chegada a hora; eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos; eis que se aproxima o que me há de entregar”. Jesus vê todas as coisas com os seus olhos divinos. Parece dizer: Meus amigos e discípulos, vós dormis, enquanto que os meus inimigos velam e se aproximam para virem prender-me! Tu, Pedro, que há pouco te julgavas bastante forte para me seguir até na morte, também tu dormes agora! Desde o princípio tens-me dado provas da tua fraqueza! Está, porém, tranqüilo. Aceitei sobre mim a tua fraqueza e rezei por ti. Depois de confessares a tua falta, serei a tua força e apascentará os meus rebanhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu, João, também tu dormes? Tu, que acabavas de sentir as pulsações do meu coração, não pudeste velar uma hora comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantai-vos, vamos partir, já não há tempo para dormir. O inimigo está à porta! É a hora do poder das trevas! Partamos. De livre vontade, vou ao encontro da morte. Judas acorre para trair-me, e eu vou ao seu encontro. Não impedirei que se cumpram à risca as profecias. Chegou a minha hora: a hora da misericórdia infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressoam os passos; archotes acesos enchem o jardim de sombras e púrpura. Intrépido e calmo, Jesus avança seguido pelos discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ó meu Jesus, dai-me a vossa força quando a minha pobre natureza se revolta diante dos males que a ameaçam, para que possa aceitar com amor as penas e aflições desta vida de exílio. Uno-me com toda a veemência aos vossos méritos, às vossas dores, à vossa expiação, às vossas lágrimas, para poder trabalhar convosco na obra da salvação. Possa eu ter a força de fugir ao pecado, causa única da vossa agonia, do vosso suor de sangue, e da vossa morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afasteis de mim o que vos desagrada, e imprimi no meu coração com o fogo do vosso santo amor todos os vossos sofrimentos. Abraçai-me tão intimamente, em abraço tão forte e tão doce, que nunca eu possa deixar-vos sozinho no meio dos vossos cruéis sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só desejo um único alívio: repousar sobre o vosso coração. Só desejo uma única coisa: partilhar da vossa Santa Agonia. Possa a minha alma inebriar-se com o vosso Sangue e alimentar-se com o pão da vossa dor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Paixão de Cristo, confortai-me ! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-8309832485404761820?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/8309832485404761820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=8309832485404761820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/8309832485404761820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/8309832485404761820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_03_01_archive.html#8309832485404761820' title='A PAIXÃO DOLOROSA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-5366184403363240073</id><published>2008-02-18T12:24:00.008-04:00</published><updated>2008-02-21T06:26:56.078-04:00</updated><title type='text'>Estamos no Tempo da Quaresma -  Tempo de conversão !</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/R7r9mmjBJCI/AAAAAAAAAkQ/gP_4pj7xqss/s1600-h/banner.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168722361985344546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 532px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px; TEXT-ALIGN: center" height="133" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/R7r9mmjBJCI/AAAAAAAAAkQ/gP_4pj7xqss/s320/banner.JPG" width="398" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Preparação para a Páscoa &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Precisamente por sermos pecadores, ficamos cegos diante de nossos pecados. Satanás quer nos fazer ver que não há mal no que fazemos. Então o coração se endurece, torna-se insensível às exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração. "&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Por isso, como diz o Espírito Santo: "Se escutardes hoje MINHA voz, não endureceis o coração... Atenção irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo..." Hb 3.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. O nos quer livres. O demônio não quer que vejamos nosso pecado. Mas se procurarmos o caminho de Deus tratará de nos acusar com nossos pecados para que nós desanimemos e voltemos atrás. Podemos discernir então a diferença. Deus mostra o pecado para libertar e perdoar; o demônio o esconde mas quando o mostra é para que nos desesperemos. Devemos rejeitar energicamente estes pensamentos e ir à confissão com toda confiança no perdão de Deus. Deus SEMPRE perdoa quando há arrependimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É muito proveitoso fazer exame de consciência diário e também, com toda humildade, e deixar que pessoas próximas de nós nos corrijam. "Se examinássemos a nós mesmos, não seríamos condenados." (1 Cor. 11, 31)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O exame se faz diante de Deus, escutando sua voz na consciência.&lt;br /&gt;Preparação para a confissão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Preparação remota&lt;/span&gt;: Educamo-nos na fé, pelo estudo do Santos Evangelhos, o Catecismo, leitura dos Santos, participação nos ensinamentos... A prática séria do que aprendemos. O exame diário de consciência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Preparação imediata&lt;/span&gt;: O exame de consciência antes de confessar. Vamos a um lugar tranqüilo, preferivelmente diante do sacrário... Só Deus pode iluminar sobre nossa realidade e nos dar os meios para responder à graça. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplamos a vida de Jesus e seu amor manifesto em Sua Cruz. "Contemplai ao que transpassaram" Jo 19:37. Como respondi a tanto amor, a tantas graças?. Examinamos nossa vida diante da lei de Deus. Por isso ajuda ter um exame escrito que nos recorde o que esquecemos. Recordamos que não se trata de sugestões, Deus nos deu MANDAMENTOS. Quebrá-los é quebrar nossa aliança com Deus e cair em pecado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não se trata tão somente de enumerar pecados mas sim de descobrir a atitude do coração e com DOR POR NOSSOS PECADOS, FAZER O FIRME PROPÓSITO DE NÃO VOLTAR A COMETÊ-LOS. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confissão é o meio certo de eu receber o perdão de meus pecados. Foi Jesus quem deu aos sacredotes o poder de perdoar os nossos pecados. Jesus falou: "A quem vocês perdoarem os pecados, os pecados serão perdoados" (Jo 20,19-23). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só a confissão bem feita é que perdoa os pecados. Para a confissão ser bem feita, eu preciso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do EXAME para eu achar os meus pecados;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;do ARREPENDIMENTO para eu ter mágoa de ter desobedecido a Deus (Lc 18,13; Mt 26,75; Lc 15,21);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;do PROPÓSITO e da vontade séria de não querer pecar mais;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;da CONFISSÃO para eu contar meus pecados ao padre;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;da SATISFAÇÃO para eu rezar aquilo que o padre mandar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PECADO ESQUECIDO na confissão fica perdoado se eu fiz bem o Exame de Consciência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PECADO ESCONDIDO na confissão não fica perdoado, eu não posso comungar e tenho de fazer outra confissão. A confissão é nula e comete-se sacrilégio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está errado pôr comida limpa em prato sujo. Está errado receber Jesus num coração sujo de pecado grande. Primeiro a gente lava o prato e depois põe a comida. Primeiro eu tenho de lavar minha alma com uma confissão bem feita e depois ir receber a Jesus na Sagrada Hóstia (São Paulo, 1ª Ep. aos Corínthios, cap. 11, 23-29, nos lembra disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer-se Pecador : &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a culpa" (1Jo 1,8-9). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Exame de Consciência para Antes da Confissão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Examinemos cuidadosamente a nossa consciência, sem ansiedade nem escrúpulo, procurando conhecer a espécie e o número dos pecados cometidos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Sobre a Confissão precedente:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;* Quando foi minha última Confissão?&lt;br /&gt;* Esqueci ou escondi alguma falta grave?&lt;br /&gt;* Deixei de cumprir a penitência imposta?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Mandamentos da Lei de Deus:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;1° Mandamento:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Falei com desprezo ou leviandade de Deus, das coisas santas ou das pessoas consagradas a Deus?&lt;br /&gt;* Li escritos, livros e jornais contrários à religião?&lt;br /&gt;* Tive vergonha de minha fé ou omiti os meus deveres por simples respeito humano?&lt;br /&gt;* Faltei com o devido respeito na igreja, comportando-me mal, conversando sem necessidade, rindo, olhando para todos os lados?&lt;br /&gt;* Comunguei sabendo que estava em pecado mortal?&lt;br /&gt;* Murmurei contra a Divina Providência?&lt;br /&gt;* Assisti a alguma sessão espírita ou reunião herética?&lt;br /&gt;* Consultei cartomantes, feiticeiras ou astrólogos? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;2° Mandamento:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Pronunciei o nome de Deus irreverentemente?&lt;br /&gt;* Blasfemei, isto é, disse palavras injuriosas contra Deus ou os Seus Santos?&lt;br /&gt;* Jurei falso ou sem necessidade?&lt;br /&gt;* Fiz promessas ou votos que não cumpri?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;3° Mandamento (1° e 2° da Igreja):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Deixei de assistir a Missa inteira em Domingo ou festa de guarda?&lt;br /&gt;* Cheguei atrasado à Missa?&lt;br /&gt;* Em que ponto?&lt;br /&gt;* Saí da igreja antes do fim da Missa?&lt;br /&gt;* Em que momento?&lt;br /&gt;* Trabalhei em dia de Domingo ou santificado?&lt;br /&gt;* Por quanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;4° Mandamento:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Deveres dos pais:&lt;br /&gt;* Tenho faltado com a atenção e solicitude devida aos meus filhos?&lt;br /&gt;* Deixei de corrigi-los?&lt;br /&gt;* Corrigi-los em excesso ou injustamente?&lt;br /&gt;* Negligenciei dar a eles uma boa educação cristã, ensinando-os a rezar e conhecer os elementos da religião e mandando-os para uma boa escola?&lt;br /&gt;* Confiei-os a pessoa cuja influência possa ser prejudicial?&lt;br /&gt;* Opus-me injustamente a que seguissem sua vocação?&lt;br /&gt;* Dei a eles mau exemplo?&lt;br /&gt;* Deixei de vigiar suas leituras (maus livros, maus jornais e revistas) ou programas assistidos (contrários à Fé e à Moral)?&lt;br /&gt;* Deixei que frequentassem locais (casas, oficinas, teatros, cinemas, reuniões, festas...) onde corresse perigo sua fé e virtude?&lt;br /&gt;Deveres dos filhos:&lt;br /&gt;* Faltei com o respeito e a veneração devidos aos meus pais e avós?&lt;br /&gt;* Desejei-lhes mal?&lt;br /&gt;* Fui causa de tristeza para eles?&lt;br /&gt;* Quis ameaçá-los?&lt;br /&gt;* Quis bater neles?&lt;br /&gt;* Maltratei meus irmãos e irmãs?&lt;br /&gt;* Tenho ciúmes deles?&lt;br /&gt;* Fiz queixa deles para que fossem castigados?&lt;br /&gt;* Faltei com o respeito a meus pais, por palavras, ares de pouco caso, injúrias ou envergonhando-me deles?&lt;br /&gt;* Desobedeci a eles?&lt;br /&gt;* Deixei-os zangados?&lt;br /&gt;* Deixei de assistir a suas necessidades, de rezar ou mandar rezar em sua intenção, tanto em vida quanto depois da morte?&lt;br /&gt;* Fui respeitoso e obediente com os meus professores?&lt;br /&gt;* Fui educado para com meus empregados?&lt;br /&gt;Deveres dos superiores (patrões, oficiais das Forças Armadas, executivos, etc.):&lt;br /&gt;* Faltei com a justiça, não pagando o salário devido ou castigando injustamente?&lt;br /&gt;* Recusei a meus subalternos a liberdade de cumprirem seus deveres com a Igreja Católica Apostólica Romana?&lt;br /&gt;* Deixei de instruí-los na verdadeira Fé?&lt;br /&gt;* Deixei de vigiar a fé e os costumes de meus subalternos?&lt;br /&gt;* Dei a eles maus exemplos?&lt;br /&gt;* Fui áspero, desconfiado, caprichoso, altivo, desdenhoso?&lt;br /&gt;Deveres dos inferiores (empregados, operários, soldados):&lt;br /&gt;* Faltei com a justiça, não cumprindo as obrigações de meu ofício?&lt;br /&gt;* Faltei com o respeito a meus superiores?&lt;br /&gt;* Causei-lhes dano com críticas injustas?&lt;br /&gt;* Abusei da confiança deles?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;5° Mandamento:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Tive ódio do meu próximo ou desprezei-o?&lt;br /&gt;* Desejei-lhe mal?&lt;br /&gt;* Que mal?&lt;br /&gt;* Fui áspero com os infelizes, os fracos, os pequenos?&lt;br /&gt;* Recusei o perdão das injúrias, dos danos e dos aborrecimentos que me causaram?&lt;br /&gt;* Existe alguém a quem, por ódio ou por rancor, eu recuse a palavra ou o serviço?&lt;br /&gt;* Maltratei alguém ou lhe causei dano na vida ou na saúde?&lt;br /&gt;* Semeei discórdias, espalhando boatos falsos ou verdadeiros?&lt;br /&gt;* Induzi o próximo ao mal?&lt;br /&gt;* De que maneira?&lt;br /&gt;* Escandalizei alguém com maus conselhos e maus exemplos?&lt;br /&gt;* Desviei alguém dos seus deveres?&lt;br /&gt;* Emprestei maus livros, maus jornais ou revistas, más fitas de vídeo, que facilitem e induzam ao pecado?&lt;br /&gt;* Deixei de impedir o mal, podendo fazê-lo?&lt;br /&gt;* Expus a minha vida por imprudência, vaidade ou falta dos devidos cuidados?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;6° e 9° Mandamentos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Consenti em pensamentos ou desejos contrários à pureza?&lt;br /&gt;* Falei, li, vi ou escutei, de propósito, indecências?&lt;br /&gt;* Cantei ou ouvi cantar músicas obscenas?&lt;br /&gt;* Consenti em olhares ou ações indecentes?&lt;br /&gt;* Usei roupas indecentes?&lt;br /&gt;* Fiz leituras ou assisti a filmes indecentes, levianos ou maus?&lt;br /&gt;* Expus-me a ocasiões das quais deveria fugir?&lt;br /&gt;* Frequentei festas, bailes, espetáculos ou cinemas perigosos ou imorais?&lt;br /&gt;* Pratiquei atos que não devem ser praticados fora do casamento?&lt;br /&gt;* Namorei com alguém, sem vistas ao casamento?&lt;br /&gt;* Cometi atos imorais comigo mesmo ?&lt;br /&gt;* Cometi atos imorais com o próximo ? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;7° e 10° Mandamentos&lt;/span&gt;:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* Causei dano aos bens do próximo?&lt;br /&gt;* Retive o que não me pertencia ou aproveitei-me disso?&lt;br /&gt;* Deixei de reparar o dano causado aos bens do próximo?&lt;br /&gt;* Negligenciei pagar minhas dívidas?&lt;br /&gt;* Guardei objetos encontrados, sem procurar o legítimo dono?&lt;br /&gt;* Desejei apossar-me injustamente dos bens alheios?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;8° Mandamento:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* Suspeitei ou pensei mal do próximo sem motivo?&lt;br /&gt;* Falei mal do próximo, tendo ou não razão, de modo a causar-lhe dano à reputação ou aos bens?&lt;br /&gt;* Induzi os outros à calúnia (dizer que alguém cometeu um mal que na verdade não cometeu) ou à maledicência (dizer que alguém cometeu um mal realmente cometido)?&lt;br /&gt;* Ultrajei o meu próximo com injúrias, ares desdenhosos ou zombarias?&lt;br /&gt;* Menti e com isso causei dano?&lt;br /&gt;* Fui indiscreto, descobrindo coisas que devia calar, lendo ou abusando de cartas dirigidas aos outros?&lt;br /&gt;* Reparei o dano causado?&lt;br /&gt;Mandamentos da Santa Igreja:&lt;br /&gt;* Deixei de me confessar ou de comungar na Páscoa?&lt;br /&gt;* Deixei de jejuar conforme manda a Igreja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Pecados capitais:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Orgulho:&lt;br /&gt;* Desprezei gravemente meu próximo por orgulho?&lt;br /&gt;* Fiquei ofendido por pouca coisa ou me deixei dominar pelo mau humor?&lt;br /&gt;* Tive pensamentos vaidosos?&lt;br /&gt;* Afastei o próximo, os pobres, os indefesos, falando com eles de cima para baixo e sem consideração?&lt;br /&gt;* Passei tempo demais escolhendo roupas, penteados ou maquiagens?&lt;br /&gt;* Me preocupei demais com o que os outros pensariam de minha aparência?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Avareza:&lt;br /&gt;* Tenho muito apego ao dinheiro?&lt;br /&gt;* Deixei de dar uma esmola que eu tinha condições de dar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Inveja:&lt;br /&gt;* Fiquei feliz com a desgraça dos outros?&lt;br /&gt;* Fiquei triste ao ver o bem que acontece aos outros?&lt;br /&gt;* Invejei o meu próximo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Gula:&lt;br /&gt;* Comi ou bebi mais que a minha fome real?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Cólera:&lt;br /&gt;* Fui impaciente ou violento?&lt;br /&gt;* Encolerizei-me?&lt;br /&gt;* Guardo rancor?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Preguiça:&lt;br /&gt;* Deixei de cumprir os meus deveres religiosos?&lt;br /&gt;* Deixei de cumprir as minhas obrigações de estudo ou trabalho?&lt;br /&gt;* Deixei de ajudar a quem me pediu, por preguiça apenas?&lt;br /&gt;* Tenho sido vadio ou desocupado?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Obras de Misericórdia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;-Corporais: caridade com doentes/famintos/sedentos/presos/nus/forasteiros Enterrar os mortos. Vejo estes como irmãos pelos quais me entrego?.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;-Espirituais: dar bom conselho/ corrigir/ perdoar (guardo algum ressentimento?)/ consolar/ sofrer com paciência as moléstias do próximo/ rezar pelos vivos e os mortos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;-Estou atento à dor alheia?; Faço a acepção de pessoas segundo sua aparência? -Vivo em simplicidade?; -Imito a Cristo que foi pobre?, sou livre de apegos materiais?-Isto se reflete em minha atitude nas compras?; deixo-me levar por desejos?; quais?-Coopero com as obras da Igreja com verdadeiro sacrifício e amor, tenho caridade com os pobres doando ou ajudando-os em suas necessidades ?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;-Me esforço de todo coração para que Cristo seja conhecido e amado por todos?-Estou em comunhão com o espírito missionário da Igreja?-Levo a minhas amizades ao Senhor ou deixo que elas me arrastem ao mundo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Bem-aventuranças (Mateus 5, 1-2)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;-Fui pobre de espírito, livre de apegos?,-Fui manso, paciente, edificando com os meios Santos?-Chorei diante dos pecados que ofendem a Deus?-Ttive fome e sede de justiça?-Fui misericordioso?-Fui limpo de coração, puro de pensamento?-Trabalho pela paz, em minha pessoa, lar, grupo, mundo?-Sofro com alegria ao ser perseguido por causa da justiça (como reajo diante das critica "injustas" ou incompreensões?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Ato de Contrição:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração de Vos Ter ofendido e merecido o Inferno; e proponho firmemente, ajudado com os auxílios de Vossa Divina Graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender; e espero alcançar o perdão de minhas culpas por Vossa infinita misericórdia. Amém.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Fontes :&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;1 - Aci Digital &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;2 -&lt;span style="color:#666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.filhoddedeus.hpg.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;filhoddedeus.hpg.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Jejum não dói!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Penitência! Penitência! Se não fizerdes penitência, todos vós perecereis”. Assim pregou o Divino Mestre, e a Igreja o repete aos fiéis, agora, no tempo santo da Quaresma. Na quarta-feira de cinzas, o sacerdote, deitando sobre nossas cabeças o pó, lembra-nos o que somos e o que seremos. “Memento homo quia pulvis es et in pulverem reverteris. Lembra-te, homem, que és pó e em pó te hás de tornar”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É o pensamento da morte eficaz para nos ajudar a fazer penitência. Que valemos? Que somos? Oh! Se soubéssemos meditar tão grande verdade, não seríamos tão insensatos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pensamento da morte converteu Santa Margarida de Cortona, São Francisco Borja e os fez grandes heróis da santidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Duas vezes a Liturgia da Igreja nos convida à meditação da morte — na quarta-feira de Cinzas e em Finados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo ri-se da penitência, porque não a compreende. É insensato, não pensa e despreza o que é eterno. O homem animal, diz São Paulo, não percebe as coisas do espírito e de Deus. É de se estranhar que despreze e odeie a penitência?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a conquista do céu não há outro meio a nós, pobres pecadores. Há só dois caminhos para a salvação eterna. Inocência ou penitência. Somos inocentes? Então? Resta-nos a tábua da penitência para que nos salvemos neste naufrágio de tantas e tamanhas misérias e pecados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja reserva-nos o tempo da Quaresma para a reparação de nossos pecados na oração e no jejum. Jejum não mata a ninguém. Estas meninas de regime para emagrecimento elegante jejuam rigorosamente por vaidade, por tolice mundana. E por amor de Deus, e para a salvação? Não admitem uma simples abstinência de carne.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai de vós! Diz lá o Evangelho que perecereis. Omnes vos similiter peribitis. Todos perecereis. E a vossa perdição será eterna. Cuidado! O jejum é penitência eficaz, abranda as revoltas da carne, purifica nossa alma, enche-nos de graças. Na Quaresma se há de jejuar. É preceito da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem penitência o pecador não se salva. E não é tão grande penitência o jejum preceituado pela Igreja! Um leve sacrifício para reparação de enormes pecados!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muita gente delicada e mole se horroriza com o jejum. É a legião dos inimigos da cruz de Jesus Cristo no expressivo dizer de São Paulo. E quando não insultam a Igreja e combatem o jejum, certos cristãos, de idéias pagãs e gozadores da vida, arranjam a desculpa de que é prejudicial à saúde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está o cemitério povoado de gulosos e dos que passaram para a eternidade após os excessos de banquetes e bebedeiras. Pouca gente morre de fome, e muita de indigestão. Que o digam os médicos e os coveiros. Vida de jejuns e penitências levam os monges, e morrem velhinhos e de cabelos brancos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cartuxos, por exemplo, não comem carne nem quando enfermos. Durante oito meses do ano comem uma só vez ao dia. Toda sexta-feira jejuam a pão e água. Apesar disto gozam ótima saúde. E dizem os médicos, e está provado com fatos: “Na Cartuxa as enfermidades são raras e a longevidade freqüente”. Urbano V quis mitigar os rigores da Regra cartuxa, por julgá-la excessiva em austeridades e talvez insuportável. Os monges pediram a Sua Santidade que não suavizasse a velha regra de São Bruno. E para provar que não prejudicavam a saúde, nem abreviavam a vida os jejuns de Cartuxa, mandaram a Roma uma comissão de vinte e sete cartuxos, dos quais o mais jovem contava apenas... oitenta e oito anos... Diante disto, o Papa cedeu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ó delicados cristãos, inimigos da cruz e do jejum; não haverá perigo: o jejum da Quaresma não vos matará! O jejum é medicinal, evita muita moléstia, descansa o estômago, faz bem à alma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não vos assuste a ligeira penitência da Quaresma. Outrora, nos tempos de mais heroísmo e de fé, jejuava-se na Quaresma a pão e água nas sextas-feiras.&lt;br /&gt;Hoje está o jejum mitigado e tão suave! Pois, ainda assim, não o querem fazer! Ressoe aos vossos ouvidos delicados a voz do Evangelho: Se não fizerdes penitência... perecereis. E... todos... todos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Do livro Variações do ‘Meu Cantinho’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Monsenhor Ascânio Brandãopágs. 212-214 - Ed. Vozes, 1951&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;O Valor da Santa Missa &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Autor: Pe. Martinho de Cochem - (Rito Tridentino)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Fonte: Agnus Dei &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Entre todos os mistérios do Senhor, a meditação que nos é mais útil e merece de nossa parte mais reconhecimento e veneração, é a Paixão dolorosa, pela qual fomos resgatados. Os santos Padres dizem, a este respeito, coisas sublimes e garantem, da parte de Deus, grande recompensa às almas que nela meditam com fervor.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há muitos modos para bem honrar a Paixão: contudo, nenhum parece mais perfeito do que a piedosa assistência à santa Missa, visto que a Paixão e a Morte do Salvador se renovam no altar. Com efeito, na Missa, tudo recorda, tudo simboliza a Paixão. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A Cruz encima o altar. Por toda a parte, vê-se o sinal da Cruz; é marcado cinco vezes sobre a pedra sagrada. Impresso sobre a Hóstia. Desenhado no missal, na página que precede o cânon. Bordado sobre o amicto, o manípulo, a estola, a casula.Gravado na patena, no pé do cálice.O sacerdote o faz dezesseis vezes sobre si mesmo, e vinte e nove vezes, sobre a oferenda. Quantos indícios do renovamento do Sacrifício da Cruz! §1. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;De que maneira Jesus Cristo renova sua Paixão? Embora Nosso Senhor tenha dito na última Ceia: "Fazei isto em memória de mim", contudo o Sacrifício da Missa não é uma simples memória, porém a renovação da Paixão. A Igreja ensina: "Se alguém disser que o Sacrifício da Missa é apenas a lembrança do Sacrifício consumado na Cruz, seja anatematizado". E noutra parte: "No divino Sacrifício está presente e imolado, de modo incruento, o mesmo Cristo que se ofereceu uma vez, de modo cruento, sobre o altar da Cruz". &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Este testemunho, por si, deveria bastar, pois que somos obrigados a crer tudo o que a Santa Igreja nos ensina. Entretanto, a Igreja explica-se da forma seguinte:"A vítima que se oferece pelo ministério do sacerdote, é a mesma que foi oferecida na Cruz; somente difere a forma de oferece-la". Sobre a Cruz, Jesus Cristo foi imolado, de modo cruento, pelas mãos sacrílegas dos carrascos; no altar, imola-se pelo ministério dos sacerdotes, de modo místico. A Igreja emprega muitas vezes, no missal, a palavra "imolar". &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Santo Agostinho serve-se dela igualmente:"Jesus Cristo foi imolado, uma vez, de maneira cruenta, sobre a Cruz; é agora imolado cada dia, sacramentalmente, pela salvação do povo" (Epist. Ad Bonifac). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Esta expressão é notável e acha-se, mais de cem vezes, na Escritura Sagrada para designar a oblação dos animais. Se a Igreja se serve dela a respeito da santa Missa, é para indicar que o Santo Sacrifício não consiste somente na pronunciação das palavras da consagração nem na elevação das espécies sacramentais, mas na imolação verdadeira, embora mística, do divino Cordeiro. "A Paixão de Cristo é o próprio sacrifício que oferecemos" diz São Cipriano (Epist. Ad Caeciliam). Em outros termos: "Quando celebramos a santa Missa, renovamos todas as cenas da Paixão de Cristo". &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;São Gregório é ainda mais explícito: "Aquele que ressuscitou dentre os mortos, diz ele, não morre mais; entretanto, sofre ainda por nós, de maneira misteriosa, no santo Sancrifício da Missa" (Homilia 137). Teodoreto não é menos claro: "Não oferecemos outro sacrifício senão o que foi oferecido sobre a Cruz" (In cap. 8 Hebr.). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Vida de Oração &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Senhor, ensina-nos a orar! (Lc 11,1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mestre convence mais pela vida do que pelas palavras.Os discípulos de Jesus estavam convencidos que valia a pena orar como o seu Mestre.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi na mais bela oração do cristianismo - o Pai Nosso - que muitos místicos e mestres de oração beberam a essência desta arte incomparável que se chama ORAÇÃO. Arte que não depende da habilidade humana, mas do auxílio sobrenatural do Espírito Santo que ora em nós com gemidos inefáveis: "Abbá, ó Pai".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Santa Teresa de Jesus, considerada uma grande mestra de oração, disse um dia às suas carmelitas que lhe pediram que as ensinasse a orar: "Chegai-vos para junto deste Mestre,&lt;br /&gt;muito determinadas a aprender o que vos ensina e Ele fará com que sejais boas discípulas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Olhai as palavras que diz aquela boca divina: logo à primeira (Pai nosso)&lt;br /&gt;entendereis o amor que nos tem." (CP 26,11)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Noutro texto, para mostrar que nenhuma limitação poderá impedi-las de orar, Santa Teresa sintetizou numa pequena frase imortal um tratado de oração:&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;"Orar não consiste em pensar muito, mas sim em amar muito."&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;"Falar do Carmelo é falar de "oração", e oração silenciosa, em solidão com Deus só. Para que esta vida de oração e contemplação do Deus vivo seja possível e plena, Santa Teresa organizou a vida das carmelitas firmada em alguns pontos essenciais. No seu livro "Caminho de Perfeição" a Santa apresenta a humildade, o esquecimento de si ou desapego como elementos básicos para uma vida de oração. Formando pequenas comunidades orantes, onde todas "devem se amar, se querer, se ajudar", Teresa apresentou à Igreja de seu tempo e de todos os tempos uma forma de vida contemplativa capaz de renovar o interior e assim renovar toda a Igreja.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;" O carmelita secular deve ser um apaixonado por Deus, desejoso de buscar o seu rosto e contemplá-lo no silêncio da oração; alimentar sua vida espiritual na fonte genuína da Palavra de Deus, que, segundo a Regra, deve ser meditada dia e noite. Um conhecedor profundo dos escritos dos místicos do Carmelo para poder difundir, com conhecimento, amor e competência, a espiritualidade carmelitana."&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;" O carmelita descalço secular é aquele que, como Elias, “revoltado com as novas idolatrias”, destrói os ídolos e toma o caminho do deserto, até chegar à montanha de Deus, o Horeb, para buscar ao Senhor. (Frei Patrício Schiadini - " O mundo é meu Carmelo - Ed Loyola)&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-5366184403363240073?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/5366184403363240073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=5366184403363240073' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/5366184403363240073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/5366184403363240073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_02_01_archive.html#5366184403363240073' title='Estamos no Tempo da Quaresma -  Tempo de conversão !'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/R7r9mmjBJCI/AAAAAAAAAkQ/gP_4pj7xqss/s72-c/banner.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-1451504537136920395</id><published>2008-01-10T18:20:00.000-03:00</published><updated>2008-01-10T18:27:01.370-03:00</updated><title type='text'>Espiritualidade Carmelitana</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/R4aNhRnCm8I/AAAAAAAAAgQ/SqCTNpSoQyY/s1600-h/70txt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153962426374462402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/R4aNhRnCm8I/AAAAAAAAAgQ/SqCTNpSoQyY/s320/70txt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A coerência entre oração e a vida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Autor: Pe. Valdo Bartolomeu de Santana&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“TUA VIDA FALA TÃO ALTO QUE NÃO CONSIGO OUVIR TUAS PALAVRAS”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É certo que, quanto mais limpa e comprometidamente se viva a vocação cristã, tanto mais fácil se tornará o exercício da oração àqueles que não têm capacidade para discorrer sobre os mistérios da fé. Mas, em linha de verdade, cada dificuldade afeta profundamente a todos, porque surge da própria essência da oração, concebida como amizade. Ser amigo para tornar praticável o fazer amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dez primeiros capítulos da Autobiografia de Santa Teresa de Ávila, sobressai uma afirmação clara: a oração, a que se entregou, sem dúvida, com decisão, não consegue conquistar a sua vida. Pelo menos,na medida das exigências mais elementares da amizade: doação totalitária, não pactuar com a mediocridade. A oração reduzia-se a uns tempos, mais ou menos longos, e até mais ou menos intensos, de trato amistoso com Deus. Reconhece comsimplicidade que “as suas deter-minações e desejos – por aquele momento, digo – estavam firmes”. Determinações de ser, de corres-ponder ao amor com amor. Mas não tinha continuidade. “Não bastavam determinações”para não voltar a cair quando me punha na ocasião. Conclui, com razão: “Pareciam-me ser lágrimas enganosas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê? Dá no alvo quando escreve: “todo o mal vinha de eu não cortar. Concretamente, em guardar todo o seu amor para Deus. “Com isto se remediava tudo.” Porque andava escrava. Sobre isto não faltava luz à sua consciência. “E quão atada me via para não me determinar a dar-me de todo a Deus”. Optou pelo caminho da “maioria”: rebaixar o nível de exigências, contemporizando com os pedidos da natureza. Exprime-se assim: “Parecia-me melhor ainda andar com os demais - ... – e rezar o que estava obrigada, e vocalmente, e não ter oração mental e tanto trato com Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando exortar os seus discípulos a darem-se incondicionalmente e com totalidade, se querem chegar à contemplação, isto é, a uma verdadeira e íntima união com Deus, apresentará o seu testemunho: “Assim, pois, filhas, se quereis que vos diga o caminho para chegar à contemplação...” empenhai-vos na reforma da vossa vida – “prática de virtudes”- , caso contrário, “eu vos asseguro e a todas as pessoas que pretendem este bem ( e bem pode ser que me engane, porque julgo por mim que o procurei vinte anos), que não chegareis à verdadeira contemplação”. Fecha o caminho da oração quem não se conforma às exigências do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresa de Jesus dedicava-se à oração. Muita oração. As monjas viam-na apartar-se “muitas vezes à solidão a rezar e ler muito”.Mas não vivia a oração (fato relacionado à sua vida, antes da Reforma). Consagrava-lhes tempos, mas não era orante. Não há motivos para continuar a descrever do que se trata e até onde chegou Teresa pelo “caminho da maioria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-nos de experiência de “ataduras”,“escravidão”, “cegueira”. De querer “tratar com Deus e com o mundo”. Coisa impossível, a luta titânica por “juntar estes dois contrários, tão inimigos um do outro, como são vida espiritual e contentos e gostos e passatempos sensíveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com frase insuperável: “Procurava... ter oração e viver a vida. O resultado era desolador: “Nem gozava de Deus nem achava contentamento no mundo”. Uma situação assim não pode sustentar-se por muito tempo. A oração não ganha a vida. E a vida começa a minar a oração. A corda sempre se quebra pelo lado mais fraco. E, no caso de Teresa, o lado mais fraco era a oração.E por aí se quebrou. O abandono da oração arrastou consigo toda a vida. É a altura em que a vida espiritual de Teresa atinge o nível mais baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é sempre o termômetro da oração que existe e da oração que falta. O abandono da oração precipita o desmoronamento espiritual de Teresa, como edifício em ruínas a que se tiram as escoras que o sustêm. Confessará humilde e assustada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este foi o mais terrível engano”; “julgo não ter passado perigo tão perigoso”. A sua confissão é uma advertência: que ninguém a siga por este caminho. Que ninguém abandone a oração por ruim e pecador que seja. “Deixar a oração é perder o caminho”. A vida ruim não deve levar ao abandono da oração mas à sua intensificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peçamos a Nossa Senhora do Carmo a graça da nossa perseverança no caminho da oração, para sermos bons e fiéis irmãos e irmãs terceiros carmelitas. Salve Maria !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-1451504537136920395?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/1451504537136920395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=1451504537136920395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/1451504537136920395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/1451504537136920395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2008_01_01_archive.html#1451504537136920395' title='Espiritualidade Carmelitana'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/R4aNhRnCm8I/AAAAAAAAAgQ/SqCTNpSoQyY/s72-c/70txt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-5402227083662238034</id><published>2007-12-06T06:35:00.000-03:00</published><updated>2007-12-06T06:51:39.801-03:00</updated><title type='text'>A Imaculada Conceição - Estudo Católico...Leia na íntegra</title><content type='html'>&lt;a href="http://campus.udayton.edu/mary/images/MaurLourdes.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 380px; TEXT-ALIGN: center" height="563" alt="" src="http://campus.udayton.edu/mary/images/MaurLourdes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt; IMACULADA CONCEIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15).“Não foi Adão o seduzido, mas a mulher” (1Tm 2,14)“Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4).No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher.; portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;São Leão Magno, Papa do século V e doutor da Igreja, afirma:“O antigo inimigo, em seu orgulho, reivindicava com certa razão seu direito à tirania sobre os homens e oprimia com poder não usurpado aqueles que havia seduzido, fazendo-os passar voluntariamente da obediência aos mandamentos de Deus para a submissão à sua vontade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Era portanto justo que só perdesse seu domínio original sobre a humanidade sendo vencido no próprio terreno onde vencera”.O Senhor antecipou para Maria, a “bendita entre todas as mulheres”, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto da Redenção de Jesus. E Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.Como disse o cardeal Suenens:“A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O cardeal Bérulle explica assim:“Para tomar a terra digna de trazer e receber seu Deus, o Senhor fez nascer na terra uma pessoa rara e eminente que não tomou parte alguma no pecado do mundo e está dotada de todos os ornamentos e privilégios que o mundo jamais viu e jamais verá, nem na terra e nem no céu” (Temas Marianos, p. 307).O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça...” (Lc 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada. Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz:“Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.Em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano. Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício e, em 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.S. Luiz de Montfort: “Neste seio virginal, Deus preparou o “paraíso do novo Adão” (TVD, n. 18).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja (†1787), disse:“Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (GM, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (GM, p. 209).S&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;. Bernardino de Sena (†1444): “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).S. Tomas de Vilanova († 1555), espanhol, disse:“Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (GM, p. 211).S. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Anselmo, bispo e doutor da Igreja († 1109):“Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”“A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).S. Afonso de Ligório afirma:“O espírito mau buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Mas louvado seja Deus! O Senhor a previniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM p. 210).Nenhum de nós pode escolher sua Mãe; Jesus o pode. Pergunta S. Afonso: “Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus” (GM, p. 213).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Santo Tomás de Aquino: “Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça a tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial; caso contrário, a ignomínia da Mãe passaria para o Filho” (GM, p. 215).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja (†430):“Nem se deve tocar na palavra “pecado” em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (GM, p. 215).Maria é aquilo que disse o salmista:“O Altíssimo santificou seu tabernáculo; Deus está no meio dele” (Sl 45,5); ou ainda: “A santidade convém à Vossa casa, Senhor” (Sl 42,6).S. Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja, pergunta:“Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (GM, p. 216). Assim Deus jamais permitiu que seu inimigo tocasse naquela em que Ele seria gerado homem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;S. Bernardino de Sena ensina que Jesus veio para salvar a todos, inclusive Maria. Contudo, há dois modos de remir: levantando o decaído ou preservando-o da queda. Este último modo Deus aplicou a Maria.Se é pelo fruto que se conhece a árvore (Mt 7,16-20), então, como o Cordeiro foi sempre imaculado, sempre pura também foi Sua Mãe, é a conclusão dos santos.Afirma S. Afonso: “Se conveio ao Pai preservar Maria do pecado, porque Lhe era Filha, e ao Filho porque Lhe era Mãe, está visto que o mesmo se há de dizer do Espírito Santo, de quem era a Virgem Esposa” (GM, p. 218).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;S. Tomás: ”O Espírito Santo descerá sobre ti’ (Lc 1,35). Ela é portanto o templo do Senhor, o sacrário do Espírito Santo, porque por virtude dele se tornou Mãe do Verbo Encarnado”, (GM, p. 218).Podendo o Espírito Santo criar Sua Esposa toda bela e pura, é claro que assim o fez. É dela que fala: “És toda formosa minha amiga, em ti não há mancha original” (Ct 4,7). Chama ainda Sua Esposa de “jardim fechado e fonte selada” (Ct 4,12), onde jamais os inimigos entraram para ofendê-la.“Estão comigo um sem número de virgens, mas uma só é a minha pomba, minha imaculada” (Ct 6,8-9).“Ave, cheia de graça!” Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Assim “a graça santificou não só a alma mas também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno”, afirma S. Tomás (GM, p. 220).O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um marco fundamental da fé porque, entre outras coisas, define claramente a realidade do pecado original, às vezes contestado por alguns teólogos modernos, em discordância com o Magistério da Igreja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O Catecismo da Igreja Católica afirma:“Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de Seu Filho. ‘Cheia de graça’, ela é o fruto mais excelente da Redenção desde o primeiro instante de sua concepção; foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de sua vida” (§ 508).A própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Em 27 de novembro de 1830, Nossa Senhora apareceu a &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;S. Catarina Labouré, na Capela das filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, e lhe pediu para mandar cunhar e propagar a devoção à chamada “Medalha Milagrosa”, precisamente com esta inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Quantas graças essa devoção tem espalhado pelo mundo!Em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu Nome a Santa Bernadette, mas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela: “Eu sou a Imaculada Conceição”. (“Je suis le imaculé concepcion »). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;A partir daí, o padre Peyramale, que era o Cura de Lourdes, passou a acreditar nas aparições de Maria à pobre Bernadette, e com ele toda a Igreja.Oração que os cristãos do Egito já lhe dirigiam no século III:“Debaixo de vossa proteção nos refugiamos, ó Santa Mãe de Deus. Não desprezeis nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Maria, Imaculada, rogai por nós”.Oração de São Bernardo (1090-1153), abade e doutor da Igreja, o poeta apaixonado de Maria, em seu famoso “Sermão sobre o Missus est”:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;“Ó tu, quem quer que sejas, que nas correntezas deste mundo te apercebas: antes ser arrastado entre procelas e tempestades do que andando sobre a terra, desviares os olhos desta Estrela, se não queres afogar-te nessas águas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Se se levantam os ventos das tentações, se cais nos escolhos dos grandes sofrimentos, olha a Estrela, invoca Maria. Se as iras, ou avareza, ou os prazeres carnais se abaterem sobre tua barca, olha para Maria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Se, perturbado pelas barbaridades de teus crimes, se amedrontado pelo horror do julgamento, começas a ser sorvido em abismos de tristeza e desespero, pensa em Maria.Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, olha para a Estrela, pensa em Maria, invoca Maria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Que ela não se afaste de teus lábios, não se afaste de teu coração.E, para que possas pedir o auxílio de sua oração, não esqueças o exemplo de sua vida. Seguindo-a, não te desviarás; suplicando-lhe, não desesperarás; pensando nela, não errarás. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, não terás medo; se ela te conduzir, não te fatigarás; se estiver do teu lado, chegarás ao fim. E assim experimentarás em ti mesmo quanto é verdade aquilo que foi dito: “E o nome da Virgem era Maria” .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;fonte : Editora Cleofas / Aula do dia: 07/12/2006 - Imaculada Conceição&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-5402227083662238034?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/5402227083662238034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=5402227083662238034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/5402227083662238034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/5402227083662238034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2007_12_01_archive.html#5402227083662238034' title='A Imaculada Conceição - Estudo Católico...Leia na íntegra'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-4148641776650156980</id><published>2007-11-13T12:07:00.001-03:00</published><updated>2007-11-13T12:11:49.165-03:00</updated><title type='text'>Doutrina Católica sobre o Purgatório</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/Rzm-cwn0zvI/AAAAAAAAAUE/kFrIUB9lZog/s1600-h/text21es.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132342651662946034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/Rzm-cwn0zvI/AAAAAAAAAUE/kFrIUB9lZog/s320/text21es.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a title="O que é o purgatório?" href="http://www.cot.org.br/igreja/o-que-e-o-purgatorio.php"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;O que é o purgatório?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde os primórdios a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt 28,20; Jo 14,15.25; 16,12´13), acredita na purificação das almas após a morte, e chama este estado, não lugar, de Purgatório. Ao nos ensinar sobre esta matéria, diz o nosso Catecismo: "Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, estão certos da sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação após a morte, afim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu" (CIC, §1030). Logo, as almas do Purgatório "estão certas da sua salvação eterna", e isto lhes dá grande paz e alegria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falando sobre isso, disse o Papa João Paulo II: "Mesmo que a alma tenha de sujeitar´se, naquela passagem para o Céu, à purificação das últimas escórias, mediante o Purgatório, ela já está cheia de luz, de certeza, de alegria, porque sabe que pertence para sempre ao seu Deus."(Alocução de 03 de julho de 1991; LR n. 27 de 07/7/91) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Catecismo da Igreja ensina que: "A Igreja chama de purgatório esta purificação final dos eleitos, purificação esta que é totalmente diversa da punição dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório principalmente nos Concílios de Florença (1438´1445) e de Trento (1545´1563)" (§ 1031). "Este ensinamento baseia´se também sobre a prática da oração pelos defundos de que já fala a Escritura Sagrada: 'Eis porque Judas Macabeus mandou oferecer este sacrifício expiatório em prol dos mortos, a fim de que fossem purificados de seu pecado' (2 Mac 12,46). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em favor dos mesmos, particularmente o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos"(§1032). Devemos notar que o ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus, cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Narra´se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas: "Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado". (2 Mac 12,44s) Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos da fé. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo homem foi criado para participar da felicidade plena de Deus (cf. CIC, §1), e gozar de sua visão face´a´face. Mas, como Deus é "Três vezes Santo", como disse o Papa Paulo VI, e como viu o profeta Isaías (Is 6,8), não pode entrar em comunhão perfeita com Ele quem ainda tem resquícios de pecado na alma. A Carta aos Hebreus diz que: "sem a santidade ninguém pode ver a Deus" (Hb 12, 14). Então, a misericórdia de Deus dá´nos a oportunidade de purificação mesmo após a morte. Entenda, então, que o Purgatório, longe de ser castigo de Deus, é graça da sua misericórdia paterna. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ser humano carrega consigo uma certa desordem interior, que deveria extirpar nesta vida; mas quando não consegue, isto leva´o a cair novamente nas mesmas faltas. Ao confessar recebemos o perdão dos pecados; mas, infelizmente, para a maioria, a contrição ainda encontra resistência em seu íntimo, de modo que a desordem, a verdadeira raíz do pecado, não é totalmente extirpada. No purgatório essa desordem interior é totalmente destruída, e a alma chega à santidade perfeita, podendo entrar na comunhão plena com Deus, pois, com amor intenso a Ele, rejeita todo pecado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a obra resistir, o seu autor "receberá uma recompensa"; mas, se não resistir, o seu autor "sofrerá detrimento", isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador "se salvará, mas como que através do fogo", isto é, com sofrimentos. O fogo neste texto tem sentido metafórico e representa o juízo de Deus (cf. Sl 78, 5; 88, 47; 96,3). O purgatório não é de fogo terreno, já que a alma, sendo espiritual, não pode ser atingida por esse fogo. No purgatório a alma vê com toda clareza a sua vida tíbia na terra, o seu amor insuficiente a Deus, e rejeita agora toda a incoerência a esse amor, vencendo assim as paixões que neste mundo se opuseram à vontade santa de Deus. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste estado, a alma se arrepende até o extremo de suas negligências durante esta vida; e o amor a Deus extingue nela os afetos desregrados, de modo que ela se purifica. Desta forma, a alma sofre por ter sido negligente, e por atrasar assim, por culpa própria, o seu encontro definitivo com Deus. É um sofrimento nobre e espontâneo, inspirado pelo amor de Deus e horror ao pecado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensamentos Consoladores sobre o Purgatório&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O grande doutor da Igreja, São Francisco de Sales (1567´1655), tem um ensinamento maravilhoso sobre o purgatório. Ele ensinava, já na idade média, que "é preciso tirar mais consolação do que temor do pensamento do Purgatório".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis o que ele nos diz:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. As almas alí vivem uma contínua união com Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar´se no inferno a apresentar´se manchadas diante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. Purificam´se voluntariamente, amorosamente, porque assim o quer Deus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;4. Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;5. São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;6 Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;7. São consoladas pelos anjos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;8. Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;9. As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;10. Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama´lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;11. O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;( Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-4148641776650156980?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/4148641776650156980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=4148641776650156980' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4148641776650156980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/4148641776650156980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2007_11_01_archive.html#4148641776650156980' title='Doutrina Católica sobre o Purgatório'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/Rzm-cwn0zvI/AAAAAAAAAUE/kFrIUB9lZog/s72-c/text21es.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-1050003137489054043</id><published>2007-10-03T21:10:00.000-04:00</published><updated>2007-10-03T21:21:34.171-04:00</updated><title type='text'>Os Papas e a pequena Teresa do Menino Jesus</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RwQ_uxWstSI/AAAAAAAAAR0/ENmxcmtcCko/s1600-h/stetherese.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117285149354800418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" height="199" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RwQ_uxWstSI/AAAAAAAAAR0/ENmxcmtcCko/s200/stetherese.jpg" width="264" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RwQ-gBWstRI/AAAAAAAAARs/OMkTJxSqSHI/s1600-h/Santateresinhadomeninojesus.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Os Papas e a pequena Teresa do Menino Jesus&lt;br /&gt;Todos os pontífices do século XX fascinaram-se pela fé simples da santa de Lisieux. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Baseada na absoluta necessidade da graça&lt;br /&gt;de Giovanni Ricciardi&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;__________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma imagem de Santa Teresa de Lisieux&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 20 de novembro de 1887, Santa Teresa do Menino Jesus encontrou, aos 15 anos, o Papa Leão XIII (1878-1903) durante uma peregrinação organizada pela diocese de Lisieux, pedindo-lhe com ingênuo atrevimento a permissão para entrar no Carmelo antes da idade prescrita. O Papa respondeu-lhe categórico: “Vamos!...Vamos!... Se Deus quiser entrarás”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O velho Pontífice não podia imaginar que o caso desta mocinha teria marcado tanto o pontificado de seus sucessores. Com efeito, todos os papas do século XX foram tocados, de um modo ou outro, pela “passagem” de Teresa. O primeiro de todos foi Pio XI, que a beatificou em 1923 e canonizou-a dois anos depois, nomeando-a em seguida, em 1927, padroeira das missões. A história de Teresa cruza-se particularmente com a do Papa Paulo VI, que foi batizado no mesmo dia da morte da pequena irmã de Lisieux. Mas a primeira intuição da excepcionalidade de Teresa deve-se, sem dúvida, a Pio X (1903-1914), o papa que em 4 de agosto completará cem anos da sua eleição. Pio X: “A maior santa dos tempos modernos” Tinham passado apenas dez anos da morte de Teresa quando Pio X recebeu de presente a edição francesa do Histoire d’une âme e, três anos mais tarde, em 1910, a tradução italiana da autobiografia da santa. Tradução que estava, desde então, na segunda edição. Pio X não teve hesitações com relação a Teresa, e por isso acelerou a introdução da causa de beatificação, que tem a data de 1914 e que foi um dos últimos atos do seu pontificado. Mas, já alguns anos antes, encontrando um bispo missionário que lhe doara um retrato de Teresa, o papa observara: “Eis a maior santa dos tempos modernos”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um juízo que poderia parecer arriscado, pois na época, e ainda hoje, Teresa não contava somente com admiradores. A simplicidade da sua doutrina espiritual, fundada simplesmente na absoluta necessidade da graça, causava desagrado em não poucos eclesiásticos. No clima de um catolicismo tomado pelo jansenismo, uma espiritualidade fundada apenas na confiança e no abandono dócil à misericórdia de Deus parecia estar em contraste com o rigor de uma ascese centralizada na renúncia e no sacrifício de si. O eco dessa “suspeita” contra a doutrina de Teresa chegou até os ouvidos do Papa. O qual uma vez respondeu com decisão a um desses detratores: “A sua extrema simplicidade é a coisa mais extraordinária e digna de atenção nesta alma. Reestudem a vossa teologia”. Entre outras coisas, Pio X ficara gravemente impressionado por uma carta que Teresa escrevera em 30 de maio de 1889 à sua prima Maria Guérin, a qual, por motivos de escrúpulos, abstinha-se da comunhão: “Jesus está no tabernáculo expressamente para ti, para ti só, arde com o desejo de entrar no teu coração [...]. Comunga muitas vezes, muitas vezes... É esse o único remédio se queres curar-te”. Na época havia um difuso comportamento de excessivo escrúpulo para aproximar-se da eucaristia, e a resposta de Teresa pareceu ao Papa um encorajamento para combatê-lo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é possível que os dois decretos de Pio X, Sacra Tridentina Synodus, sobre a comunhão freqüente, e Quam singulari, sobre a comunhão às crianças tenham sido influenciados pela leitura dos escritos teresianos. Bento XV: “Contra a presunção de alcançar com meios humanos um fim sobrenatural” Pio X não teve tempo de seguir o iter da causa de beatificação. O seu sucessor, Bento XV (1914-1922), acelerou-o ulteriormente. Em 14 de agosto de 1921, proclamou o decreto sobre as heroicidades das virtudes da pequena Teresa e, pela primeira vez, um papa usou a expressão “infância espiritual” para se referir à “doutrina” da santa de Lisieux: “A infância espiritual”, disse o Papa “é formada pela confiança em Deus e pelo cego abandono nas mãos dEle [...]. Não é difícil relevar as vantagens desta infância espiritual tanto por aquilo que exclui como por aquilo que supõe. Com feito, exclui o soberbo lisonjear-se; exclui a presunção de alcançar com meios humanos um fim sobrenatural; exclui a falácia da auto-suficiência na hora do perigo e da tentação. E, por outro lado, supõe fé viva na existência de Deus; supõe prática homenagem à Sua potência e misericórdia; supõe confiante recurso à providência dAquele com o qual obter a graça, evitar todo o mal e conseguir todo o bem. [...] Esperamos que o segredo da santidade de Irmã Teresa do Menino Jesus não seja segredo para ninguém”. Pio XI: “A estrela do meu pontificado” Pio XI (1922-1939), mais do que qualquer outro papa durante toda a sua vida, mesmo antes da sua eleição ao trono de Pedro, foi acompanhado por uma profunda devoção para com a pequena Teresa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando ainda era núncio apostólico em Varsóvia, tinha sobre sua escrivaninha a História de uma alma; e continuou a fazer o mesmo depois assumir a arquidiocese de Milão. Durante o seu pontificado Teresa foi elevada, em pouco tempo, às honras dos altares. Beatificada em 29 de abril de 1923; canonizada em 17 de maio de 1925, durante o Ano Santo; em 14 de dezembro de 1927 foi proclamada, junto com São Francisco Xavier, padroeira universal das missões católicas. Tanto a beatificação como a canonização foram as primeiras do pontificado deste Papa. E já em 11 de fevereiro de 1923, no discurso feito por ocasião da aprovação dos milagres necessários para a beatificação, observava: “Milagre de virtude nesta grande alma que nos faz repetir com o Divino Poeta: ‘algo vindo do céu à terra para o milagre mostrar’ [...]. A pequena Teresa fez-se Ela mesma uma palavra de Deus [...]. A pequena Teresa do Menino Jesus nos diz que há um modo fácil de participarmos de todas as maiores e heróicas obras do zelo apostólico, por meio da oração”. Aos peregrinos franceses vindos a Roma para a beatificação de Teresa, disse: “Eis que estais à luz desta Estrela – como nós gostamos de chamá-la – que a mão de Deus quis que resplandecesse no início do nosso pontificado, presságio e promessa de uma proteção, da qual estamos tendo a feliz experiência”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também, mais tarde, Pio XI atribuiu à intercessão de Teresa uma proteção especial em momentos cruciais do seu pontificado. Em 1927, num dos momentos mais duros da perseguição contra a Igreja Católica no México, confiou aquele país à proteção de Teresa: “ýuando a prática religiosa for restabelecida”, escrevia aos bispos mexicanos, “desejo que Santa Teresa do Menino Jesus seja reconhecida como a mediadora da paz religiosa no vosso país”. Dirigiu-se a ela para implorar a solução do duro contraste entre a ýanta Sé e o governo fascista de 1931, que quase levou à suspensão da Ação Católica italiana: “Minha pequena santa faça que para a festa de Nossa Senhora tudo tenha se regularizado”. A controvérsia chegou à solução em 15 de agosto do mesmo ano. Já no fiŸal do Ano Santo de 1925, Pio XI enviara a Lisieux, acompanhando uma sua fotografia, uma expressão eloqüente: “Per intercessionem S. Theresiae ab Infante Iesu protectricis nostrae singularis benedicat vos omnipotens et misericors Deus”. E, em 1937, no final da longa doença que sofria nos últimos anos do seu pontificado, agradeceu publicamente àquela “que tão validamente e tão evidentemente veio em ajuda ao Sumo Pontífice e ainda parece disposta a ajudá-lo: Santa Teresa de Lisieux”. Não pôde coroar o desejo de ir pessoalmente a Lisieux nos últimos meses da sua vida. Pouco antes de estourar a Segunda Guerra Mundial, o pontificado passava para as mãos de Pio XII (1939-1958), que conhecia e estimava muito a pequena santa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pio XII “Valorizar diante de Deus a pobreza espiritual de uma criatura pecadora” ýFilha de um cristão admirável, Teresa aprendeu sentada nos joelhos de seu pai os tesouros de indulgência e de compaixão que se escondem no coração do Senhor! [...] Deus Pai cujos braços estão constantemente dirigidos aos filhos. Por que não responder a este gesto? Por que não gritar espontaneamente para ele a nossa angústia? É preciso confiar na palavra de Teresa, quando convida tanto o mais miserável como o mais perfeito a não valorizar diante de Deus senão a fraqueza radical e a pobreza de espírito de uma criatura pecadora”. Assim Pio XII exprimia-se na radiomensagem de 11 de julho de 1954, por ocasião da consagração da Basílica de Lisieux, o coração da “via da infância espiritual” indicada por Teresa. Durante toda a sua vida, ele manteve correspondência com o Carmelo de Lisieux. O início dessa correspondência foi em 1929, no tempo da nunciatura apostólica em Berlim, quando enviou a Lisieux uma carta de agradecimento por ter recebido a primeira edição alemã da História de uma alma. Depois foi várias vezes enviado pelo papa Pio XI para o Carmelo de Teresa para presidir algumas funções especiais. Quando foi a Buenos Aires, em 1934, como legado pontifício no Congresso Eucarístico Internacional, levou consigo uma relíquia de Teresa à qual tinha confiado a sua missão. Durante todo o pontificado correspondeu-se também com Irmã Inês e Irmã Celina, as irmãs de Teresa que ainda viviam no Carmelo de Lisieux. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;João XXIII: “A pequena Teresa nos conduz ao porto” Santa Teresa a Grande [Teresa de Ávila, ndr] eu amo muito... mas a Pequena: ela nos conduz ao porto [...]. É preciso pregar a sua doutrina tão necessária”. São palavras de João XXIII (1958-1963) ao se dirigir a um sacerdote que lhe oferecera uma coleção de retratos da pequena Teresa. Angelo Roncalli foi cinco vezes a Lisieux, principalmente no período da sua nunciatura em Paris, mas também quando ainda era delegado apostólico na Bulgária. Como pontífice dedicou particular atenção à santa na audiência geral de 16 de outubro de 1960. Na ocasião disse: “Teresa de Lisieux foi grande por ter sabido, na humildade, na simplicidade, na constante abnegação, cooperar nas dificuldades e no trabalho da graça para o bem de inúmeros fiéis”. Sobre isso o Santo Padre, querendo dar uma adequada semelhança, com muito prazer recorda de quando observava o porto de Constantinopla. “Lá chegavam grandes navios de carga, que porém não conseguiam, pela natureza do fundo do mar, a aproximarem-se do cais. Portanto, eis que, ao lado de cada grande navio, encostava um pequeno barco, cuja presença à primeira vista parecia supérflua, e, ao invés, era muito preciosa, pois o barco tinha a tarefa de transportar as mercadorias até o porto”. Paulo VI: “Nasci para a Igreja no dia em que a santa nasceu para o céu” Durante uma visita ad limina do bispo de Sées, a diocese na qual nasceu Teresa, Paulo VI (1963-1978) disse: “Nasci para a Igreja no dia em que a santa nasceu para o céu. Isso lhe mostra que especial vínculo me liga a ela. Minha mãe fez com que eu conhecesse Santa Teresa do Menino Jesus que ela tanto amava. Já li várias vezes a Histoire d’une âme, a primeira vez na minha juventude”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já em 1938 escrevia às monjas do Carmelo de Lisieux, confessando “acompanhar há muitos anos com grande interesse os progressos do Carmelo de Lisieux” e acrescentava “sou um grande devoto de Santa Teresa, da qual conservo uma pequena relíquia na minha escrivaninha”. Estas menções seriam suficientes para demonstrar o significado da profunda ligação entre Paulo VI e a pequena Teresa. O Papa interveio várias vezes para falar sobre a figura e sobre a doutrina da pequena santa de Lisieux. Em 1973, por ocasião do centenário do nascimento da santa, escreveu uma carta a D. Badré, então bispo de Bayeux e Lisieux, condensando em poucas páginas o seu pensamento sobre Teresa. O realismo e a humildade são os dois conceitos mais evidenciados por Paulo VI a propósito de Teresa: “Teresa do Menino Jesus e da Santa Face ensina a não contar com nós mesmos, tanto se tratando de virtude como de limite, mas com o amor misericordioso de Cristo, que é maior do que o nosso coração e nos associa à oferta da sua paixão e ao dinamismo da sua vida”. A propósito da vida de Teresa que aceitou o limite humano e cultural do claustro, ela ensina segundo Paulo VI, que “a inserção realista na comunidade cristã, onde se é chamado a viver o instante presente, parece-nos uma graça sumamente desejável para o nosso tempo”. Teresa viveu o seu caminho pessoal de santidade dentro de um ambiente cheio de limites. Todavia, “para começar a agir ela não esperou um modo de vida ideal, um ambiente de convivência mais perfeito; digamos que, ao invés, ela contribuiu para mudá-lo partir de dentro. A humildade é o espaço do amor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sua busca do Absoluto e a transcendência da sua caridade permitiram-lhe vencer os obstáculos ou mesmo transfigurar os seus limites”. Paulo VI já tinha sublinhado o tema da humildade em Teresa em uma audiência de 29 de dezembro de 1971: “Humildade tão mais obrigatória quanto mais a criatura é alguma coisa, porque tudo depende de Deus, e porque o confronto entre qualquer medida nossa e o Infinito obriga a curvar a fronte”. Em Teresa esta humildade não está separada de uma “infância cheia de confiança e de abandono”. ým um discurso de 16 de fevereiro de 1964 na paróquia de São Pio X, o Papa evidenciava com clareza o quanto Santa Teresa do Menino Jesus tinha praticado e ensinado com relação à confiança que devemos ter na bondade de Deus, abandonando-nos plenamente à sua Providência misericordiosa: “Um escritor moderno muito conhecido conclui um livro seu afirmando: tudo é graça. Mas de quem é esta frase? Não do escritor citado, porque ele tirou-a – e diz isso – de outra fonte. É de Santa Teresa do Menino Jesus. Colocou-a em uma página dos seus diários: ‘Tout est grâce’. Tudo pode se resolver em graça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De resto a santa carmelita repetia sempre uma esplêndida palavra de São Paulo: ‘Diligentibus Deum omnia cooperantur in bonum’. Toda a nossa vida pode se resolver no bem, se amamos o Senhor. E é isso que o Pastor Supremo espera dos que o ouvem”. João Paulo I “Com suma simplicidade e encaminhando-se ao essencial” ýapa Luciani não teve tempo, nos seus 33 dias de pontificado, de falar de Teresa. Porém já tinha falado em duas importantes ocasiões quando era patriarca de Veneza. Em 10 de outubro de 1973, fez uma conferência por ocasião do centenário do nascimento de Teresa e uma carta à santa no livro Illustrissimi. Aqui o futuro papa conta que leu a História de uma almaüpela primeira vez aos 17 anos: “Para mim foi como um relâmpago”, escreveu. E revela sobre a ajuda recebida de Teresa quando era um jovem padre e, atingido pela tuberculose, fora internado em um sanatório. “Envergonhei-me por ter sentido um pouco de medo”, recorda Luciani: “Teresa, aos 23 anos, na época sã e cheia de vitalidade – disse-me –, foi inundada de alegria e de esperança, quando sentiu subir à boca a primeira golfada de sangue. Não só isso, mas, atenuando o mal, conseguiu levar a termo o jejum de pão seco e água, e tu queres sentir medo? És sacerdote, desperta, não sejas tolo”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na conferência de 1973, o futuro João Paulo I sublinhava o ensinamento de Teresa: “Teresa, contando com uma aguda inteligência e dons especiais, viu claramente nas coisas de Deus e também expressou-se claramente, ou seja, com suma simplicidade e encaminhando-se ao essencial”. Teresa não buscou experiências diferentes das que o cristianismo do seu tempo oferecia-lhe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como escreve padre Mario Caprioli, não buscou experiências extraordinárias: “Confissão aos seis anos, a preparação à primeira comunhão em família, as peregrinações – que para Teresa foram muito instrutivas –, o convento, ou seja, a vida religiosa com os votos, a regra, a austeridade” (M. Caprioli, I papa del XX secolo e Teresa di Lisieux, p. 349). “Hoje”, comentava a este propósito Luciani “sob pretexto de renovações tende-se, algumas vezes, a tirar todo o valor destas coisas. Na minha opinião, Teresa não concordaria”. João Paulo II Teresa do Menino Jesus doutora da Igreja universal Ao proclamar, em 1997, Teresa de Lisieux doutora da Igreja universal, terceira mulher a obter este título depois de Teresa de Avila e Catarina de Sena, João Paulo II recolheu efetivamente a herança de seus predecessores. A atualidade do gesto pode ser expressa nas palavras que o padre Luigi Giussani dirigia ao Papa na Praça de S. Pedro durante o encontro dos movimentos eclesiais em maio de 1998: “Ao grito desesperado do pastor Brand no homônimo drama de Ibsen (‘Responda-ýe ó Deus, na hora em que a morte me arrasta: então não é suficiente toda a vontade de um homem para conseguir uma só salvação?’) responde a humilde positividade de Santa Teresa do Menino Jesus, que escreve: ‘Quando sou caridosa é Jesus que age em mim’”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117283345468536066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 106px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px; TEXT-ALIGN: center" height="170" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RwQ-FxWstQI/AAAAAAAAARk/3QNYWklft1s/s200/teresita-del-nino-jesus.jpg" width="125" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fonte : Revista 30 Dias - Roma&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-1050003137489054043?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/1050003137489054043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=1050003137489054043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/1050003137489054043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/1050003137489054043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2007_10_01_archive.html#1050003137489054043' title='Os Papas e a pequena Teresa do Menino Jesus'/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RwQ_uxWstSI/AAAAAAAAAR0/ENmxcmtcCko/s72-c/stetherese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-2574459359767665901</id><published>2007-05-29T16:42:00.000-04:00</published><updated>2007-05-29T16:57:29.330-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyTX0fvUZI/AAAAAAAAAIA/eeTjDu5GDqw/s1600-h/img18.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070089317950378386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="142" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyTX0fvUZI/AAAAAAAAAIA/eeTjDu5GDqw/s200/img18.jpg" width="96" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;Os Dons do Espírito Santo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1. Quem é o Espírito Santo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, o amor mútuo do Pai e do Filho. Desde toda a eternidade o Pai gera o Filho e o ama infinita e imutavelmente; também o Filho desde toda a eternidade é gerado pelo Pai e o ama com amor infinito e imutável. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este amor é o Espírito Santo, amor que se desdobra na criação, uma vez que é pelo Espírito Santo que o Pai ama a tudo o que criou e é pelo Espírito Santo que o Filho ama a tudo o que por &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele o Pai criou. Em Deus, portanto, o Amor se faz Pessoa Divina.O Espírito Santo nos conduz à vida trinitária, pois é o laço que une entre si Deus Pai e Deus Filho, une a todos nós homens a Cristo e une-nos uns aos outros em Cristo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada uma das pessoas da Trindade opera de um modo especial na obra da criação. Assim, Deus Pai é quem cria todo o universo e o homem e estabelece a ordem das coisas criadas; quando essa ordem é rompida e violada pelo pecado, é Deus Filho quem deve vir para restaurá-la; por fim, é Deus Espírito Santo quem deve completar a obra da Redenção, santificando as almas.O Espírito Santo é, também, a alma da Igreja enquanto Corpo Místico de Cristo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A esse respeito, diz-nos o papa Pio XII: "É a este Espírito de Cristo como princípio indivisível que se deve atribuir a união que reina entre todas as partes do Corpo, tanto das partes entre si como delas com a sua nobre Cabeça (Cristo), uma vez que o Espírito está presente todo inteiro na Cabeça, todo inteiro no Corpo, todo inteiro em cada um dos membros". Também Santo Agostinho escreve-nos sobre este mesmo tema: "O que a alma é para o corpo do homem, o Espírito Santo o é para o corpo de Jesus Cristo, que é a Igreja. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Espírito Santo realiza na Igreja aquilo que a alma realiza nos membros de um corpo". E, por fim, Santo Tomás de Aquino resume-nos: "Por meio do Espírito Santo somos um só com Cristo".São Paulo nos diz que "se alguém não possui o Espírito de Cristo, esse não pertence a Cristo" (Rm 8, 9). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Espírito Santo, portanto, é o princípio da unidade e da coesão, ou seja, faz com que todos os batizados formem um só Corpo em Cristo e que, ainda, cada um neste Corpo Místico tenha uma função específica e receba dons especiais para realizar esta função.E se o Espírito Santo é, então, o doador de todos os dons, a alma do Corpo Místico de Cristo, podemos concluir que para toda ação sobrenatural precisamos inevitavelmente de sua assistência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não somos capazes mesmo de um bom pensamento a não ser no Espírito Santo. Novamente segundo São Paulo: "ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor’ a não ser no Espírito Santo" (1Cor 12, 3).O Espírito Santo ora em nós e por nós e nos ensina todas as coisas. Somente após Pentecostes os apóstolos foram capazes de realmente compreender tudo o que Jesus lhes havia ensinado enquanto vivia com eles.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também o êxito da obra da evangelização pertence ao Espírito Santo; os apóstolos (e nós hoje) pregaram, mas foi o Espírito de Cristo quem realizou a conversão nos corações dos ouvintes.Assim, a obra de nossa santificação e da santificação dos outros será sempre do Espírito Santo e a perfeição cristã consistirá em deixarmo-nos conduzir por Ele, pois "os que são movidos pelo Espírito Santo, esses são filhos de Deus" (Rm 8, 14).2. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os dons do Espírito Santo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Espírito Santo nos foi dado no dia de nosso Batismo e, sendo assim, podemos dizer que é nosso para que dele possamos dispor, a fim de chegarmos à santidade que o Senhor deseja para todos nós (cf. Mt 5, 48 e Lv 19, 2) e para que se cumpram em nós, por fim, todos os desígnios de Deus, por Ele preparados desde toda a eternidade.Para isso, recebemos do Espírito Santo os seus dons, disposições sobrenaturais que tornam nossas almas capazes de realizar atos bons, sobrenaturais, de inspiração divina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os dons do Espírito Santo conformam nosso comportamento naturalmente ao agir divino, de modo que passamos a agir de acordo com a nossa nova natureza, a de filhos de Deus.E os dons que o Espírito Santo nos confere, se somos humildes e nos deixamos conduzir por Ele, são:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dom da Ciência - &lt;/strong&gt;Este dom ocupa o primeiro lugar entre todos, pois tem uma grande importância prática na vida espiritual. Por ele, a alma cristã perde a visão mundana das coisas e passa a julgá-las à luz da fé. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tudo enxerga a mão benevolente de Deus, passa a compreender a transitoriedade desta vida e a necessidade de tudo fazer com vistas à eternidade, pois entende que a felicidade neste mundo nada é em comparação ao que Deus preparou na eternidade para os que O amam. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua maior preocupação passa a ser evitar de todas as formas ofender a Deus pelo pecado e sente grande dor e contrição por todos os pecados que já cometeu, pois pode agora enxergá-los à luz do Espírito. Por fim, para esta alma, tudo passa a ser motivo e ocasião de louvar a Deus e dar-Lhe graças.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os que desejam deixar-se conduzir pelo Espírito de Ciência, devem lutar pela pureza de intenção e pela delicadeza de consciência, evitando as faltas deliberadas mesmo em matéria leve e esforçando-se pela fidelidade até nos menores detalhes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dom do Conselho - &lt;/strong&gt;Enquanto o dom da Ciência mostra à alma como apreciar as coisas criadas, o dom do Conselho "ensina" a alma a agir diante de situações concretas de acordo com o agir divino.O dom do Conselho é, pois, uma espécie de instinto sobrenatural, um socorro divino para as diversas situações de nossa vida concreta e até do próximo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os que seguem as inspirações dadas pelo Espírito de Conselho confiam em Deus mais do que em si mesmos, são desprendidos de seus próprios pontos de vista e sabem que o maior critério de acerto para a vida espiritual é fazer sempre e inteiramente a vontade do Senhor.Para deixarmo-nos conduzir pelo Espírito de Conselho precisamos esforçar-nos por praticar a virtude da humildade, a fim de reconhecermos nossa pequenez e eliminarmos o orgulho que nos impede de viver plenamente a vida divina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dom do Entendimento - &lt;/strong&gt;A alma guiada pelos dons da Ciência e do Conselho desenvolve plenamente a virtude da fé e vive em conformidade com o Coração de Cristo. É então que ela está preparada para trilhar uma via mais perfeita, levada pelo dom do Entendimento.Este dom não está relacionado ao conhecimento ou à inteligência humanos. É uma disposição sobrenatural que permite ao espírito captar e compreender de modo claro e intuitivo os mistérios da fé. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Verdade torna-se evidente para esta alma e uma felicidade insuspeitada a envolve, pela luz desta Verdade.Embora este dom refira-se às luzes da inteligência, acompanha-o sempre a graça do amor intenso a Deus. Para a alma por ele iluminada o amor infinito de Deus é evidente e é incompreensível que o mundo busque sua felicidade fora de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os que desejarem a luz deste dom devem com toda a humildade pedi-lo, confiando sempre na bondade de Deus e caminhando na fé com generosidade e espírito de renúncia e de sacrifício.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dom da Sabedoria - &lt;/strong&gt;Considerado o mais nobre, importante e precioso dos dons do Espírito Santo, é sem dúvida aquele que mais devemos desejar e pedir insistentemente. Podemos encontrar elogios à Sabedoria em Pr 8, 11 e Sab 7, 8-14."O dom da Sabedoria (é) como uma disposição da inteligência que leva a não dar valor nem a saborear nada senão o próprio Deus e aquilo que diz respeito a Seu Nome" (Alexis Riaud). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, conforme Tomás de Aquino, na medida em que as coisas deste mundo estão relacionadas a Deus, também são objeto deste dom.A alma cheia deste dom tem por sua a vontade de Deus, só deseja o que Deus deseja e se compraz somente em seu Senhor e naquilo que o glorifica. Por isso o dom da Sabedoria pode levar a alma à contemplação e, por outro lado, dá-lhe uma firme vontade e uma grande determinação para resistir às provações. Pela ação do dom da Sabedoria, a alma sabe que Deus é tudo e a criatura é nada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imploremos com humildade ao Senhor que nos conceda o Espírito de Sabedoria.Dom da Piedade No entanto, sem o amor a Deus vazia é a sabedoria. Por isso, o Espírito também concede às almas o dom da Piedade. Por ele o coração é abrasado e a vontade fortalecida e unida a Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os quatro primeiros dons do Espírito Santo (Ciência, Conselho, Entendimento e Sabedoria) destinam-se a iluminar nossa inteligência; os outros três (Piedade, Fortaleza e Temor de Deus) destinam-se a unir e conformar nossa vontade mais perfeitamente à vontade de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, através do dom da Piedade, a alma inclina-se sobrenaturalmente a comportar-se diante de Deus como uma criança carinhosa comporta-se diante do Pai que a ama: com atitude de confiança, atenção, afeto e amor. Este dom desenvolve na alma cristã a caridade perfeita e o amor de Deus e a Deus preenche perfeita e plenamente todas as suas necessidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma alma que por nada se perturba, porque está segura no Amor; é uma alma desapegada de tudo, pois o amor que sente é desinteressado e puro, de tal modo que tudo faria para contentar o Amado, sendo-lhe impossível amar menos. E este amor naturalmente desdobra-se no amor ao próximo, pois ama também tudo o que Deus ama, ou seja, todos os homens.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dom da Piedade&lt;/strong&gt; - Para que possamos ser perfeitos, precisamos do dom da Piedade, pois a perfeição de uma alma se mede pelo grau de caridade a que chegou. Roguemos, pois, ao Espírito de Piedade que nos cumule deste dom.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dom da Fortaleza&lt;/strong&gt; - Nenhum ser humano é capaz de perseverar no bem por muito tempo. Se Deus não nos der a vitória, morreremos no combate, pois a vida espiritual é como um grande campo de guerra, onde todos os homens diariamente travam suas batalhas pelo Reino, até o fim de suas vidas.Pois bem, para que a vitória seja possível, o Senhor nos concede o dom da Fortaleza, que é a disposição sobrenatural que nos capacita a enfrentar as mais duras provas e a realizar os mais difíceis empreendimentos por amor a Deus e para que Seu Nome seja glorificado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A alma repleta deste dom não tem confiança em si mesma, pois sabe que é frágil e incapaz de fazer o bem. Mas deposita uma confiança ilimitada em Deus, que a capacita. Portanto, enfrentará tudo o que for necessário para cumprir a vontade de Deus, santificar-se e santificar os outros. Além disso, é uma alma generosa, porque dispõe-se ao sofrimento físico ou moral por amor de seu Senhor e deseja empreender grande coisas pela causa do Evangelho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No martírio cotidiano das pequenas coisas, é o Espírito de Fortaleza que permite à alma perseverar em seus desejos de santidade. E no martírio de sangue dos cristãos perseguidos dos primeiros séculos e dos dias de hoje, é o mesmo Espírito de Fortaleza que os inspira e anima em meio aos imensos sofrimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se quisermos receber o dom da Fortaleza devemos, como dizia Santa Teresinha do Menino Jesus, &lt;strong&gt;"consentir em permanecer pobre e desprovido de forças"&lt;/strong&gt;, para que, a partir de nossa humildade e fraqueza, a força do Senhor atue em nós. Precisamos também exercitar e aumentar nossa confiança no amor ilimitado de Deus por nós e recorrer ainda, o mais freqüentemente possível, à fonte de toda fortaleza, à Sagrada Eucaristia, pois sem Cristo nada podemos fazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dom do Temor de Deus&lt;/strong&gt; - O dom do Santo Temor de Deus é o resultado e como que a manifestação externa do dom da Sabedoria, segundo São Tomás de Aquino. É a disposição sobrenatural que faz com que a alma experimente simultaneamente um imenso respeito pela majestade de Deus e uma alegria indizível por Sua bondade, repelindo com horror tudo o que possa ofender ao Senhor, misericordioso e digno de todo o amor. Portanto, o dom do Temor de Deus desperta na alma um amor verdadeiramente filial, que está longe de ser um temor servil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A alma cheia do Temor de Deus previne-se contra a queda no próprio orgulho, desconfiando humildemente de suas próprias forças e buscando a delicadeza no serviço de Deus e a fidelidade nos menores detalhes. Tudo o que ela deseja é cumprir amorosa e fielmente a vontade de seu Pai que está no Céu.Por isso diz o salmista: "Feliz o homem que teme o Senhor" (Sl 111, 1)!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se pelo Batismo recebemos o Espírito Santo e pela Crisma fomos nEle confirmados, também dEle recebemos todos esses dons. É preciso então que perseveremos na prática das virtudes e oremos humilde e confiantemente ao Senhor para que nos dê a plenitude de seus dons. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por eles seremos santificados e, ramos vivos da verdadeira Videira, daremos muito fruto, conforme a vontade de Deus, nosso Pai, para a glória de Seu Nome."Espírito de amor, criador e santificador das almas, cuja primeira obra é transformar-me à semelhança de Jesus, ajudai-me a conformar-me com Jesus, a pensar como Jesus, a falar como Jesus, a amar como Jesus, a sofrer como Jesus, a agir em todos os momentos como Jesus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Habitai sempre em mim e, pela vossa graça e a vossa operação, sede o realizador dos desígnios de Deus Pai na minha alma. Da mesma forma que governastes a Santíssima Humanidade do Senhor durante a sua permanência sobre a terra, sede também neste mundo o motor da minha vida, a alma da minha alma.Espírito Santo, Espírito de amor, consagro-me a Vós, ofereço-me a Vós, entrego-me a Vós por intermédio de Maria, vosso Templo, vossa Esposa, Aqueduto das vossas graças." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Alexis Riaud) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fonte : &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.emaus.org.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.emaus.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-2574459359767665901?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/2574459359767665901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=2574459359767665901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/2574459359767665901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/2574459359767665901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2007_05_01_archive.html#2574459359767665901' title=''/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyTX0fvUZI/AAAAAAAAAIA/eeTjDu5GDqw/s72-c/img18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32387809.post-115503669053495347</id><published>2006-08-08T07:18:00.000-04:00</published><updated>2007-07-18T22:21:10.591-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyVzkfvUaI/AAAAAAAAAII/mpGhnFMjtGc/s1600-h/carmen_beniajan2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070091993715003810" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyVzkfvUaI/AAAAAAAAAII/mpGhnFMjtGc/s200/carmen_beniajan2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Oração à Ssma. Virgem do Carmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Ó Virgem bendita, cheia de graça, Rainha dos Santos, quanto nos é suave venerar-Vos sob o título de Nossa Senhora do Carmo. Ele nos reconduz aos tempos proféticos de Elias, quando vós fostes, sobre o Carmelo, figurada nessa nuvenzinha que depois, dilatando-se, se derramou numa chuva benéfica, símbolo das graças que de Vós procedem. Desde os tempos apostólicos fostes Vós honrada com este título. E agora nos alegra o pensamento de que nós nos unimos a esses Vossos primeiros devotos e com eles Vos saudamos, dizendo-Vos: ó Decôro do Carmelo, Glória do Líbano, Lírio Puríssimo, Rosa Mística no jardim florescente da Igreja! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Entretanto, ó Virgem das virgens, lembrai-vos de nós e mostrai que sois nossa Mãe. Derramai em nós, sempre mais viva, essa luz de fé que vos fez Bem-Aventurada: inflamai-nos naquele amor celestial com que amastes vosso Filho Jesus Cristo. Amém. Ó Senhora do Carmo, estrela fúlgida, divina e amorosa; beleza e sol do paraíso, chama e esplendor da santidade de Deus, inflamai nossos corações do fogo que ardia na sarça de Moisés, que abrasou o coração do profeta Elias, patriarca dos Carmelitas. Ó formosura do Carmelo, fazei-nos formosos aos olhos de Jesus e afortunados habitantes do celeste Carmelo, e pela virtude do Santo Escapulário, sinal de vosso materno amor, que nos trouxestes do Céu, sejamos livres de todos os males temporais e eternos. Assim seja. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070092560650686898" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyWUkfvUbI/AAAAAAAAAIQ/y_l86syrF4Y/s200/70txt.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;A Espiritualidade Carmelitana - Oração Mental e Contemplação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;"O estado contemplativo, que é a meta do homem, como afirma São Tomás de Aquino, é buscado no silêncio pessoal e fuga do mundo, mesmo estando nele não seguindo seus ditames. “...não sois do mundo, mas do mundo por mim escolhidos, por isso o mundo vos odeia" (Jo.15,19). Não é demais dizer que o ruído do mundo moderno, os avanços da tecnologia eletrônica, os meios de comunicações visuais e os atrativos do consumismo, são severos adversários do silêncio contemplativo, tornam-se poluição da alma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;"O costume de andar em presença do Senhor, na expressão da Escritura em Gn.17,1 levará ou, pelo menos, direcionará o carmelita para que atinja os estágios mais elevados da contemplação. Realiza-la, estando no mundo, é questão de tempo, prática e domínio de si, amadurecido na estufa protetora do ensinamento de Jesus" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;"Levar ao mundo a contemplação supõe-se que esteja exercitado a tal ponto de não se deixar contaminar pelas coisas do mundo ao seu redor, já que para ele deve estar morto, conforme expressa o Apóstolo: “Afeiçoai-vos as coisas lá de cima e não as da terra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Col.3,2-3). Essa morte para o mundo não se faz de um dia para outro, ela supõe um morrer cada dia para tudo o que é do mundo." "As manifestações do belo, mormente da música, podem comover e enternecer, oportunizando ocasião favorável para penetrar, com sutil e discreto apelo, a contemplação de Deus. Que saibam ouvir meditando é algo positivo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Orai sem cessar" (I.Tess.5,17) é o apelo do Apóstolo traduzido como oração mental, mas ao mesmo tempo, contemplativa, fruto da reflexão ininterrupta do mistério de Deus, vivido por aquele que está acostumado a entrar em seu aposento e orar em segredo ao Pai (Cf. Mt. 6,6).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;A contemplação de Deus no mundo, concretamente, é levar uma vida de oração constante, meditando, refletindo, direcionando o pensamento aos Mistérios que envolvem encarnação, paixão e morte e Ressurreição do Senhor até a Parusía. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Tornar vivo em nós o Mistério do Filho de Deus encarnado e seus ensinamentos, com isso cumprir aquilo que Apóstolo coloca como tarefa para ser executada: "Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo. Estando ainda vivos somos a toda a hora entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus apareça em nossa carne mortal" (II Cor. 4, 10-11).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;"Destarte o homem cria raízes no divino e o divino nele. Não deixemos que ervas parasitas suguem a seiva maravilhosa da redenção que corre na árvore de nossa existência. O mundo e suas vaidades, propostas e apelos é uma erva parasita que, lentamente, vai absorvendo nossa vida até que nos tornamos árvore má para ser queimada, pois “toda a árvore que não der bons frutos, será cortada e lançada ao fogo." (Mt.7,19)."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;"A intimidade espiritual que é contemplação de Deus torna-se meta de perfeição, a qual realizada progressivamente... vai tornando-o mais perfeito e essa medida de perfeição contagia o mundo carente do Amor de Deus." "Saiba o e quem se candidata a sê-lo, que nem todos encontrarão luz para corresponder suficientemente aos apelos de Deus em busca da perfeição cristã porque "estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram" (Mt. 7,14).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070092960082645442" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 84px; height: 90px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyWr0fvUcI/AAAAAAAAAIY/ja832PNPqnI/s200/cross_flourish.gif" border="0" height="63" width="58" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;strong&gt;Estais preparados ?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32387809-115503669053495347?l=flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/feeds/115503669053495347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32387809&amp;postID=115503669053495347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/115503669053495347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32387809/posts/default/115503669053495347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordocarmelo-espiritualidade.blogspot.com/2006_08_01_archive.html#115503669053495347' title=''/><author><name>Flos Carmeli</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00294861809303931262</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/STRGRUtgpuI/AAAAAAAABmM/a3iLIZwaJKI/S220/14383.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MyMaJWEqHFk/RlyVzkfvUaI/AAAAAAAAAII/mpGhnFMjtGc/s72-c/carmen_beniajan2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
